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domingo, 23 de agosto de 2009

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A produção artesanal de sabão...

O processo de elaboração de sabão caseiro era bastante conhecido no nosso meio até algumas décadas atrás, mas com o advento do sabão em pó, com a migração do pessoal da zona rural para as grandes cidades e o ritmo de vida atual, o processo caiu em desuso e esquecimento. Atualmente, é raro encontrar mesmo no meio rural, quem ainda se dedique a fabricar sabão artesanalmente.

Durante centenas de anos os sabões foram usados para processos de limpeza e lavagem, em todo o mundo, sendo conhecidos há mais de 2.500 anos. Os fenícios se banhavam fazendo uso de uma pasta obtida fervendo banha de cabra com cinzas de madeira.

Os antigos romanos apreciavam muito os diferentes e perfumados tipos de sabões em suas termas, mas com a queda do Império Romano ninguém mais ouviu falar de tal produto. O sabão só veio a reaparecer no século IX na cidade de Savona, Itália (eis aí a origem de seu nome), mas era usado apenas pelos nobres. A difusão em larga escala do sabão só veio a ocorrer cerca de dez séculos depois (http://www.mazbra.com.br/historia.htm).

De acordo com POUCHER, (1984), a sua estrutura típica é:


Este composto de longa cadeia, sintetizado a partir de óleos ou gorduras, é facilmente degradado pelas bactérias e tem um tempo de permanência ambiental menor que um dia (WAITE et al.). Assim sendo, a sua ocorrência nos sistemas aquáticos não corresponde a um problema ambiental (DA CUNHA, et al. 2000).

O sabão é produzido através da reação conhecida como saponificação. Esta reação geral de produção do sabão pode utilizar matéria prima de diversas origens. O triglicerídeo, que é o tipo de gordura mais abundante na natureza, é usado como matéria prima na fabricação do sabão, e pode ser proveniente do sebo de origem animal, dos óleos vegetais ou da mistura de ambos. A reação de saponificação ocorre conforme mostrado na reação abaixo:



Basicamente, a reação de saponificação consiste em misturar determinada quantidade de gordura com uma solução de hidróxido de sódio (soda) sob agitação constante e em presença de calor (na maioria das receitas este é um componente essencial).

Atualmente a indústria saboeira responde por aproximadamente 25% da demanda de produtos de limpeza doméstica. Grande parte da produção de sabão é proveniente de pequenas indústrias ou indústrias artesanais dada a facilidade e acessibilidade das técnicas de produção. A produção de sabão em barra de maneira artesanal é um método utilizado por grande parte da indústria saboeira, possuindo uma grande aceitação no mercado. No entanto, a concorrência é bastante alta, com grande variedade de empresas fabricantes deste produto (POUCHER,1984).



Fonte: http://www.ufmg.br/congrext/Saude/Saude180.pdf

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Sabão caseiro

Como citamos ontem, uma boa alternativa de aproveitar o óleo de soja de frituras é produzir sabões caseiros, reutilizando este resíduo, além de poder gerar renda, pois os sabões podem ser vendidos a um preço bastante acessível e têm um baixo custo de produção.

Abaixo segue o procedimento.

O sabão caseiro tem como ingredientes básicos:

  • Gordura
  • Soda Cáustica
  • Água

A gordura pode ser sebo de gado, banha ou gordura de aves, que dá um sabão de boa qualidade, desde que misturada à outra. Abacate, quando está sobrando, também pode ser usado como base gordurosa.

Pode-se também aproveitar sobras de gordura da cozinha. Antes do uso, elas devem ser lavadas assim:

1 parte de água
1 parte de gordura.

Levar ao fogo para ferver. Tirar do fogo, mexer bem e acrescentar 1 litro de água fria para cada litro quente. As substâncias estranhas ficarão depositadas no fundo do recipiente. Quando fria, a gordura ficará solidificada, podendo ser removida. Se estiver muito suja, deve-se repetir a operação. Este processo é bom porque ajuda a tirar o sal da gordura das frituras.

A soda é um álcalis (base), encontrado na natureza em diferentes estados de pureza. Deve ser manuseada com cuidado para não queimar as mãos nem ser aspirado. É sempre bom usar soda de boa qualidade para produzir um bom sabão.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Dia Internacional do Meio Ambiente

Hoje, dia 5 de junho, colocaremos aqui no site dois vídeos que mostram o processo de fabricação do sabão de óleo de soja de frituras.



terça-feira, 15 de maio de 2007

Obtenção da glicerina

Os sabões são produzidos a partir de óleos e gorduras através de reações de saponificação, gerando também a glicerina.

Estes são os primeiros tensoativos conhecidos, que, em contato com a água, hidrolisam-se dando origem a tensoativos aniônicos e o íon potássio ou sódio que dão caráter alcalino muito marcado – pH 9,5 a 10,5.

O sabão é obtido fazendo-se reagir ácidos graxos com óleos, numa reação chamada saponificação. Os ácidos graxos normalmente usados são o oléico, o esteárico e o palmítico encontrados sob a forma de ésteres de glicerina (oleatos, estearatos e palmitatos) nas substâncias gordurosas.


reação de saponificação


A saponificação é feita à quente. Nela a soda ou potassa atacam os referidos ésteres, deslocando a glicerina e formando, com os radicais ácidos assim liberados, sais sódicos ou potássicos. Após a saponificação que colocou em contato, em condições precisas (à temperatura de 100 ºC), matérias graxas e o álcali, segue-se a separação da parte saponificada (éster de ácido graxo e álcali), que flocula sobre a glicerina, e que depois é lavada várias vezes para retirar as impurezas residuais. Os sabões produzidos com soda são chamados de duros, e os produzidos com potassa, moles.

Embora a maior parte dos detergentes seja destinada à limpeza com água, existem alguns produzidos para limpeza com outros solventes, como no caso dos óleos para motores, onde a água não pode ser usada. Nesse caso, o sódio e o potássio são substituídos por metais, como o chumbo ou o cálcio.

Os sabões e os detergentes possuem as mais diversas aplicações, que vão desde a limpeza doméstica até industrial. Sua tecnologia, pouco desenvolvida até 1934, evolui bastante a partir dessa época, tornando sua produção altamente industrializada.

A glicerina é normalmente usada na preparação de diversos produtos tais como remédios, produtos de uso pessoal, comida, bebida, tabaco, resinas alquídicas, poliol – poliéter, celofane e explosivos, todavia o seu uso é condicionado ao seu grau de pureza, que deve estar usualmente acima de 95%. Além disso, a glicerina bruta é cotada a R$ 1,40/kg, a bidestilada por R$ 3,65/kg enquanto que a glicerina farmacêutica (≥99,5%) é vendida a valores acima de R$ 564,00/kg.

A glicerina bruta vegetal apresenta cerca de 30% de impureza, o que evidencia a necessidade de purificá-la, a fim de viabilizar seu emprego no setor industrial. As principais impurezas presentes na glicerina oriunda de saponificação são catalisador, álcool e ácidos graxos. Estas impurezas dependem da natureza da oleaginosa e do tipo de catálise empregada na preparação do sabão. Esta análise é feita através da avaliação das diferenças de qualidade da glicerina em função da matriz de oleaginosa utilizada.