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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dia Mundial sem carro não muda muito o trânsito do paulistano

A capital paulista passou a maior parte do Dia Mundial sem Carro, comemorado nesta terça-feira (22), com lentidão no trânsito considerada dentro da média. Apesar disso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou congestionamentos maiores do que os habituais entre 13h e 15h30. As filas ficaram menores do que a média entre 9h e 9h30 desta terça-feira.

Para marcar a data, um grupo realizou uma manifestação na Avenida Paulista, centro empresarial de São Paulo, para pedir um trânsito melhor e mais investimentos em transporte público. "São Paulo precisa e pode ter um trânsito melhor, um transporte público eficiente e de ótima qualidade, muito mais ciclovias e ciclofaixas, um ar mais limpo e respirável e melhor qualidade de vida para todos que aqui vivem e trabalham", diz folheto distribuído pelo grupo na avenida. Vagas de estacionamento foram ocupadas na região com tapetes de grama sintética, colchões e cadeiras de praia.

Táxis movidos a pedaladas chamaram a atenção de quem passava pela Avenida Paulista. O veículo é um triciclo de 21 marchas, com carroceria aberta e capacidade para dois adultos, uma criança e um ciclista. O “ecotáxi”, como é chamado, tem origem alemã, já é utilizado no Rio de Janeiro e está sendo exposto em feiras sobre meio ambiente em São Paulo. A ideia é que ele seja adotado na cidade como alternativa de transporte.

A chuva atrapalhou um pouco, quem sabe no ano que vem né?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Amanhã é o Dia Mundial sem carro



SÃO PAULO - Os organizadores do Dia Mundial Sem Carro, comemorado no dia 22 de setembro, planejam ações nesta terça-feira para levar a sociedade a refletir sobre as soluções para melhorar a qualidade de vida nas cidades. A ideia é que as pessoas utilizem o transporte público ou experimente formas alternativas de mobilidade.

Uma pesquisa sobre mobilidade urbana divulgada pela ONG Movimento Nossa São Paulo, na sexta-feira, mostrou que o paulistano passa, em média, 2h43 todos os dias no trânsito.

Na capital paulista, onde circulam 3,5 milhões de veículos diariamente, as ações começaram com o Desafio Intermodal na última quinta-feira, que comparou os diversos meios de transporte. Neste ano, a bicicleta mostrou-se de novo mais rápida do que carro, moto e até helicóptero.

Também na última quinta-feira, ativistas do Greenpeace, vestidos com roupas similares a dos órgãos fiscalizadores de trânsito, aplicaram “multas” simbólicas em motoristas de oito capitais. 

Para esta terça-feira, a ONG planeja debates e outras atividades. Segundo os organizadores, "mais do que estimular as pessoas a deixar seus carros em casa durante um só dia, a ideia da campanha é marcar a luta por um transporte público de qualidade, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, pela mobilidade urbana".

A programação para esta segunda-feira, terça-feira e quarta-feira pode ser conferida no site da ONG Movimento Nossa São Paulo.

Implantado pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997, o Dia Mundial sem Carro é realizado em diversas cidades do País e do mundo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ranking de carros irrita produtores de álcool

O ranking de carros poluentes  lançado pelo Ministério do Meio Ambiente irritou os produtores de cana-de-açúcar e álcool do país. De acordo com os índices divulgados no site do Ibama, carros movidos a álcool ou do tipo flex (bicombustíveis) podem ser tão ou mais poluentes que os movidos a gasolina.

Nesta quarta-feira, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) divulgou uma nota à imprensa criticando a metodologia aplicada pelo governo, que considerou três gases poluidores (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio), mas não levou em conta a emissão de CO2, causador do efeito estufa. Na nota, a Unica, que diz ser favorável ao estabelecimento de índices de avaliação de emissões de poluentes, afirma que, "ao invés de produzir dados precisos, que ajudem o consumidor, a divulgação feita pelo Ministério serviu principalmente para confundir".

- Fossem os dados compilados de forma completa, incluindo-se números de gás carbônico (CO2), óxidos de enxofre (SO) e partículas, o ranking produzido pelo Ibama apresentaria resultados muito diferentes, particularmente no tocante a carros utilizando o etanol - disse o presidente da Unica, Marcos Jank, por meio de sua assessoria de imprensa, chamando o ranking de "decepcionante".

A GM, fabricante do carro que obteve a pior nota, o Corsa 1.4, movido a gasolina, (com 4,8 pontos em uma escala de zero a dez), informou nesta quarta, por meio de sua assessoria, que ainda estava analisando os dados para se pronunciar. Ainda dentro dos critérios que não consideraram a emissão de gases de efeito estufa, o carro menos poluente é o Focus 2.0, movido a gasolina, da Ford, com 9,4 pontos. Entre os dez mais poluentes, cinco são a álcool. Entre os dez menos poluentes, oito são a gasolina.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou, por meio de sua assessoria, que apoia a divulgação do ranking. Segundo a entidade, todos os dados já eram públicos.


Fonte: Jornal O Globo

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Álcool polui tanto quanto gasolina, mostra estudo

 

Dados divulgados ontem pelo Ministério do Meio Ambiente mostram que o álcool combustível pode poluir tanto quanto a gasolina. E que os motores com menor potência chegam a poluir mais do que os equipamentos com maior capacidade. O cálculo foi feito com base na Nota Verde, que informa, para veículos fabricados em 2008, as medições da emissão de três gases poluentes - o monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos e óxido de nitrogênio. Em relação ao CO2, um dos principais causadores do efeito estufa, o álcool, por ser renovável, tem suas emissões neutralizadas pela absorção de gases feita pelas folhas da cana-de-açúcar no cultivo da planta.

No ranking de 258 provas sobre poluição e emissão de gases a que as empresas submeteram os veículos, as melhores notas (que variam de 0 a 10) foram dadas a carros que usavam gasolina no momento dos testes. O campeão foi o Ford Focus 2008, motor 2,0 DOHC I-4 SFI, o que jogou por terra o mito de que veículos com motores menos potentes poluem menos. Pelo contrário. Do primeiro ao sétimo lugar entre os menos poluidores, prevaleceram os motores mais potentes, de 1,4 cilindradas a 3,5. De acordo com Márcio Veloso, analista ambiental do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores do Ibama, os motores de menor cilindrada poluem mais porque exigem mais força - e consequentemente maior consumo de combustível - para fazer o carro se movimentar. O álcool, por queimar mais rápido que a gasolina, libera mais gases.

Coube a um Fiat Uno com motor de mil cilindradas o oitavo lugar entre os menos poluentes. Por coincidência, na hora do teste, a montadora usava o álcool como combustível. Quanto à emissão de CO2, um Fiat de mil cilindradas, de oito válvulas, e motor L5, com gasolina, obteve a nota 10, o que representa zero de liberação de gases. O segundo lugar na emissão de CO2 coube também a um Fiat, mas modelo Uno Way, motor 1,0, gasolina. Ele obteve nota 9,9.

A tabela com todas as notas para os veículos fabricados em 2008 pode ser acessada na página do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) - www.ibama.gov.br -, no link Nota verde. Lá, pode-se verificar se o carro é pouco ou mais poluente e se emite mais ou menos gases que contribuem para o aquecimento global. É possível também saber detalhes sobre os poluentes emitidos.

Da poluição veicular, 99% resultam da liberação de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxido de nitrogênio. "Achamos que divulgar os dados poderia levar proprietários a observar quais os veículos que poluem ou emitem mais ou menos gases", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Contribua para reduzir a poluição

Como contribuir para evitar a poluição dos rios


1. Não jogue lixo nas águas dos rios.
2. Não canalize esgoto diretamente para os rios.
3. Não desperdice água, em casa ou em qualquer outro lugar.
4. Observe se alguma indústria está poluindo algum rio e avise as autoridades sobre a ocorrência.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Calcule o quanto você emite de gás carbônico

 
 
Você sabe quanto emite de Carbono com seu consumo? Calcule agora e reduza a sua pegada. Seja um consumidor responsável com o meio ambiente. Acesse este site para entrar no simulador: http://www.climaeconsumo.org.br/calculadora.html


quarta-feira, 26 de março de 2008

Usina refina 45 mil litros de óleo a cada 30 dias

Empresa é única no interior paulista com licenças para funcionamento

Reinaldo Chaves
Da Agência BOM DIA

No Parque Bauru, em Bauru, SP, funciona há cinco anos a Famóleo, usina de refino de 45 mil litros de óleo de cozinha a cada 30 dias – e única no Interior de São Paulo com licenças de funcionamento da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A empresa é parceira da Comvida e atua coletando óleo em casas, condomínios, empresas, presídios, escolas, entre outros. O óleo é comprado pela Famóleo e também doado por parceiros.

Garrafas
Um dos responsáveis pelo refino, Danilo Faria de Moraes, explica que o óleo coletado é armazenado primeiro em três tanques com capacidade para três mil litros. Depois com o vapor de uma caldeira o óleo é fervido por cerca de três horas. “Isso é feito para desprender a água contida no óleo de fritura. Cada litro tem uma média de 300 ml de água que vem dos alimentos”, explica.

A água liberada é usada para a higienização dos tambores e garrafas PET que são destinados para as parceiras do projeto que acondicionam o óleo.


Para entender melhor
Informações: (14) 3234-7314. Site: www.ambientelimpo.org

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Estatísticas de reciclagem

O lixo é uma fonte de riquezas. As indústrias de reciclagem produzem papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibras e energia elétrica, gerada com a combustão.

No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia.

O Brasil é considerado um grande "reciclador" de alumínio, mas ainda reaproveita pouco os vidros, o plástico, as latas de ferro e os pneus que consome.

A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas.

Se toda água do planeta coubesse em um litro, a água doce corresponderia a uma colher de chá.

Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado. Por outro lado, cerca de 60% do papel ondulado é reciclado no Brasil.

Um litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água.

Menos de 50% de produção nacional de papel ondulado ou papelão é reciclado atualmente, o que corresponde a cerca de 720 mil toneladas de papel ondulado. O restante é jogado fora ou inutilizado.
Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.

Perfil do lixo produzido nas grandes cidades brasileiras:

39%: papel e papelão

16%: metais ferrosos

15%: vidro

8%: rejeito

7%: plástico filme

2%: embalagens longa vida

1%: alumínio



Comparativo da reciclagem




Fonte: Ambiente Brasil

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A importância da reciclagem


A quantidade lixo produzida diariamente por um ser humano é de aproximadamente 5 kg. Somando-se toda produção mundial, os números são assustadores.
Uma garrafa plástica ou de vidro pode levar 1 milhão de anos para decompor-se e reintegrar-se ao meio ambiente. Uma lata de alumínio, de 80 a 100 anos. A cada tonelada de papel produzida, 12 árvores são abatidas. Porém, todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria-prima, sem perder suas propriedades.

Por que não reciclar, então?

Separando todo lixo produzido em residências, estaremos evitando a poluição e impedindo que a sucata se misture aos restos de alimentos, facilitando assim seu reaproveitamento pelas indústrias. Depois de separado, o lixo deve ser colocado nos containers especiais ou encaminhado à coleta seletiva que o encaminhará as Usinas de Reciclagem. Os detritos despejados em terrenos baldios acabam prejudicando o meio ambiente e gerando graves problemas para a saúde.
Entre você também nessa luta pela qualidade do nosso futuro.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Catadores recolhem óleo usado e ajudam a despoluir meio ambiente

Uma iniciativa simples pode se mostrar ecologicamente correta e, ao mesmo tempo, gerar renda para quem a executa. Foi com esse pensamento que um grupo de catadores do Rio de Janeiro resolveu criar em 2005 a cooperativa Disque Óleo Vegetal.

Eles começaram recolhendo óleo e gordura de todo tipo, utilizado em frituras por bares, restaurantes e residências e agora já expandiram a coleta para igrejas, colégios e redes de supermercado, como a Rede Economia.

O produto coletado é vendido para empresas de reciclagem de materiais, para fabricação de sabão e biodiesel. Entre essas empresas estão a Fábrica de Sabão Neutral e a empresa Comanche, que atuam em São Paulo e na Bahia, respectivamente.

O idealizador do projeto, Lucinaldo Francisco da Silva, o Caio, informou à Agência Brasil que a cooperativa completa três anos no próximo dia 17 de fevereiro.

O serviço de coleta é 100% gratuito e, em alguns casos, quando a quantidade de óleo supera 300 litros - que é o caso do recolhimento em bares e restaurantes - o doador pode receber R$ 0,30 por litro de óleo recolhido ou trocar por produtos de limpeza. “Quem doa o óleo também é beneficiado”, disse o criador da cooperativa.

Segundo Caio, mesmo nas residências é simples armazenar óleo, em vez de jogá-lo no ralo da pia da cozinha ou no esgoto, por exemplo, o que acaba poluindo os rios e sufocando os peixes, afetando o ecossistema.

“Nas residências, a gente está aconselhando as pessoas a juntar (o óleo ou gordura que seriam jogados fora) em garrafas pet de dois litros. Quanto tiver pelo menos três garrafas, o motoqueiro vai até o local e recolhe”, disse Caio. A cooperativa recolhe uma média de 150 mil a 170 mil litros por mês.

O gerente do Disque Óleo Vegetal revelou que o projeto nasceu “pensando" na melhoria do planeta. "É uma pequena contribuição que a gente está dando, mas que não deixa de ser importante". Outra forma de contribuição, segundo Caio, é promover a geração de renda. "já que os catadores que trabalham dentro do galpão, fazendo a reciclagem do óleo, estão obtendo renda através dessa coleta”.

Caio informou que, dependendo da quantidade de óleo recolhido, a renda média por catador pode superar os R$ 700,00. “Até R$ 2 mil dá para se chegar, dependendo do quanto ele se empenhe e traga de óleo”, explicou. Cerca de 50 catadores participam da cooperativa Disque Óleo Vegetal.

A cooperativa de catadores participa também do projeto social Missões na Bola, na comunidade Trevo das Missões, situada no município de Duque das Caxias, na Baixada Fluminense. “Cerca de 70 a 80 crianças da comunidade são beneficiadas pela coleta do óleo para a prática do esporte”, através da compra de material esportivo.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Austrália adere a acordo ambiental

Estados Unidos ficam ainda mais isolados após a decisão dos australianos de assinarem o Protocolo de Kyoto



Bali, Indonésia. A Austrália confirmou ontem a adesão ao Protocolo de Kyoto, que estabelece metas para os países desenvolvidos reduzirem a emissão dos gases que provocam o efeito estufa.

Na abertura da 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13), na Indonésia, o negociador do país anunciou que o novo primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, estava “assinando os papéis” para a inclusão no acordo e foi aplaudido por alguns minutos pelo plenário lotado das Nações Unidas. Maior exportador de carvão do mundo, a Austrália, assim como os Estados Unidos, até ontem havia se negado a aceitar metas obrigatórias de redução dos níveis de gases. Outros 36 países desenvolvidos concordaram com a redução, até 2012, de cerca de 5% das emissões em relação aos índices de 1990, como prevê o protocolo. A mudança de posição do ex-aliado parece não ter incomodado os representantes norte-americanos na COP-13.

Em entrevista coletiva à imprensa, o chefe da delegação dos Estados Unidos, Harlan Watson, disse que o país não se sente "isolado" depois da decisão dos australianos e que a mudança já era esperada após a vitória de Rudd.

"Cada país responde por si e decide se metas são ou não apropriadas. Os EUA decidiram que não. O presidente Bush respeita a posição da Austrália", disse. Segundo Watson, apesar de não aceitar a definição de metas, os EUA vieram à Indonésia com uma "posição flexível" para auxiliar nas negociações do cronograma de um novo regime sobre o clima.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Como tratar os diversos tipos de poluição da água?

Poluição Biológica

No processo de desinfecção da água, o método mais utilizado é a cloração, onde quantidades suficientes de cloro, na forma de gás cloro ou ainda de hipoclorito, são adicionados à água visando destruir ou inativar os organismos alvo. O gás cloro reage quase que completamente com a água para formar o ácido hipocloroso (HOCl), que se dissocia gerando os íons H+ e OCl-.
A presença do cloro diminui o pH da água pela liberação de íons H+. O pH do meio é importante por que influencia na extensão com que o ácido hipocloroso se ioniza. Sob valores de pH inferiores a 7,5, o ácido hipocloroso é a espécie predominante. Seu potencial de desinfecção é cerca de 80 vezes superior se comparado ao hipoclorito que é a espécie predominante sob valores superiores à 7,5.
Os aspectos básicos envolvidos no sucesso da cloração são a dose e o tempo de contato. O excesso de cloro deve ser evitado para que a água não possua após o tratamento um sabor característico indesejado.
Outros agentes desinfetantes podem ser as cloraminas dióxido de cloro, ozônio e radiação ultravioleta.


Poluição Térmica

Não há um tratamento específico para este tipo de poluição, que poderia ser evitado sendo instalados nas indústrias sistemas de refrigeração dos despejos. Ainda assim há indústrias que utilizam a água do mar ou de rios nesses sistemas, elevando a temperatura da água.


Poluição Sedimentar

A água que apresenta baixa turbidez pode ser tratada através da decantação direta, sem adição de substâncias químicas, e posterior filtração, para remoção de partículas que não se decantam naturalmente. Em muitos casos, no entanto, um agente químico é adicionado para coagular e flocular as partículas de menor tamanho. Estas partículas de tamanho coloidal , podem então ser removidas por decantação, em tanques ou diretamente em filtros. A decantação usa a gravidade como agente responsável pela remoção do material particulado suspenso da água.
A coagulação/floculação é um procedimento químico é físico onde partículas muito pequenas são desestabilizadas e então agregadas para que possam se decantar.
A coagulação é um processo químico usado para desestabilizar partículas coloidais; o agente químico é adicionado e agita-se rapidamente o sistema por aproximadamente 30 s, em seguida o sistema é agitado lentamente, permitindo o contato entre as partículas, no processo denominado floculação. As partículas coloidais que não iriam se decantar são aglomeradas, formando sólidos de maior tamanho chamados flocos. O sulfato de alumínio é o agente floculador mais utilizado, entretanto, outras substâncias químicas tais como sais de ferro (III) ou ainda polímeros orgânicos, podem ser empregados na coagulação.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O que é Química Ambiental?

A Química Ambiental originou-se da Química clássica e hoje é uma ciência interdisciplinar por envolver não só as áreas básicas da Química como também a Biologia, a Geologia, a Ecologia e a Engenharia Sanitária. A Química Ambiental estuda os processos químicos (mudanças) que ocorrem no meio ambiente. Essas mudanças podem ser naturais ou causadas pelo homem e em alguns casos podem trazer sérios danos à humanidade.
Atualmente há uma grande preocupação em entender a química do meio ambiente, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida em nosso planeta.


Contribua como um cidadão para evitar a Poluição das águas:

  1. Não jogue lixo nas águas dos rios e mares;
  2. Não canalize esgoto diretamente para os rios;
  3. Não desperdice água, em casa ou em qualquer outro lugar;
  4. Observe se alguma indústria está poluindo algum rio e avise as autoridades sobre a ocorrência.



Fonte: Universidade Estadual do Norte Fluminense

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

A Poluição da Água

Existem quatro tipos principais de poluentes:

1 - Poluentes não-orgânicos são materiais suspensos ou dissolvidos. Mineirais e sais solúveis entram nas águas do rio como enxurrada de ruas, estradas, pátios de estacionamento e terra exposta. Os poluentes não-orgânicos suspensos aumentam a turbidez da água, causando um aumento na temperatura e uma diminuição no conteúdo de oxigênio. Os organismos que precisam de altos níveis de oxigênio podem não sobreviver. Os sólidos suspensos podem entupir as brânquias dos peixes, enquanto partículas maiores podem se assentar no leito do rio e alterar o hábitat existente no fundo. Essas condições podem ser inadequadas para vários organismos aquáticos.


2 - Poluentes orgânicos são originados principalmente da decomposição de plantas e animais. Grama, folhas mortas, excrementos humanos e animais são todos fontes de poluição orgânica. Altos níveis de poluentes orgânicos em um rio diminuem os níveis de oxigênio, pois os microorganismos usam o oxigênio para dissolver materiais orgânicos. Esse é o caso de uma alta Demanda Química de Oxigênio (DQO). Os baixos níveis de oxigênio favorecem organismos como o Tubifex spp. e os insetos da família dos Ditiscídeos. Outros organismos que necessitam de níveis mais altos de oxigênio não conseguem sobreviver.

Os subprodutos da decomposição orgânica são o nitrogênio e o fósforo. Esses nutrientes agem como fertilizante, favorecendo o crescimento de algas e de outras plantas aquáticas. A resultante diminuição na luz e no oxigênio possui um impacto negativo sobre a vida aquática existente.


3 - Poluentes tóxicos são vários metais e compostos químicos despejados como subprodutos de processos industriais. Cádmio, mercúrio, cromo, ferro e chumbo, além de substâncias químicas como os PCBs e o DDT, são letais para alguns organismos. Eles também interferem nos processos biológicos normais dos organismos. Produtos de limpeza domésticos, como alvejantes, soda cáustica e pesticidas, além de herbicidas e inseticidas de fazendas, também representam toxinas que acabam nas águas dos rios.

Poluentes tóxicos entram na cadeia alimentar por meio de organismos que processam o sedimento, como moscas e vermes. Como são comidos por outros animais, eles se movimentam pela cadeia alimentar e se acumulam nos organismos. Em peixes maiores, as toxinas podem causar lesões e deformidades.


4 - Poluição Térmica é o resultado de processos industriais e da enxurrada provenientes das ruas e estradas durante os períodos de chuva. Geradores de energia e alguns processos industriais usam a água de rios como arrefecimento. A água é despejada em uma temperatura muito mais alta. Água quente retém muito menos oxigênio. Alguns organismos não sobreviverão em condições mais quentes, enquanto outros dependerão do ambiente alterado para a sobrevivência. Condições mais quentes podem também romper a cadeia alimentar, pois os insetos podem entrar em uma metamorfose e privar os pássaros do surgimento de uma população de insetos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Impacto ambiental provocado pelo óleo de frituras...

Impacto Ambiental é qualquer alteração benéfica ou adversa causada pelas atividades, serviços e/ou produtos de uma atividade natural (vulcões, tsunamis, enchentes, terremotos e outras) ou antrópica (lançamento de efluentes, desmatamentos, etc).

Às vezes, é o resultado da intervenção do ser humano sobre o meio ambiente. Pode ser positivo ou negativo, dependendo da qualidade da intervenção desenvolvida. A ciência e a tecnologia podem, se utilizadas corretamente, contribuir enormemente para que o impacto humano sobre a natureza seja positivo e não negativo.

Pode-se tomar como conhecimento mais específico que o Impacto Ambiental é conseqüência da ação ou atividade, natural ou antrópica, que produz alterações bruscas em todo o meio ambiente ou em parte de alguns de seus componentes. De acordo com o tipo de alteração, pode ser ecológica, social e/ou econômica.

O óleo de cozinha que depois de utilizado e jogado fora pelo ralo provoca danos imensos ao meio ambiente e é uma das matérias-primas nas quais se está se apostando para a produção de biodiesel no país.

Para se ter uma idéia do impacto ambiental causado pelo óleo de fritura, cada litro tem o potencial para poluir até 1 milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de um ser humano por quatorze anos. O Brasil consome anualmente aproximadamente 3 bilhões de litros de óleo de cozinha.



Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Por que vale a pena reciclar?


  • Porque há excesso de lixo e é preciso fazer alguma coisa para diminuir este volume excessivo que se acumula em aterros sanitários e no próprio ambiente, poluindo rios, mares, solos e o ar;
  • Porque prolonga a vida útil dos aterros;
  • Porque diminui a proliferação de doenças e a contaminação de alimentos;
  • Porque reduz a contaminação ambiental provocada por rejeitos;
  • Porque queimar o lixo significa poluir o ar;
  • Porque é uma questão de bom gosto. A reciclagem remove o lixo, transformando-o em produtos úteis novamente;
  • Porque reciclar é um processo rápido e geralmente econômico. A reciclagem, na maioria dos materiais, é mais barata que enterrar e incinerar;
  • Porque podemos salvar os recursos naturais. Os recursos naturais são finitos e precisam ser conservados e preservados;
  • Porque aumenta a vida útil das reservas naturais;
  • Porque reciclar influencia na conservação de energia, ocorrendo um baixo consumo de energia por unidade produzida;
  • Porque ocorre a economia de divisas, em substituição dos materiais importados;
  • Porque diminui os custos de produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias;
  • Porque acaba diminuindo também o desperdício;
  • Porque gera empregos;
  • Porque cria uma oportunidade de fortalecer organizações comunitárias;
e muitos outros porquês ainda podem ser mencionados...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

IX Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial

SÃO PAULO, 19 de outubro de 2007 - A IX FIMAI, Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial, acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A expectativa para esta edição, é que sejam efetuados acordos e negócios futuros por volta de R$ 600 milhões.

Os organizadores estimam reunir cerca de 35 mil pessoas nos três dias de evento. Em 2006, foram 32 mil pessoas. O público da feira é formado por técnicos, empresários, gestores ambientais, advogados, engenheiros, estudantes e outros grupos ligados ao setor ambiental.

Neste ano, aproximadamente 370 expositores, nacionais e internacionais, que representam atividades como reciclagem, sistemas de gestão integrados, remediação de solo, emissões atmosféricas, sustentabilidade, análise de risco, consultoria, prestação de serviços, laboratórios ambientais; além de entidades públicas, privadas e ONGs.

Segundo Julio Tocalino Neto, diretor executivo da feira, este ano tivemos um aumento de 30% de novos países participantes, em relação ao ano passado. "Esta área atrai cada vez mais o interesse de empresas internacionais, que buscam informações sobre o mercado brasileiro ao mesmo tempo que divulgam a tecnologia e os recursos de seus países, constituindo contatos bilaterais", diz o diretor em nota.

Paralelo a feira, ocorrem simultaneamente dois seminários: O IX SIMAI - Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e o III Seminário de Resíduos Recicle Cempre; como também apresentações de companhias teatrais: Hilária Troupe; Instituto Triângulo e Projeto EncontrArte, para interagir com o público, e abordar a importância da educação ambiental.


Fonte: Gazeta Mercantil

domingo, 21 de outubro de 2007

Água doce e limpa: de "dádiva" à raridade


Estudiosos prevêem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações. Há sinais dessa tensão em áreas do planeta como Oriente Médio e África. Mas também os brasileiros, que sempre se consideraram dotados de fontes inesgotáveis, vêem algumas de suas cidades sofrerem falta de água. A distribuição desigual é causa maior de problemas. Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo.

Outro foco de dificuldades é a distância entre fontes e centros consumidores. É o caso da Califórnia (EUA), que depende para abastecimento até de neve derretida no distante Colorado. E também é o caso da cidade de São Paulo, que, embora nascida na confluência de vários rios, viu a poluição tornar imprestáveis para consumo as fontes próximas e tem de captar água de bacias distantes, alterando cursos de rios e a distribuição natural da água na região. Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%) e o desperdício ainda assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos.

Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País.

O Brasil concentra em torno de 12% da água doce do mundo disponível em rios e abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Além disso, mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do Semi-Árido, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, no Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponível 6% do total da água.

Mesmo na área de incidência do Semi-Árido (10% do território brasileiro; quase metade dos estados do Nordeste), não existe uma região homogênea. Há diversos pontos onde a água é permanente, indicando que existem opções para solucionar problemas socioambientais atribuídos à seca.



Fonte: Almanaque Brasil Socioambiental

domingo, 14 de outubro de 2007

Onde jogar o óleo das frituras em casa ?

UTILIDADE PUBLICA! Repassem. Informações de um técnico da SABESP, vamos colaborar.

Mesmo que não façamos muitas frituras, quando o fazemos, jogamos o óleo na pia ou por outro ralo, certo? Este é um dos maiores erros que podemos cometer. Por que fazemos isto, perguntam vocês. Porque infelizmente ninguém nos diz como fazer, ou não nos informamos. Sendo assim, o melhor que tem a fazer é colocar os óleos utilizados numa daquelas garrafas de plástico (por exemplo, as garrafas pet de refrigerantes), fechá-las e colocá-las no lixo normal (ou seja, o orgânico). Todo lixo orgânico que colocamos nos sacos vai para um local onde são abertos e triados. Assim, as nossas garrafinhas são abertas e vazadas no local adequado, em vez de irem juntamente com os esgotos para uma ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, e ser necessário dispender milhares de reais a mais para o seu tratamento.

UM LITRO DE ÓLEO CONTAMINA CERCA DE 1 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos. De nada adianta criticar os responsáveis pela poluição da Baía da Guanabara (RJ), rio Paraíba (PB), Bacia do Tiete (SP) etc. Se não fizermos a nossa parte será muito difícil. Obs.: Se vc optar por enviar para seus amigos, o meio ambiente ficara muito grato, afinal é para o bem de todos. Só o homem degrada o meio ambiente. Só o homem pode recuperá-lo.


Fonte: Sabesp

sábado, 6 de outubro de 2007

Óleo de cozinha é matéria-prima contra a poluição


Se reutilizado adequadamente, um dos maiores “vilões” do meio ambiente pode gerar renda e diminuir danos ambientais.
O reaproveitamento do óleo de cozinha pode reduzir danos ao meio ambiente. A produção de sabão e de biodiesel é a melhor forma de reutilizar o óleo usado em frituras e que, geralmente, é jogado no ralo da pia. Projetos em Maringá, Paraná, visam a conscientizar a população sobre os danos causados pelo óleo, quando destinado de forma errada após o uso, e ensinam como produzir sabão a partir dessa matéria-prima. Coordenado por Maria Helena Pereira Biff, o projeto “Sabão Cidadão” trabalha com mulheres de baixa renda e usa o óleo de cozinha como principal elemento na fabricação do sabão. Além de reutilizá-lo de forma adequada, elas têm outros objetivos. Um deles, segundo Maria, é “melhorar a condição de vida das famílias”, pois parte da renda obtida por meio da venda do produto é usada na compra de geladeiras novas. Maria diz ainda que dessa forma há economia de energia, e isso ajuda as famílias a se enquadrarem no programa “Luz Fraterna”, do governo estadual.

A ONG Funverde (Fundação Verde) de Maringá, lança este mês um projeto, ainda sem nome, que tem como objetivo ensinar a população a reciclar o óleo de cozinha. O projeto é dividido em duas etapas: coleta de dados sobre o consumo do óleo e aulas de reutilização da matéria-prima caseira.

Vinte e três bairros vão ser visitados pela ONG. As aulas serão ministradas em parceria com igrejas e associações de bairro. Segundo Ana Domingues, fundadora da ONG, a produção de sabão vai gerar renda para donas-de-casa e benefícios para os que doam o óleo. “Enquanto grandes empresas pagam pela matéria-prima, para quem participa de projetos como este, é de graça. Dois litros de óleo são suficientes para produzir dez barras de sabão, e uma barra fica com quem doou o óleo.”

Segundo a bióloga e diretora técnica da Secretaria do Meio Ambiente de Maringá, Lídia Maria da Fonseca Marostica, a prefeitura não tem projeto próprio, mas apóia as cooperativas e ONGs que trabalham na coleta e reciclagem do óleo de cozinha. Ela explica que uma gota de óleo é capaz de contaminar mil litros de água e um litro de óleo, se jogado na terra, pode poluir até 1 km.

Ana Domingues diz que é importante a pessoas acordarem e verem que é preciso fazer algo para mudar. “Não adianta esperar ações do governo. Temos de agir.” Ela diz ainda que algumas cidades brasileiras já estão trabalhando com o óleo de cozinha para produção de biodiesel e que, em Maringá, duas empresas darão início ao mesmo processo.

Mesmo sem participar de projetos ambientais, algumas donas-de-casa têm consciência sobre a forma correta para destinação final do óleo. Maria Socorro dos Santos, auxiliar de enfermagem, coloca o óleo em garrafas PET e doa para a vizinha que fabrica sabão. “Antes eu jogava nas plantas. Achava que fazia bem para elas. De tanto as minhas filhas falarem que era errado, eu mudei.”

Depois do uso, o destino do óleo geralmente é o ralo da pia.


Fonte: Jornal Matéria Prima