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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fabricando sabonetes glicerinados

Há indícios de que já na pré-história o ser humano fazia uso do sabão, mesmo não sabendo da importância que um dia este produto teria para toda a humanidade. Segundo uma antiga lenda romana, a palavra 'sabão' teve sua origem no Monte Sapo, próximo a Roma, na Itália, onde animais eram oferecidos em sacrifício para os deuses. A gordura dos animais imolados no fogo misturava-se com a madeira queimada do altar. Esta mistura escorria para o solo nas proximidades de rios e as mulheres, ao lavarem roupas, sentiam uma maior facilidade em limpá-las quando estavam em contato com a nova substância.

O ano de 1878 foi um marco  na história do desenvolvimento dos sabões modernos, quando foi inventado o sabão branco. Isto ocorreu acidentalmente, devido à inclusão de ar na solução de sabão antes da moldagem.

O uso medicinal dos sabões nos remete aos registros nos quais são mencionadas suas propriedades medicinais e de limpeza. Alguns estudiosos usaram sabão para tentar solucionar diversos problemas de pele. Na Europa, no século XIX, foram descritos tratamentos com o uso do sabonete de versicolor da acne vulgar e da micose. E nos Estados Unidos, experimentaram tratar a acne com  um sabão fino, feito de azeite de oliva e soda cáustica.

Na época de Napoleão, na Europa, o banho ainda não era um costume corrente e as pessoas não o praticavam. Nos tempos elisabetanos, o banho era um evento anual, felizmente, com a mudança das gerações, este hábito tornou-se diário, mostrando-se útil à remoção de microorganismos da pele, reduzindo, desta forma, o risco de infecções na mesma.

Os sabões são resultados da reação química entre a gordura e um álcali, resultando num sal ácido de gordura com ação detergente. O nome "sabonete" teve origem na França, onde se iniciou a confecção de sabões nos quais eram inseridas cores e aromas. A palavra em francês é "SAVONETE".

Na década de 50, com o desenvolvimento da indústria química e o ajuste das fórmulas, foi constatado um baixo índice de alergia ao uso de sabonetes, além de uma diminuição em seu custo. A função do sabonete consiste em emulsionar e suspender pequenas partículas sólidas da pele, que, desta forma, são eliminadas junto com a água, diminuindo o ressecamento da pele. À composição dos sabonetes podem ser incorporados óleos vegetais ou minerais.

Com o passar do tempo, as indústrias químicas desenvolveram sabonetes menos agressivos à pele, como os sabonetes de glicerina. Outras indústrias também auxiliaram esse desenvolvimento, criando equipamentos que tornaram a mão-de-obra das fábricas de sabonete mais rápida e eficiente. Atualmente, podemos preparar nossos próprios sabonetes, utilizando bases que são dissolvidas artesanalmente, adicionando a eles cores e aromas e ainda moldando-os em várias formas e tamanhos diferentes.

A carência de glicerina nos sabonetes comerciais é a principal razão do ressecamento que sentimos na pele com o seu uso. E muitas vezes vemos o próprio sabonete ressecar e rachar. Esta é a principal diferença entre os sabonetes comerciais e os sabonetes artesanais. Os ácidos graxos contidos nos óleos utilizados para se fazer o sabonete artesanal ajudam a regular a umidade e nutrir a pele, enquanto a glicerina natural dá uma textura mais macia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fórmulas para confecção de cosméticos

Este site gratuito oferece uma série de fórmulas de produtos cosméticos que podem ser produzidos de maneira artesanal, assim como em nosso projeto.

Consultem, vale à pena visitar: http://www.mrformula.com.br/

Estão disponíveis desde fórmulas de aromatizantes até xampus e sabonetes.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Produção de Sabonetes é Alternativa de Renda para Mulheres do Sertão Alagoano


O município de Maravilha está situado no semi-árido alagoano, distante 234 quilômetros da capital Maceió e, como a maioria dos municípios brasileiros, sempre ofereceu poucas oportunidades de trabalho para os seus habitantes. Em 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possuía um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH de 0,563) de um estado que apresentava um dos piores índices do País (IDH de 0,649).

As ofertas de trabalho eram praticamente restritas ao serviço público e a economia da cidade era baseada na agricultura de subsistência, com a utilização de recursos de baixos níveis tecnológicos, exercida, predominantemente, por agricultores familiares. Esta situação gerava alto grau de pobreza e exclusão social.

Nesse cenário adverso, a atividade da ovinocaprinocultura se destacou como uma alternativa viável, não só para Maravilha, como para um conjunto de mais 20 municípios que constituía o Arranjo Produtivo Local da Ovinocaprinocultura no Sertão Alagoano.

A partir de um dos objetivos desse programa, que era estimular atividades relacionadas aos derivados da ovinocaprinocultura, o Governo do Estado de Alagoas, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Alagoas (Sebrae/AL) e parceiros idealizaram um projeto para fabricação de sabonetes artesanais à base de leite de cabra.

Fonte: Sebrae

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Vigilância Sanitária e a Fabricação de Cosméticos Artesanais

O Ministério de Saúde, inicialmente, definiu todos os produtos que ficariam sob a fiscalização da Vigilância Sanitária para, posteriormente, criar as normas de regulamentação da produção, fabricação e distribuição desses produtos.
Temos, então, que essa Lei definiu que os sabonetes são considerados produtos de higiene, conforme abaixo transcrito:

III - Produtos de Higiene: produtos para uso externo, antissépticos ou não, destinados ao asseio ou à desinfecção corporal, compreendendo os sabonetes, xampus, dentifrícios, enxaguatórios bucais, antiperspirantes, desodorantes, produtos para barbear e após o barbear, estípticos e outros;

Já os cremes para mãos, pés e corpo, além de óleos e afins, são considerados cosméticos, de acordo com a definição abaixo:

V - Cosméticos: produtos para uso externo, destinados à proteção ou ao embelezamento das diferentes partes do corpo, tais como pós faciais, talcos, cremes de beleza, creme para as mãos e similares, máscaras faciais, loções de beleza, soluções leitosas, cremosas e adstringentes, loções para as mãos, bases de maquilagem e óleos cosméticos, ruges, "blushes", batons, lápis labiais, preparados anti- solares, bronzeadores e simulatórios, rímeis, sombras, delineadores, tinturas capilares, agentes clareadores de cabelos, preparados para ondular e para alisar cabelos, fixadores de cabelos, laquês, brilhantinas e similares, loções capilares, depilatórios e epilatórios, preparados para unhas e outros;

Feita essa consideração preliminar, passaremos agora a entender o papel da vigilância sanitária na fiscalização dos produtos de higiene e cosméticos.

Essa fiscalização visa delimitar o que é permitido e como é feita a regulamentação dessa permissão (licença, registro), além de estipular o que é proibido, com a respectiva aplicação das sanções para os infratores.

Pois bem. Para a vigilância sanitária, é proibido extrair, produzir, fabricar, transformar, preparar, manipular, purificar, fracionar, embalar ou reembalar, importar, exportar, armazenar, expedir, transportar, comprar, vender, ceder ou usar alimentos, produtos alimentícios, medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, produtos dietéticos, de higiene, cosméticos, correlatos, embalagens, saneantes, utensílios e aparelhos que interessem à saúde pública ou individual, sem registro, licença, ou autorizações do órgão sanitário competente ou contrariando o disposto na legislação sanitária pertinente, sob pena de advertência, apreensão e inutilização, interdição, cancelamento do registro, e/ou multa.


Vocês, certamente, devem estar se questionando: Precisamos, então, de licença da Vigilância Sanitária para fabricar produtos de higiene e cosméticos artesanais?

Não. Definitivamente, não.

Essa obrigatoriedade é válida apenas para produtos industrializados, ou seja, produtos que são fabricados com a utilização de máquinas.

As empresas que fabricam esses produtos são obrigadas a obter licença de funcionamento e seus produtos precisam de registro na Vigilância Sanitária, ficando sujeitos, desta forma, a todas as normas constantes da Lei.

Todavia, a Lei de Vigilância Sanitária não faz qualquer menção que mencionada obrigatoriedade se estenda para os produtos fabricados artesanalmente, ou seja, produtos feitos sem a utilização de máquinas.



Contudo, vale esclarecer que para produzir produtos artesanais é obrigatório comprar matéria-prima industrializada, sendo que tais indústrias devem ser regularizadas perante o referido órgão. Assim, glicerina, essências e outros produtos utilizados na fabricação de sabonetes e afins devem ter licença de funcionamento e o respectivo registro.


Fernanda Sendra

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Cosméticos naturais ganham destaque


Os cosméticos naturais ou orgânicos são o destaque entre os produtos orgânicos não-alimentícios. Pesquisa na rede de orgânicos Wellness da Alemanha mostrou que os produtos naturais para o corpo representam 19% de todo o mercado, incluindo alimentos.
A elaboração é feita com matéria-prima extraída de origem vegetal e natural não sintética, pois­ cerca de 99% dos produtos tradicionais usam materiais sintéticos como os derivados do petróleo. Produtos naturais são benéficos à saúde da pele, pois tudo o que é usado sobre o corpo é absorvido pela corrente sangüínea.
Os produtos livres de sintéticos são alergênicos, não causam irritação na pele, o que pode acontecer pela rejeição do organismo causada pela origem não natural de matérias-primas.


Alguns exemplos

A Aloe Vera (nome científico da babosa), é a base dos ingredientes dos produtos da Cassiopéia que existe há 24 anos. "Os cosméticos só não são totalmente orgânicos porque não encontramos todas as plantas orgânicas para associarmos aos produtos que desenvolvemos, mas todo o processo é natural”, explica o diretor da Cassiopéia Falk Weltien. A empresa desenvolve shampoos, tônico capilar, hidratante para o rosto, loção tônica e de limpeza para o rosto, protetor labial, pomada multifuncional para pele, óleo vegetal corporal.

A AyurVida desenvolve cosméticos inspirados na medicina Ayurvédica, desenvolvidos com base nesta ciência milenar. "Esse cosmético contempla o indivíduo como um todo. O cosmético da AyurVida é um neurocosmético, pois antes de indicar o produto, AyurVida não só pergunta que tipo de pele você tem, mas primeiro pergunta como você é e direciona o produto certo para cada biótipo", explica a diretora Maria Helena Gomes. Ela explica que a marca apóia o extrativismo sustentado, o não uso de ingredientes transgênicos e não utiliza em qualquer de seus produtos ingredientes que impliquem o sacrifício de animais.

A Surya Henna participou do evento com a coloração em pó à base de henna e a Surya Tattoo – tatuagem temporária 100% natural. A maior parte da formulação da Surya Henna Pó é de henna, e contém também tonalizantes naturais provenientes da planta Índigo, que proporcionam maior variedade de cores. A henna possui tanino, pigmento e saponina. “O tanino, em conjunto com o pigmento, forma um filme que protege o cabelo e o deixa mais liso e forte. A saponina tira toda a gordura do cabelo, deixando-o completamente limpo. As pessoas que têm um cabelo mais seco devem usar um condicionador”, descreve a bióloga da Surya Henna, Daniela Vidalenc. Outro produto da empresa é a Surya Tattoo, uma opção de tatuagem temporária 100% natural. Não causa danos à saúde, por não conter substâncias sintéticas, como chumbo e corantes químicos, como o PPD - parafenileno diamina. A Surya Tattoo é fácil de aplicar e dura em média dez dias, na cor preto-azulada.

Os cosméticos orgânicos Florestas agem por meio da aromaterapia e fitoterapia. "Os produtos Florestas são feitos com ingredientes de origem vegetal e puros óleos essenciais. Sem uso de derivados de petróleo, aromas e corantes artificiais, lauril éter sulfato de sódio, conservantes químicos e outros ingredientes irritantes para pele. Tudo estritamente natural e saudável", afirma o diretor da Florestas Fernando Lima. Segundo Fernando Lima, os cosméticos orgânicos, como o da Florestas são produtos extremamente puros e naturais. "De acordo com as normas internacionais, 95% dos ingredientes de plantas utilizados nos nossos produtos são de origem orgânica".

Tradicional no mercado, a cosmética Weleda, a exemplo de seus medicamentos desenvolve os cosméticos baseados na Antroposofia. "O conhecimento de que o organismo humano tem a capacidade de auto-regulação (salutogênese)", explica o diretor da marca José Luiz. Ele explica que, no caso da Weleda, que em suas plantações em diversas partes do mundo emprega o método biológico dinâmico, as substâncias naturais são possuidoras de uma qualidade energética plena.



Fonte: Planeta Orgânico

domingo, 20 de janeiro de 2008

Ajude o meio ambiente com cosméticos verdes

Além de reciclar o lixo e plantar árvores, há uma nova maneira de se engajar na campanha por um mundo melhor: adote cosméticos verdes, fabricados por empresas engajadas em ações ecologicamente corretas

Por Sandra Hirata
Revista Claudia


OS ORGÂNICOS

Esses cosméticos baniram os agrotóxicos do cultivo de seus componentes e eliminaram da fórmula ingredientes derivados de petróleo e substâncias sintéticas, como corantes, fragrâncias e conservantes. "A idéia é preservar tanto o planeta quanto a saúde dos consumidores", diz Maurício Pupo, especialista em cosmetologia, de São Paulo.

Uma pesquisa recente feita pelo National Institute of Occupational Safety and Health, nos Estados Unidos, detectou que há mais de 800 substâncias químicas tóxicas sendo usadas na formulação de cosméticos, especialmente na forma de conservantes e detergentes. "Essaconstatação é levada a sério lá fora. Desde 2005, houve um aumento de 40% na venda de produtos de beleza orgânicos na França e de 20% na Itália", garante a engenheira química Sônia Corazza, de São Paulo.

Por aqui, são poucas as marcas (Reserva Folio, Florestas e Magia dos Aromas) que já conseguiram criar produtos totalmente orgânicos, com selos de certificação concedidos pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e pela Ecocert, entidades que regulamentam esse mercado no Brasil.

Algumas empresas optaram por incluir um ou outro ingrediente orgânico em suas linhas, além, é claro, de eliminar as substâncias nocivas. O sabonete líquido da Phytophilo, por exemplo, tem açaí e aloe vera orgânicos devidamente certificados.

OS SUSTENTÁVEIS

São feitos com matéria-prima vegetal cuja extração obedece a rigorosos critérios que impedem seu esgotamento na natureza e promovem o desenvolvimento das comunidades que participam do plantio e da colheita.

É o que acontece com os ativos originários da Amazônia, como a andiroba, usada em cremes hidratantes. "Educamos as comunidades ribeirinhas para colher apenas o fruto que cai do pé depois da época das chuvas. Dessa forma, a árvore permanece intacta", explica Daniel Sabará, diretor-geral da Beraca, empresa que coordena 460 comunidades na região e fornece matéria-prima para vários fabricantes da área de beleza.

Pioneira no desenvolvimento de produtos verdes no Brasil, a Natura defende a bandeira de que cosmético sustentável deve gerar emprego e melhorar a qualidade de vida dos pequenos agricultores envolvidos no extrativismo. "Inauguramos uma fábrica em Benevides (PA), de onde saem a massa e os óleos vegetais usados na fabricação dos sabonetes da linha Ekos. Quem faz a colheita de maneira planejada é a comunidade local", conta Paulo Lalli, vice-presidente de operações e logística da empresa.

Outro exemplo bem-sucedido de sustentabilidade é o óleo de castanha-do-pará extraído pelos índios caiapós, da Terra Indígena do Baú, em Altamira (PA).

Em parceria com a ONG Amigos da Terra, os índios conseguiram um importante selo verde, o Forest Stewardship Council (FSC), certificado que garante que a matéria-prima extraída preserva o ambiente e promove o desenvolvimento econômico sem agredir a cultura local. O óleo é o ingrediente principal da linha de produtos capilares da Nunaat, criada exclusivamente para ser exportada para França e Portugal.

OS RECICLÁVEIS

Entram nessa classificação cosméticos cujas empresas se preocupam em reduzir e reciclar as embalagens de seus produtos, diminuindo o impacto ambiental.

É o caso da linha Nativa Spa, do Boticário, que dispensou as caixas de papel que acondicionam os frascos - apenas o sabonete é vendido dentro de uma caixinha.

Na proposta de reutilização, a Natura é campeã de iniciativa. Cerca de 140 produtos, inclusive os da linha de maquiagem, possuem refil. Assim, utilizam, em média, 50% a menos de recursos naturais do que as embalagens convencionais.

A empresa também emprega pet (plástico) reciclado nos recipientes dos óleos corporais da linha Ekos. O material é recolhido pelo projeto Rede Cata-Bahia, cooperativa que ajuda os catadores e aumenta a vida útil de aterros sanitários.

Outra iniciativa interessante é o uso de frascos oxibiodegradáveis nos hidratantes Econatural, da La Façon. "Em contato com a luz e o calor, a embalagem se autodegrada dois anos após a data de fabricação", garante Miriam Kulmann, diretora da marca.

OS PRÓ-BICHOS

São os cosméticos fabricados por empresas que não fazem testes em animais, como a Avon e a Ecologie. Algumas já foram reconhecidas por isso: em maio deste ano, a linha Amazônia Preciosa, da Surya Henna, recebeu o selo da Vegan Action, organização internacional que combate os maus-tratos aos animais, o consumo de produtos de origem animal e qualquer ação agressiva à fauna.

"Entre os experimentos cruéis que rejeitamos firmemente está o Draize Eye Test, no qual coelhos 'emprestam' seus olhos para avaliar substâncias potencialmente irritantes", afirma Juliana Mainen, coordenadora de meio ambiente da Surya Henna, em São Paulo. "É uma prática infundada, pois pode-se fazer o mesmo em células de córneas mantidas in vitro."

Em 2003, indignada com testes como esse, a entidade ambiental Projeto Esperança Animal (PEA) divulgou uma lista das empresas que testam e das que não testam seus produtos em animais.

"Fica no nosso site e é atualizada constantemente. Todas as empresas citadas são contatadas e recebemos respostas surpreendentes",
diz Ana Gabriela de Toledo, vice-presidente do PEA. "Muitas se orgulhavam de nunca ter adotado a prática, outras dizem que não conseguem abrir mão dos testes. É bom lembrar que a Anvisa apenas exige que os produtos sejam seguros. Quem escolhe a forma de testá-los são as empresas. Acredito que, se deixarmos de comprar produtos que maltratam os animais, essas empresas vão encontrar alternativas menos cruéis rapidamente."

Conheça alguns produtos que se encaixam na categoria "verde" no site www.claudia.com.br

domingo, 4 de novembro de 2007

Sobre a pele...

1-Córnea, 2-Epiderme, 3- Derme, 4- Tecido adiposo subcutâneo


A pele ou cútis é o órgão de revestimento externo do corpo, o maior órgão do corpo humano e o mais pesado, responsável pela proteção do organismo.

A pele representa 16% do peso do corpo humano. Parece pouco? Compare: se você tem 70 kg, sua pele é responsável por cerca de 12 kg do seu peso. Outro número para você lembrar: toda a superfície da sua pele mede de 1,5 a 2 metros quadrados. Entenda como é sua pele e quais são suas funções:

A pele possui três camadas:

A pele é formada por três camadas, bem unidas entre si. São elas: epiderme, derme e hipoderme. Todas são importantes para o corpo, e cada uma tem características e funções diferentes.

1) Epiderme

É a camada mais externa da pele, aquela que você pode ver. Ela é formada, na sua superfície, por células achatadas, chamadas queratinócitos.

Estas células chamam-se queratinócitos porque são ricas em uma proteína chamada queratina. É a queratina quem, entre outras substâncias, ajuda a evitar a desidratação, ou perda de água, do organismo. Isso porque esta proteína mantém as células mais unidas e, conseqüentemente, com menos espaço para ocorrer a evaporação da água.

Mas a epiderme não tem só queratinócitos. Existem nela outras células, chamadas melanócitos. Estas células produzem a melanina, outra proteína, de cor escura, responsável pela pigmentação da pele. A quantidade de melanina determina a cor da pele de cada um. Além disso, a melanina protege a pele dos efeitos nocivos do sol.

A epiderme está em constante renovação: as células mais antigas são substituídas por outras mais novas. As células (queratinócitos) nascem mais redondinhas e vão se achatando à medida que chegam na superfície.

Este deslocamento para a parte mais externa acontece porque as células são “empurradas” por suas “colegas” que estão nascendo. Bem, depois que chegam na superfície, já bastante achatadas, as células desprendem-se do corpo. Entre o “nascimento” e a “despreendimento” de uma célula se passam de um a dois meses.

O que é um milímetro e meio? Pouca coisa não é? Nada além de algumas folhas de papel sulfite ou mesmo a altura de um clipe de papel. Pois um milímetro e meio significa a maior espessura da epiderme, na região da planta dos pés. Onde ela é mais fina? Nas pálpebras, com apenas 0,3 milímetros, o mesmo que uma folha de papel sulfite.

2) Derme

A derme é a camada do meio da pele. Ela mede de um a quatro milímetros. É formada por fibras e por grande quantidade de vasos sangüíneos e terminações nervosas.

As fibras são produzidas por células chamadas fibroblastos. Essas fibras podem ser elásticas ou colágenas. As elásticas permitem que a pele volte ao normal após ser esticada. Já as colágenas conferem maior resistência à pele, formando uma rede que sustenta outras estruturas. Entre elas, os anexos cutâneos: pêlos, unhas, glândulas sebáceas e sudoríparas.

As terminações nervosas (as extremidades dos nervos, a “pontinha” dos nervos), que estão localizadas na derme, recebem os estímulos do meio ambiente, e os transmitem ao cérebro, através dos nervos. Estes estímulos são traduzidos em sensações, como dor, frio, calor, pressão, vibração, cócegas e prazer.

3) Hipoderme

A hipoderme é a terceira e última camada da pele. Esta camada é formada basicamente por células de gordura. Sendo assim, sua espessura é bastante variável (depende se a pessoa é gordinha ou magrinha). Ela apóia e une a epiderme e a derme ao resto do seu corpo. E permite que as duas primeiras camadas deslizem livremente sobre as outras estruturas do organismo. Além disso, a hipoderme mantém a temperatura do seu corpo e acumula energia para o desempenho das funções biológicas.


Fonte: http://www.saudetotal.com/artigos/dermatologia/tvescola_saudepele.asp

terça-feira, 14 de agosto de 2007

O uso de óleos essenciais

O uso de plantas aromáticas (inteiras ou suas partes como folhas, cascas, sementes e seus produtos extrativos como as resinas), é tão antigo quanto ahistória da humanidade, sendo empregadas na medicina, na cosmética e emcerimônias religiosas. Os relatos mais antigos estão em sânscrito dos Ayurvedas (há mais de 2.000 A.C.), onde há descrições de técnicas rudimentares que os hindus utilizavam para a obtenção de produtos destilados, provavelmente álcoois aromáticos de espécies de capins do gênero Cymbopogon (capim limão e citronela) e mirra entre as mais de 700 substâncias aromáticas citadas.

O Egito parece ser o berço da arte de obtenção de óleos essenciais através da destilação, apesar de existirem poucas referências atuais disso. Os egípcios utilizavam os óleos essenciais em massagens para embelezar e proteger a peledo clima árido e para embalsamar os mortos, mostrando que conheciam suas propriedades antisépticas. Estes conhecimentos espalharam-se para os antigos gregos e destes para os romanos, que eram ótimos perfumistas.

O uso de plantas e óleos aromáticos na terapêutica pelos chineses é muito antigo, há relatos em obras de 2700 a.C. O livro de medicina interna do antigo Imperador Amarelo da China, fala sobre o uso de plantas aromáticas como o gengibre, muitos destes empregados também em cerimônias religiosas.

No século XII, durante o período das Cruzadas, o conhecimento sobre plantascas, especiarias e perfumes difundiu-se do Oriente Médio para a Europa. A técnica de obtenção, desenvolvida pelos alquimistas árabes através do uso da "serpentina" para refrigeração dos produtos destilados também foi difundida, não eram os óleos essenciais propriamente ditos e sim soluções aquosas e alcoólicas.

Com a difusão do conhecimento, jardins de ervas passaram a ser cultivados nos mosteiros, onde monges e freiras preparavam medicamentos a partir destas. A medicina de Hipócrates difundiu-se e muitas obras médicas foram traduzidas. Foi somente durante os séculos XVI e XVII que os óleos essenciais receberam suas primeiras aplicações e sua introdução no comércio. A partir disso a aromaterapia cresceu rapidamente ao redor do mundo.

No século XVIII, vinagres aromáticos e águas perfumadas tornaram-se populares, especialmente a Água de Colônia utilizada por Napoleão, que a considerava um elixir da vida.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Transformações das plantas medicinais

Para alcançar sua ação medicinal, uma planta deve ser tratada de tal forma que se obtenham produtos derivados com ação específica.


Com uma mesma planta, ou com a mesma parte da planta, pode-se preparar diversos derivados levando-se em consideração:

  • o modo de preparação
  • as propriedades físicas
  • o aspecto
  • as características organolépticas
  • a concentração dos princípios ativos
  • as propriedades farmacológicas
  • sua finalidade

As diferentes formas de apresentação dos derivados das plantas medicinais podem classificar-se da seguinte forma:


a) Produtos obtidos por tratamentos mecânicos:

» plantas empregadas in natura
» pós vegetais
» polpas

» produtos líquidos obtidos por expressão (suco fresco de planta)


b) Produtos obtidos por ação do calor:

» por destilação:

- óleos essenciais
- águas destiladas
- alcoolatos


c) Produtos obtidos utilizando a ação de um solvente:

» álcool alcoóleos:

- tinturas
- tinturas mães
- alcoolaturas


» água hidróleos:

- tisanas: infusos e decoctos


» solução açucarada - sacaróleos:

- xaropes e melitos


» solventes diversos - vinhos:

- cervejas
- vinagres
- óleos
- propilenoglicol
- glicerina


d) Produtos obtidos por concentração das soluções extrativas:

- extratos fluídos
- extratos moles
- extratos secos



Fonte: ABIFISA

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Os princípios ativos vegetais


Os princípios ativos das plantas são substâncias que a planta sintetiza e armazena durante o seu crescimento. No entanto, nem todos os produtos metabólicos sintetizados possuem valor medicinal. Em todas as espécies estão ao mesmo tempo princípios ativos e substâncias inertes. Estas últimas, determinam a eficácia da erva medicinal acelerando ou retardando a absorção dos princípios ativos pelo organismo.


Geralmente, numa mesma planta, encontram-se vários componentes ativos, dos quais um ou um grupo deles determinam a ação principal.


Quando isolado este princípio ativo, normalmente apresenta ação diferente daquela apresentada pelo vegetal inteiro, ou seja, pelo seu fitocomplexo.


Os princípios ativos não se distribuem de maneira uniforme no vegetal. Concentram-se preferencialmente nas flores, folhas e raízes, e, às vezes nas sementes, nos frutos e na casca.


Outra característica dos vegetais é que não apresentam uma concentração uniforme de princípios ativos durante o seu ciclo de vida, variando com o habitat, a colheita e a preparação.



Fonte: http://www.abifisa.org.br/saibamais_conceitos.asp

domingo, 22 de julho de 2007

Óleos essenciais na cosmética


Os Óleos Essenciais – são substâncias orgânicas, puras, voláteis e extremamente potentes. São considerados a "alma" de uma planta e são os principais componentes bioquímicos de ação terapêutica das plantas aromáticas e medicinais. A título ilustrativo, uma gota de Óleo Essencial em geral corresponde a 20 ou 30 xícaras de chá daquela erva/planta aromática.

Presentes em várias partes das plantas (folhas, flores, madeiras, ramos, galhos, frutos, rizomas), são compostos formados por várias de substâncias químicas - como álcoois, aldeídos, ésteres, fenóis, hidrocarbonetos, etc - havendo sempre a prevalência de uma ou duas delas, que assim irão caracterizar os aromas. São obtidos pelos processos de destilação a vapor, extração por solvente ou por pressão.

Nem todos os Óleos Essenciais possuem aroma agradável ao olfato, apesar das suas propriedades terapêuticas. Portanto, costuma-se utilizar a técnica da Sinergia - que consiste em misturar até no máximo 4 Óleos Essenciais - para obter-se um aroma diferenciado e pessoal, mantendo ou até potencializando a ação terapêutica desejada.

A utilização de Óleos Essenciais não deve ultrapassar 2% do total. Ou seja, para cada 100 ml de veículo (álcool, óleo vegetal, bases neutras, água) devemos aplicar apenas 2 ml de Óleo Essencial (em torno de 40 a 50 gotas, dependendo da viscosidade do Óleo Essencial).

Os Óleos Essenciais são procedentes dos mais variados cantos do mundo e seu preço é sempre elevado e individual quando comparado à grande maioria das essências comercializadas no mercado – que, ao contrário dos Óleos Essenciais, são produzidas sinteticamente em laboratório – possuindo em geral um cheiro agradável, mas destituídas de qualquer propriedade terapêutica.



Fonte: Vera Reimann - Estrela Guia
Foto: Getty Images

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Aromaterapia aliada aos produtos cosméticos

Aromaterapia - O que é?


Aromaterapia é a prática terapêutica que se utiliza dos Óleos Essenciais 100% puros para a prevenção e/ou tratamento auxiliar de problemas físicos, psicológicos e energéticos, visando proporcionar o bem estar geral do ser humano. Serve para tratar e/ou embelezar a pele, auxiliar na cura de doenças comuns, curar a alma, relaxar o corpo e a mente.

Em toda a história da civilização humana, as plantas medicinais e aromáticas foram utilizadas para purificar e perfumar ambientes, para afastar maus espíritos, tratar de problemas da pele, tratar de problemas físicos como no uso das infusões, nos processos de mumificação no antigo Egito, nos banhos romanos, etc.

Hoje a prática da Aromaterapia está se tornado bastante difundida pelos 4 cantos do mundo, mas ainda é, na maioria dos países, considerada como Medicina Complementar. Na França a Aromaterapia faz parte da formação médica.

A verdadeira Aromaterapia é a aplicação terapêutica dos Óleos Essenciais através de banhos, massagens, compressas, difusão no ambiente, etc usando sempre veículos neutros para diluí-los tais como: óleos vegetais, água ou álcool de cereais, preservando-se assim a propriedades químicas e a atuação físico-química no organismo humano, combinados com a atuação olfativa através do sistema límbico.


Fonte: Vera Reimann - Estrela Guia

sábado, 16 de junho de 2007

O que são cosméticos orgânicos?



Que tal cuidar da beleza ao mesmo tempo em que você ajuda a preservar o meio-ambiente? Essa é a filosofia dos chamados cosméticos orgânicos. Seguindo a lógica dos alimentos, livres de agrotóxicos, os produtos dessa linha não comprometem a natureza e são fabricados com matérias-primas livres de substâncias tóxicas, além de passar por todo um processo ecologicamente correto de produção e teste.


As indústrias que têm o perfil "wellness" seguem a tendência mundial "saúde e sustentabilidade". Ou seja, procuram usar de forma responsável os recursos naturais e respeitar aspectos éticos. Denise Silveira, gerente de marketing da francesa L'Occitane, frisa que nada de origem animal é utilizado nas fórmulas dos produtos da marca. "Usamos somente o mel das abelhas, que é naturalmente produzido pelo animal. Portanto, não é preciso matá-lo ou maltratá-lo para obtê-lo", explica ela.


A brasileira Natura também aderiu à tendência ecológica e lançou a linha Natura Ekos, que substitui o óleo mineral, resultado da purificação do petróleo, por matéria-prima renovável. Agora, inspirada na tabela nutricional da embalagem dos alimentos, acaba de lançar a Tabela Ambiental, que oferece informações que vão desde a qualidade da matéria-prima até a origem e o descarte da embalagem no meio-ambiente.



Fonte: Daniela Pessoa - Bolsa de Mulher

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Os cosméticos verdes

Produtos de beleza orgânicos prometem ser mais suaves e seguros, mas será que são mesmo? Especialistas questionam a novidade.

AMARÍLIS LAGE
da Folha de S.Paulo

Nem só de frutas e verduras vive agora o mundo dos produtos orgânicos. Na segunda onda que impulsiona o setor, a categoria passa a incluir mel, bebidas, remédios, tecidos e artesanato. Liderando essa diversidade, uma nova vedete: os cosméticos orgânicos.
Não se trata de cremes caseiros ou da já tradicional estratégia de cobrir os olhos com rodelas de pepino "cultivados organicamente". Nada disso.
São hidratantes, óleos e loções feitos com ingredientes naturais, embalados em recipientes recicláveis e vendidos por um preço acima da média, com a promessa de mais suavidade e menos risco à saúde.
O mercado é recente e ainda carece de regulamentação - ao contrário do que ocorre com os alimentos, cujas normas para a produção orgânica são definidas pelos governos, nenhum país tem regras oficiais para definir o que é ou não um cosmético orgânico. Por isso, os critérios variam de acordo com a certificadora.
A tendência, porém, é que as regras para a produção de cosméticos orgânicos sejam cada vez mais parecidas, já que as certificadoras têm buscado uma harmonização, afirma Vanice Dazzo Schmidt, da Ecocert. A certificadora francesa foi uma das primeiras a criar um selo específico para cosméticos, em 2003, e hoje busca padronizar suas as regras com a certificadora alemã BDIH.
Entre os consensos que já norteiam o setor estão a não-aceitação de testes em animais e do uso de material transgênico, por exemplo.
O critério mais polêmico, porém, é o que toca no ponto mais óbvio da questão: um cosmético orgânico tem de contar com ingredientes orgânicos. Mas em que quantidade? Algumas certificadoras oferecem selos para produtos com 5% ou 10% de ingredientes orgânicos. Outras, como o IBD (Instituto Biodinâmico), só certificam como orgânicos produtos com pelo menos 95% de ingredientes nessa categoria.
"Colocar menos que isso e chamar de orgânico é um desserviço. É enganar o consumidor", afirma o agrônomo José Pedro Santiago, representante do IBD em São Paulo.
"Alguns usam um pouco de orgânicos só como marketing", afirma Falk Weltzien, diretor-geral da Cassiopéia, que fabrica cosméticos orgânicos.
Para Maria Beatriz Martins Costa, diretora do portal Planeta Orgânico e da feira BioFach, problemas desse tipo existem há muito tempo e dependem de um posicionamento oficial. "O governo precisa se envolver e definir quais produtos são orgânicos."
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), porém, ainda não planeja fazer uma regulamentação especial para esse tipo de cosméticos.


Fonte: Equilíbrio - Folha de S.Paulo - 21/09/2006
Veja mais em: Biofach

terça-feira, 12 de junho de 2007

A importância da glicerina

Sabonetes Artesanais

A glicerina é um umectante. Uma molécula de glicerina é criada para cada três moléculas de sabão. Os fabricantes de sabonetes comerciais retiram a glicerina do sabonete e a revendem para a indústria de cosméticos e farmacêuticas. No Sabonete Artesanal é naturalmente formada e permanece no sabonete. O Sabonete Artesanal é naturalmente mais macio, quando tocado suavemente você deverá sentir a sua delicadeza. Pode-se perceber que quando ele é fresco, o sabonete absorve a umidade do ar em pequenas gotas que deixam a sua superfície úmida.




Os sabonetes comercialmente vendidos são na verdade detergentes sintéticos. Em comparação, o Sabonete Artesanal é a forma pura e verdadeira do sabonete.
Fazer sabonete é uma arte, o sabonete artesanal é macio, rico, envolvente e calmante. Sua espuma é densa e penetrante, ela deixa uma película emoliente na pele tornando-a macia e sensual. Os sabonetes artesanais não contêm detergentes sintéticos nem os conservantes encontrados nos sabonetes comerciais. O uso dessas cargas tem como objetivo prolongar seu prazo de conservação nas prateleiras das lojas. Dos sabonetes comerciais é retirada a glicerina natural, proveniente do próprio processo de fabricação de sabões, roubando do consumidor todos os seus benefícios.
A glicerina é um derivado de componentes graxos que elimina a agressividade causada à pele presente nos sabonetes comuns. Usado desde a cosmética antiga, permanecendo até hoje, como elemento de uso obrigatório nas formulações que proporcionam profunda ação hidratante.


Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Reciclando o óleo usado para produzir cosméticos

Nosso objetivo

O óleo usado na preparação de alimentos é descartado muitas vezes de maneira incorreta, causando sérios danos ao meio ambiente e tornando difícil o tratamento de água. Este projeto tem como finalidade reciclar o óleo que iria para o lixo, reduzindo o problema ambiental, e gerando produtos de elevado valor agregado, como cosméticos. A idéia principal consiste na extração da glicerina de óleos usados, uma vez que todo óleo vegetal é constituído de ésteres de glicerina, para a produção de sabões, óleos corporais, shampoos, entre outros. Dessa forma, resolveremos parte do problema ambiental, além de gerar renda através deste resíduo.


terça-feira, 22 de maio de 2007

O que é um cosmético?

Cosmético é aquilo que é relativo à beleza humana. Alguns produtos de higiene pessoal podem ser considerados cosméticos. Substância ou tratamento aplicado à face ou a outras partes do corpo humano para alterar a aparência, para embelezar ou realçar o atrativo da pessoa. Tais preparados podem ser aplicados à pele, às unhas ou ao cabelo. A palavra portuguesa “cosmético” deriva da palavra grega ko-sme-ti-kós, que significa “hábil em adornar”. Há milhares de anos homens e mulheres utilizam cosméticos. Arqueólogos encontraram em túmulos egípcios de aproximadamente 3.500 a.C. sinais do uso de pintura para os olhos e unguentos aromáticos.

O termo cosmético designa substâncias de origens diversas, usadas sobre a pele e cabelos para limpar, suavizar, encobrir imperfeições e embelezar. A moderna indústria de cosméticos fabrica uma vasta série de produtos e compreende diversas empresas com ramificações internacionais.

Na antiga Grécia, usavam-se óleos para banho e outros produtos de embelezamento, mas muitas mulheres sofriam de envenenamento por chumbo porque usavam máscaras faciais que continham esse metal. Em Roma, fabricavam-se pós para tornar a pele mais alva, carvões para delinear os olhos e pintar cílios e sobrancelhas, carmim para as faces, produtos abrasivos para clarear os dentes etc. Os óleos consumidos eram produtos naturais, como os que se obtinham do azeite de oliva; os perfumes, usados tanto por mulheres como por homens, extraíam-se de flores ou especiarias, com resinas naturais empregadas como fixadores. Cosméticos para o rosto, tinturas para o cabelo, perfumes e sais de banho já eram utilizados na Europa medieval. Atribui-se a Catarina de Médici a introdução do uso de perfumes na França. As civilizações orientais faziam amplo uso dos cosméticos, bem como os povos indígenas da América e da África. No século XX, massificaram-se a produção e o uso de cosméticos, sobretudo graças ao aperfeiçoamento das embalagens e à promoção publicitária desses produtos. Entre as inovações da indústria de cosméticos destacam-se: o tubo descartável, em fins do século XIX, e os produtos químicos para ondulação dos cabelos, os xampus sem sabão, os laquês em aerossol, as tinturas de cabelo menos tóxicas, e a pasta de dentes com flúor, no século XX. A fabricação de cosméticos e produtos de toalete não exige em geral cultoso investimento de capital, sendo alto o valor da mercadoria em relação ao custo de produção. Dentre os maiores produtores mundiais de cosméticos encontram-se os Estados Unidos e a França; esta se destaca sobretudo na produção de perfumes. A legislação varia de país para país, mas como norma procura atender à segurança dos usuários. Os principais testes empregados são referentes à irritação de tecidos, danos à visão, toxicidade aguda e crônica, esta última mais difícil de avaliar.


Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Os marcos da história dos cosméticos



Do Egito antigo ao século XXI, o consumo de produtos de beleza tornou-se rotina em todas as classes sociais.


3000 A.C.

Os primeiros registros da utilização de cosméticos datam do Egito antigo. Os egípcios pintavam os olhos para evitar a contemplação direta do deus Sol. Para tanto, recorriam a gordura animal e vegetal, cera de abelhas, mel e leite no preparo de cremes para a pele.


1900

O século XX inaugura a era da indústria dos cosméticos. Em 1910, Helena Rubinstein abre, em Londres, o primeiro salão de beleza do mundo. Onze anos depois, em 1921, pela primeira vez o batom é embalado num tubo e vendido em cartucho para as consumidoras.


ANOS 50

Políticas de incentivo trazem para o Brasil gigantes do porte da americana Avon e da francesa L’Oréal. Essas empresas lançam novidades como a venda direta e produtos para o público masculino. A maquiagem básica compunha-se de pó-de-arroz e batom.


ANOS 70 e 80

Cores de maquiagem tornam-se variadas ao acompanhar os matizes das coleções de alta-costura italiana, francesa e inglesa. Os filtros solares desembarcam em território brasileiro. Aparelhos a laser e os ácidos retinóico e glicólico começam a ser empregados no tratamento de rugas e manchas.


ANOS 90

O tempo entre a aplicação do cosmético e o aparecimento do efeito prometido na bula diminui de 30 dias para menos de 24 horas. Surgem os cosméticos multifuncionais, como batons com protetor solar e hidratantes que previnem o envelhecimento.


SÉCULO XXI

Os alfa-hidroxiácidos, utilizados em cremes para renovar a pele, tendem a ser substituídos por enzimas, mais eficazes. Outra tendência é a descoberta de novas matérias-primas, com várias funções. As pesquisas avançam na direção da manipulação genética para melhorar a estética.



Fonte: Revista Época Edição 157 (21/05/2001)
Foto: Getty Images