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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Amido substitui petróleo na produção de embalagens biodegradáveis

 
Criar produtos capazes de substituir os tradicionais plásticos fabricados à base de petróleo é o desafio de vários pesquisadores, que estão trabalhando em seus laboratórios para obter material semelhante, tendo como matriz de transformação os biopolímeros, que são encontrados em seres vivos, como plantas e microorganismos.

Neste processo ganha destaque a utilização do amido/fécula de mandioca como fonte fornecedora de polímero, que são compostos químicos de elevada massa molecular, formado por unidades estruturais menores denominadas de monômeros. O principal membro de sua família é o plástico. Mas, também fazem parte da constituição do corpo humano, integrando a composição do código genético: o DNA.

Algumas pesquisas já demonstram resultados positivos, como a criação de três tipos de embalagens pela engenheira agrônoma, Marney Pascoli Cereda, Pesquisadora do Centro de Tecnologias para o Agronegócio (CeTeAgro/UCDB), de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Os resultados dos estudos podem ser definidos em três diferentes grupos: o dos materiais expandidos, similares ao isopor, que também podem absorver aromas e sabores, sendo comestíveis, e utilizados nos setores de embalagem e acondicionamento de alimentos; os produtos prensados, que além do amido são constituídos por grande quantidade de fibras, atribuindo resistência a choques, podendo ser utilizados como tubetes para mudas, cantoneiras para proteção de pallets e de caixas, e como lixeiras para lixo seletivo; e, os filmes de amido, que podem ser comestíveis ou espessos, na forma de impermeabilizantes.

Os filmes de amido podem ser usados como embalagens ou proteção de alimentos, e ainda na forma de sacos para doses únicas de detergentes, utilizados na lavagem de roupas, sendo colocados diretamente na máquina de lavar, sumindo com o processo de lavagem, que libera o produto.

Para a Pesquisadora, a grande vantagem do biopolímero na indústria é a obtenção de produtos finais biodegradáveis, sendo viável produzir materiais de todos os tipos, a partir da fécula/amido, uma vez que, para a transformação dos biopolímeros em produtos acabados, as indústrias poderão utilizar as mesmas máquinas utilizadas para a fabricação de plásticos de polietileno, sendo necessárias, apenas, algumas alterações nos processos. “Não se requer grandes investimentos e se tem a vantagem de se ter uma opção para a produção de materiais que não agridem o meio ambiente”, destaca Marney.

No entanto, economicamente, esta produção apresenta alguns fatores negativos, como a baixa resistência à umidade, o que torna elevado o custo para a utilização destes materiais. “Por ser um produto biodegradável ele sofre com a ação da água, pois, em contato com o líquido, o material pode se deformar ou degradar. Para o uso sem problemas dessas embalagens é preciso a realização de um processo de impermeabilização, o que eleva o custo da produção”, explica a Pesquisadora.

Ela ressalta que há grande demanda por produtos ambientalmente corretos, e que a substituição dos materiais provenientes do petróleo por itens fabricados a partir do amido ocorrerá quando aquele tiver seu preço aumentado. “O processo produtivo se equilibrará, como conseqüência do aumento do preço do petróleo, pois, a demanda de mercado é muito grande.


Fonte: ABAM - Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Estatísticas de reciclagem

O lixo é uma fonte de riquezas. As indústrias de reciclagem produzem papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibras e energia elétrica, gerada com a combustão.

No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia.

O Brasil é considerado um grande "reciclador" de alumínio, mas ainda reaproveita pouco os vidros, o plástico, as latas de ferro e os pneus que consome.

A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas.

Se toda água do planeta coubesse em um litro, a água doce corresponderia a uma colher de chá.

Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado. Por outro lado, cerca de 60% do papel ondulado é reciclado no Brasil.

Um litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água.

Menos de 50% de produção nacional de papel ondulado ou papelão é reciclado atualmente, o que corresponde a cerca de 720 mil toneladas de papel ondulado. O restante é jogado fora ou inutilizado.
Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.

Perfil do lixo produzido nas grandes cidades brasileiras:

39%: papel e papelão

16%: metais ferrosos

15%: vidro

8%: rejeito

7%: plástico filme

2%: embalagens longa vida

1%: alumínio



Comparativo da reciclagem




Fonte: Ambiente Brasil

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Mas o que é reciclagem?


A reciclagem é o termo genericamente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita tratamento final, como aterramento, ou incineração.

O conceito de reciclagem serve apenas para os metais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reaproveitameto ou reutilização.

O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beficiado em outro. Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel. O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformalo em uma massa que ao final do processo resulta em um novo material de características diferentes.

Outro exemplo é o vidro. Mesmo que seja "derretido", nunca irá ser feito um outro com as mesmas características tais como cor e dureza, pois na primeira vez em que foi feito, utilizou-se de uma mistura formulada a partir da areia.

Já uma lata de aluminio, por exemplo, pode ser derretida de voltar ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente vortar a ser uma lata com as mesmas características.

A palavra reciclagem difundiu-se nos mídia a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de lixo e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).

Como disposto acima sobre a diferença entre os conceitos de reciclagem e reaproveitamento,em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.

Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.


Vantagens da reciclagem

Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, como nos campos econômico e social.

No meio-ambiente a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de lixo a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores; as emissões de gases como metano e gás carbônico; as agressões ao solo, ar e água; entre outros tantos fatores negativos.

No aspecto econômico a reciclagem contribui para a utilização mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de re-aproveitamento.

No âmbito social, a reciclagem não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, através das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres.

No Brasil existem os carroceiros ou catadores de papel, que vivem da venda de sucatas, papéis, latas de alumínio e outros materiais recicláveis deitados para o lixo. Também trabalham na colecta ou na classificação de materiais para a reciclagem. Como é um serviço penoso, pesado e sujo, não tem grande poder atrativo para as fatias mais qualificadas da população.

Assim, para muitas das pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento.

O manuseio de lixo deve ser feito de maneira cuidadosa, para evitar a exposição a agentes causadores de doenças.

No Brasil, a cidade que mais recicla seu lixo é Curitiba: atualmente, 20% de todo o lixo produzido - cerca de 450 toneladas por dia - são reciclados na capital paranaense.



Fonte: Wikipédia

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A importância da reciclagem


A quantidade lixo produzida diariamente por um ser humano é de aproximadamente 5 kg. Somando-se toda produção mundial, os números são assustadores.
Uma garrafa plástica ou de vidro pode levar 1 milhão de anos para decompor-se e reintegrar-se ao meio ambiente. Uma lata de alumínio, de 80 a 100 anos. A cada tonelada de papel produzida, 12 árvores são abatidas. Porém, todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria-prima, sem perder suas propriedades.

Por que não reciclar, então?

Separando todo lixo produzido em residências, estaremos evitando a poluição e impedindo que a sucata se misture aos restos de alimentos, facilitando assim seu reaproveitamento pelas indústrias. Depois de separado, o lixo deve ser colocado nos containers especiais ou encaminhado à coleta seletiva que o encaminhará as Usinas de Reciclagem. Os detritos despejados em terrenos baldios acabam prejudicando o meio ambiente e gerando graves problemas para a saúde.
Entre você também nessa luta pela qualidade do nosso futuro.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Catadores recolhem óleo usado e ajudam a despoluir meio ambiente

Uma iniciativa simples pode se mostrar ecologicamente correta e, ao mesmo tempo, gerar renda para quem a executa. Foi com esse pensamento que um grupo de catadores do Rio de Janeiro resolveu criar em 2005 a cooperativa Disque Óleo Vegetal.

Eles começaram recolhendo óleo e gordura de todo tipo, utilizado em frituras por bares, restaurantes e residências e agora já expandiram a coleta para igrejas, colégios e redes de supermercado, como a Rede Economia.

O produto coletado é vendido para empresas de reciclagem de materiais, para fabricação de sabão e biodiesel. Entre essas empresas estão a Fábrica de Sabão Neutral e a empresa Comanche, que atuam em São Paulo e na Bahia, respectivamente.

O idealizador do projeto, Lucinaldo Francisco da Silva, o Caio, informou à Agência Brasil que a cooperativa completa três anos no próximo dia 17 de fevereiro.

O serviço de coleta é 100% gratuito e, em alguns casos, quando a quantidade de óleo supera 300 litros - que é o caso do recolhimento em bares e restaurantes - o doador pode receber R$ 0,30 por litro de óleo recolhido ou trocar por produtos de limpeza. “Quem doa o óleo também é beneficiado”, disse o criador da cooperativa.

Segundo Caio, mesmo nas residências é simples armazenar óleo, em vez de jogá-lo no ralo da pia da cozinha ou no esgoto, por exemplo, o que acaba poluindo os rios e sufocando os peixes, afetando o ecossistema.

“Nas residências, a gente está aconselhando as pessoas a juntar (o óleo ou gordura que seriam jogados fora) em garrafas pet de dois litros. Quanto tiver pelo menos três garrafas, o motoqueiro vai até o local e recolhe”, disse Caio. A cooperativa recolhe uma média de 150 mil a 170 mil litros por mês.

O gerente do Disque Óleo Vegetal revelou que o projeto nasceu “pensando" na melhoria do planeta. "É uma pequena contribuição que a gente está dando, mas que não deixa de ser importante". Outra forma de contribuição, segundo Caio, é promover a geração de renda. "já que os catadores que trabalham dentro do galpão, fazendo a reciclagem do óleo, estão obtendo renda através dessa coleta”.

Caio informou que, dependendo da quantidade de óleo recolhido, a renda média por catador pode superar os R$ 700,00. “Até R$ 2 mil dá para se chegar, dependendo do quanto ele se empenhe e traga de óleo”, explicou. Cerca de 50 catadores participam da cooperativa Disque Óleo Vegetal.

A cooperativa de catadores participa também do projeto social Missões na Bola, na comunidade Trevo das Missões, situada no município de Duque das Caxias, na Baixada Fluminense. “Cerca de 70 a 80 crianças da comunidade são beneficiadas pela coleta do óleo para a prática do esporte”, através da compra de material esportivo.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A produção artesanal de sabão...

O processo de elaboração de sabão caseiro era bastante conhecido no nosso meio até algumas décadas atrás, mas com o advento do sabão em pó, com a migração do pessoal da zona rural para as grandes cidades e o ritmo de vida atual, o processo caiu em desuso e esquecimento. Atualmente, é raro encontrar mesmo no meio rural, quem ainda se dedique a fabricar sabão artesanalmente.

Durante centenas de anos os sabões foram usados para processos de limpeza e lavagem, em todo o mundo, sendo conhecidos há mais de 2.500 anos. Os fenícios se banhavam fazendo uso de uma pasta obtida fervendo banha de cabra com cinzas de madeira.

Os antigos romanos apreciavam muito os diferentes e perfumados tipos de sabões em suas termas, mas com a queda do Império Romano ninguém mais ouviu falar de tal produto. O sabão só veio a reaparecer no século IX na cidade de Savona, Itália (eis aí a origem de seu nome), mas era usado apenas pelos nobres. A difusão em larga escala do sabão só veio a ocorrer cerca de dez séculos depois (http://www.mazbra.com.br/historia.htm).

De acordo com POUCHER, (1984), a sua estrutura típica é:


Este composto de longa cadeia, sintetizado a partir de óleos ou gorduras, é facilmente degradado pelas bactérias e tem um tempo de permanência ambiental menor que um dia (WAITE et al.). Assim sendo, a sua ocorrência nos sistemas aquáticos não corresponde a um problema ambiental (DA CUNHA, et al. 2000).

O sabão é produzido através da reação conhecida como saponificação. Esta reação geral de produção do sabão pode utilizar matéria prima de diversas origens. O triglicerídeo, que é o tipo de gordura mais abundante na natureza, é usado como matéria prima na fabricação do sabão, e pode ser proveniente do sebo de origem animal, dos óleos vegetais ou da mistura de ambos. A reação de saponificação ocorre conforme mostrado na reação abaixo:



Basicamente, a reação de saponificação consiste em misturar determinada quantidade de gordura com uma solução de hidróxido de sódio (soda) sob agitação constante e em presença de calor (na maioria das receitas este é um componente essencial).

Atualmente a indústria saboeira responde por aproximadamente 25% da demanda de produtos de limpeza doméstica. Grande parte da produção de sabão é proveniente de pequenas indústrias ou indústrias artesanais dada a facilidade e acessibilidade das técnicas de produção. A produção de sabão em barra de maneira artesanal é um método utilizado por grande parte da indústria saboeira, possuindo uma grande aceitação no mercado. No entanto, a concorrência é bastante alta, com grande variedade de empresas fabricantes deste produto (POUCHER,1984).



Fonte: http://www.ufmg.br/congrext/Saude/Saude180.pdf

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Projeto participa de Feira de Ciências...

No último sábado (dia 27/10) participamos da Feira de Ciências e Artes do Colégio Jandyra, na cidade de Limeira, que contou com diversos projetos científicos. Os visitantes gostaram bastante e mostraram-se interessados, pois nunca tinham visto nada parecido.

Em breve colocaremos fotos aqui...


quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Por que vale a pena reciclar?


  • Porque há excesso de lixo e é preciso fazer alguma coisa para diminuir este volume excessivo que se acumula em aterros sanitários e no próprio ambiente, poluindo rios, mares, solos e o ar;
  • Porque prolonga a vida útil dos aterros;
  • Porque diminui a proliferação de doenças e a contaminação de alimentos;
  • Porque reduz a contaminação ambiental provocada por rejeitos;
  • Porque queimar o lixo significa poluir o ar;
  • Porque é uma questão de bom gosto. A reciclagem remove o lixo, transformando-o em produtos úteis novamente;
  • Porque reciclar é um processo rápido e geralmente econômico. A reciclagem, na maioria dos materiais, é mais barata que enterrar e incinerar;
  • Porque podemos salvar os recursos naturais. Os recursos naturais são finitos e precisam ser conservados e preservados;
  • Porque aumenta a vida útil das reservas naturais;
  • Porque reciclar influencia na conservação de energia, ocorrendo um baixo consumo de energia por unidade produzida;
  • Porque ocorre a economia de divisas, em substituição dos materiais importados;
  • Porque diminui os custos de produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias;
  • Porque acaba diminuindo também o desperdício;
  • Porque gera empregos;
  • Porque cria uma oportunidade de fortalecer organizações comunitárias;
e muitos outros porquês ainda podem ser mencionados...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Resumo do nosso projeto...

O óleo de frituras é descartado muitas vezes de maneira incorreta, causando sérios danos ao meio ambiente e tornando difícil o tratamento de água, já que um litro de óleo é capaz de poluir um milhão de litros de água, o equivalente ao consumo de uma pessoa durante quatorze anos. Como o óleo é menos denso do que a água, ele fica na superfície, criando uma barreira que dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, comprometendo a vida dos seres aquáticos.
O óleo de frituras pode ainda causar o entupimento de encanamentos, bem como a poluição do solo, como conseqüência da sua impermeabilização. Além disso, para retirar o óleo e desentupir os encanamentos são empregados produtos químicos tóxicos, com efeitos negativos para o meio ambiente.
Este projeto tem como finalidade reciclar o óleo que iria para o lixo, reduzindo o impacto ambiental, e gerando produtos de elevado valor agregado, como cosméticos.
Além de diminuir os impactos gerados pelo despejo deste óleo no meio ambiente, o projeto inova criando uma linha de cosméticos naturais, diferentemente de outros projetos já conhecidos, como o biodiesel e o sabão.
A idéia principal consiste na extração da glicerina e dos ésteres de óleos usados, uma vez que todo óleo vegetal é constituído de ésteres de glicerina, para a produção de sabonetes, óleos corporais, loções, entre outros. E há uma grande vantagem em se utilizar estes dois compostos, pois ambos tem a característica de hidratar a pele, sendo bastante conhecidos na área cosmética pelas suas propriedades.
Dessa forma, resolveremos parte do problema ambiental, além de gerar renda através deste resíduo, que pode ser reaproveitado por cooperativas de reciclagem em sua totalidade.
Os produtos finais se enquadraram na normas de qualidade da ANVISA, de acordo com as análises feitas em laboratório, bem como apresentaram um elevado nível de aceitação, pois se comparam aos demais existentes no mercado e não possuem qualquer odor que lembre o óleo de frituras.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

IX Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial

SÃO PAULO, 19 de outubro de 2007 - A IX FIMAI, Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial, acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. A expectativa para esta edição, é que sejam efetuados acordos e negócios futuros por volta de R$ 600 milhões.

Os organizadores estimam reunir cerca de 35 mil pessoas nos três dias de evento. Em 2006, foram 32 mil pessoas. O público da feira é formado por técnicos, empresários, gestores ambientais, advogados, engenheiros, estudantes e outros grupos ligados ao setor ambiental.

Neste ano, aproximadamente 370 expositores, nacionais e internacionais, que representam atividades como reciclagem, sistemas de gestão integrados, remediação de solo, emissões atmosféricas, sustentabilidade, análise de risco, consultoria, prestação de serviços, laboratórios ambientais; além de entidades públicas, privadas e ONGs.

Segundo Julio Tocalino Neto, diretor executivo da feira, este ano tivemos um aumento de 30% de novos países participantes, em relação ao ano passado. "Esta área atrai cada vez mais o interesse de empresas internacionais, que buscam informações sobre o mercado brasileiro ao mesmo tempo que divulgam a tecnologia e os recursos de seus países, constituindo contatos bilaterais", diz o diretor em nota.

Paralelo a feira, ocorrem simultaneamente dois seminários: O IX SIMAI - Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e o III Seminário de Resíduos Recicle Cempre; como também apresentações de companhias teatrais: Hilária Troupe; Instituto Triângulo e Projeto EncontrArte, para interagir com o público, e abordar a importância da educação ambiental.


Fonte: Gazeta Mercantil

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Reciclar é preciso...

Atualmente, a reciclagem de resíduos agrícolas e agro-industriais vem ganhando espaço cada vez maior, não simplesmente porque os resíduos representam “matérias primas” de baixo custo, mas, principalmente, porque os efeitos da degradação ambiental decorrente de atividades industriais e urbanas estão atingindo níveis cada vez mais alarmantes. Vários projetos de reciclagem têm sido bem sucedidos no Brasil e dentre eles destacam-se o aproveitamento de papel, plásticos, metais, óleos lubrificantes automotivos e industriais, soro de leite e bagaço de cana.
Mais recentemente, a implantação de Programas de Qualidade Total tem reduzido o impacto poluidor de várias atividades de natureza agroindustrial. No entanto, muitos casos ainda prevalecem sem qualquer proposta de solução definitiva. Por exemplo, em abatedouros de frangos, os animais que chegam mortos e/ou são condenados pela Inspeção Federal representam em média 4-5%. Estes animais são normalmente incinerados ou mesmo enterrados, um destino inconveniente devido a possibilidade de contaminação de lençóis freáticos com resíduos indesejáveis e/ou microorganismos patogênicos. Por outro lado, a incineração é também um processo poluente e de alto custo que vem, gradativamente, entrando em desuso. Assim, de um modo geral, o aproveitamento integrado de resíduos gerados na indústria alimentícia pode evitar o encaminhamento destes a aterros sanitários, permitindo o estabelecimento de novas alternativas empresariais e minimizando o impacto ambiental do acúmulo destes resíduos.
Dentre os materiais que representam riscos de poluição ambiental e, por isso, merecem atenção especial, figuram os óleos vegetais usados em processos de fritura por imersão.



Fonte: Química Nova - PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEL ALTERNATIVO AO ÓLEO DIESEL ATRAVÉS DA TRANSESTERIFICAÇÃO DE ÓLEO DE SOJA USADO EM FRITURAS

sábado, 6 de outubro de 2007

Óleo de cozinha é matéria-prima contra a poluição


Se reutilizado adequadamente, um dos maiores “vilões” do meio ambiente pode gerar renda e diminuir danos ambientais.
O reaproveitamento do óleo de cozinha pode reduzir danos ao meio ambiente. A produção de sabão e de biodiesel é a melhor forma de reutilizar o óleo usado em frituras e que, geralmente, é jogado no ralo da pia. Projetos em Maringá, Paraná, visam a conscientizar a população sobre os danos causados pelo óleo, quando destinado de forma errada após o uso, e ensinam como produzir sabão a partir dessa matéria-prima. Coordenado por Maria Helena Pereira Biff, o projeto “Sabão Cidadão” trabalha com mulheres de baixa renda e usa o óleo de cozinha como principal elemento na fabricação do sabão. Além de reutilizá-lo de forma adequada, elas têm outros objetivos. Um deles, segundo Maria, é “melhorar a condição de vida das famílias”, pois parte da renda obtida por meio da venda do produto é usada na compra de geladeiras novas. Maria diz ainda que dessa forma há economia de energia, e isso ajuda as famílias a se enquadrarem no programa “Luz Fraterna”, do governo estadual.

A ONG Funverde (Fundação Verde) de Maringá, lança este mês um projeto, ainda sem nome, que tem como objetivo ensinar a população a reciclar o óleo de cozinha. O projeto é dividido em duas etapas: coleta de dados sobre o consumo do óleo e aulas de reutilização da matéria-prima caseira.

Vinte e três bairros vão ser visitados pela ONG. As aulas serão ministradas em parceria com igrejas e associações de bairro. Segundo Ana Domingues, fundadora da ONG, a produção de sabão vai gerar renda para donas-de-casa e benefícios para os que doam o óleo. “Enquanto grandes empresas pagam pela matéria-prima, para quem participa de projetos como este, é de graça. Dois litros de óleo são suficientes para produzir dez barras de sabão, e uma barra fica com quem doou o óleo.”

Segundo a bióloga e diretora técnica da Secretaria do Meio Ambiente de Maringá, Lídia Maria da Fonseca Marostica, a prefeitura não tem projeto próprio, mas apóia as cooperativas e ONGs que trabalham na coleta e reciclagem do óleo de cozinha. Ela explica que uma gota de óleo é capaz de contaminar mil litros de água e um litro de óleo, se jogado na terra, pode poluir até 1 km.

Ana Domingues diz que é importante a pessoas acordarem e verem que é preciso fazer algo para mudar. “Não adianta esperar ações do governo. Temos de agir.” Ela diz ainda que algumas cidades brasileiras já estão trabalhando com o óleo de cozinha para produção de biodiesel e que, em Maringá, duas empresas darão início ao mesmo processo.

Mesmo sem participar de projetos ambientais, algumas donas-de-casa têm consciência sobre a forma correta para destinação final do óleo. Maria Socorro dos Santos, auxiliar de enfermagem, coloca o óleo em garrafas PET e doa para a vizinha que fabrica sabão. “Antes eu jogava nas plantas. Achava que fazia bem para elas. De tanto as minhas filhas falarem que era errado, eu mudei.”

Depois do uso, o destino do óleo geralmente é o ralo da pia.


Fonte: Jornal Matéria Prima

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma...


Óleo vegetal usado antes e após o processo químico de remoção das impurezas

domingo, 12 de agosto de 2007

Tintas à base de óleo de soja - já é possível


Com a preocupação cada vez maior com o meio ambiente, as empresas estão buscando usar recursos naturais renováveis ao invés de apenas usufruir da natureza sem se preocupar com a sua renovação. A tinta à base de óleo de soja ao invés do petróleo é um bom exemplo disso. Com o intuito de divulgar a tinta à base de soja, foi criado o National Soy Ink Information Center (Centro Nacional de Informação sobre Tintas à Base de Soja) que divulga os benefícios de se imprimir com esse tipo de tinta.


O que é tinta à base de soja?

É uma tinta similar às tintas comuns de impressão, exceto que ela contém quantidades variáveis de óleo de soja em substituição aos óleos de petróleo. O óleo de soja é atóxico sendo inclusive utilizado em cozinha. O óleo de soja pode ser utilizado em praticamente qualquer impressora offset sem modificações ou agentes de limpeza especiais. Pode ser utilizado em muitos tipos de impressos e está disponível em todas as cores de processo.



Fonte: ABTG - Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica
Foto: Getty Images

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Tudo se transforma



João O. Salvador



A sociedade moderna é uma fonte de consumo e de desperdício ao mesmo tempo, cujo indicador da abundância e prosperidade tecnológica, é a montanha de lixo que se acumula nos aterros sanitários. Cada brasileiro produz um quilo de lixo por dia, ou 25 toneladas durante sua vida, em média, de 70 anos. O assunto é preocupante, já que lixo não acaba quando é jogado na lixeira, e, nem tampouco, com a responsabilidade de quem o faz.

Mesmo sabendo que o Brasil fatura, anualmente, 1,2 bilhão de dólares com a reciclagem do lixo, equivalente a 1% do resíduo sólido produzido, a grande verdade é que não o faz pela consciência, a não ser pela fonte de renda capaz de manter parte da sociedade sobrevivente na era do conforto.

Os lixões, na verdade, produzem alimentos para ratos, urubus, animais abandonados e para os garimpeiros humanos. No amontoado de descartados, há diferentes formas de resíduos e que o solo também leva tempos diferentes para degradá-las. Alguns detritos levam mais de cinco séculos para se decompor e as pilhas e baterias, contêm elementos químicos que causam efeitos danosos ao organismo quando liberados no choro do lixo (chorume), um liquido mal cheiroso que contamina o lençol freático.

Mas o pior de tudo é que, depois de aterrados, as reações químicas envolvidas na fermentação, irão gerar principalmente gás metano, um dos gases-estufa.

Se cerca de 40% do que se compra é considerado lixo, e fica à espera de um fim ecológico, acho mais que oportuno, continuar conscientizando a população sobre a reutilização de embalagens antes de descartá-las. Há que mobilizar as pessoas para os procedimentos corretos de separação dos resíduos, com a deposição em lixeiras apropriadas.

Vamos raciocinar: um quilograma de vidro quebrado pode se fazer um quilograma de vidro novo; com a reciclagem de 40 kg de papel podem evitar o corte de uma árvore; a energia gasta para a reciclagem do papel é quatro vezes menor do que a gasta na produção primária e para o alumínio essa diferença é de 15 vezes. Se uma simples opção de usar copos, pratos, talheres de papel e madeira, em vez dos utensílios de plásticos, pode tornar a poluição reduzida, por que então não pensar melhor? Se o óleo de frituras, que se joga no ralo, pode ser usado para fazer sabão e movimentar motores, vamos reciclá-los, oras! E mais, parte do lixo, mesmo processada com separação grosseira, forma um rico composto orgânico, fonte de nutrientes essenciais para as plantas.

Apesar de tudo, vejo com otimismo que a contaminação ambiental de áreas urbanas, por deposição inadequada de resíduos sólidos - domésticos, industriais e hospitalares -, já está recebendo a devida atenção dos setores públicos.

Sabe-se que é difícil viver sem produzir lixo, mas o imperativo é não deixar que ele acumule de forma irresponsável, pois, de acordo com a lei de Antoine Laurent Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde e tudo se transforma. Vamos transformar idéias, valores, na reutilização dos resíduos que faz parte da preservação do ambiente, antes que ele se transforme num amontoado de lixo, inclusive de carcaças humanas.


João O. Salvador é biólogo da USP.
E-mail: Salvador@cena.usp.br
Artigo extraído da Gazeta de Piracicaba, de 13/07/2007.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Produtos de limpeza ecológicos

Uma boa forma de aproveitar o óleo de frituras é fazendo produtos de limpeza ecológicos, eficientes e de baixo custo.

SABÃO LÍQUIDO PARA LOUÇA

  • 2 litros de água
  • 1 sabão caseiro ralado (veja como fazer aqui no site)
  • 1 colher de óleo de Rícino
  • 1 colher de Açúcar

Ferver todos os ingredientes até dissolver e engarrafar.

DETERGENTE ECOLÓGICO

  • 1 pedaço de sabão de coco neutro
  • 2 limões
  • 4 colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável)

Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em um litro de água. Depois, acrescente cinco litros de água fria. Em seguida, esprema os limões. Por último, despeje o amoníaco e misture bem.Guarde o produto resultante em garrafas e utilize-o no lugar dos similares comerciais. Você obterá seis litros de um detergente que limpa, não polui, cujo valor econômico é incomparavelmente menor do que o do similar industrializado.

DETERGENTE ECOLÓGICO MULTIUSO

  • Água
  • Vinagre
  • Amônia líquida (amoníaco)
  • Bicarbonato de sódio e ácido bórico

Em um litro de água morna (cerca de 45º C), coloque uma colher de sopa de vinagre, uma colher de sopa de amoníaco, uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de bórax ou ácido bórico. o Utilize em qualquer tipo de limpeza, em substituição aos multiusos convencionais. o Como qualquer produto de limpeza convencional, mantenha os detergentes ecológicos fora do alcance de crianças e animais domésticos.


Fonte: Planeta na Web

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Os 3 Rs: REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR


REDUZIR

A redução é a primeira das formas de diminuir os problemas da gestão de resíduos.

As indústrias devem desempenhar um papel importante da redução. Através do design, da utilização de novos materiais e da adoção de novos processos e tecnologias menos poluentes, é possível fabricar embalagens com menos peso, com menor gasto de energia e de recursos naturais, sem perder a resistência e a capacidade para conservar os produtos. Outra tendência é a utilização de produtos concentrados, que permite um menor consumo de materiais de embalagem.

Os consumidores também devem contribuir para a redução do peso e do volume dos resíduos. Devem evitar consumos supérfluos e desperdícios, rejeitar excessos de embalagem e exprimir a sua opinião junto das autoridades, das indústrias e dos comerciantes para agirem em conformidade com seus objetivos.

REUTILIZAR

Há objetos que são concebidos para serem usados várias vezes, em vez de serem jogados fora depois da primeira utilização. A opção por produtos reutilizáveis diminui a curto prazo a quantidade dos resíduos domésticos que têm que ser eliminados, visto que após um certo número de usos, estes se transformam em resíduos.

Outros produtos são vendidos em “refis” que permitem usar a mesma embalagem original várias vezes.

O consumidor deve ser atento e responsável, o que significa que, perante cada hipótese de reutilização, deve avaliar as vantagens e desvantagens para si e para o Meio Ambiente.

RECICLAR

Reciclar é uma forma de valorizar um material que já foi utilizado, transformando-o noutro material útil. A reciclagem é um método de diminuir a quantidade de resíduos, poupando recursos naturais e energéticos.

Para que os materiais possam ser reciclados, é necessário que sejam recolhidos e transportados separadamente. Para este efeito, os consumidores devem seguir as instruções do respectivo orgão responsável pelas coletas seletivas. Os resíduos orgânicos, que no nosso país constituem a maior parcela dos resíduos urbanos, podem ser transformados em composto, um corretivo orgânico útil para a agricultura e jardinagem. Os papéis e cartões podem ser aproveitados para produzir novos papéis. Os resíduos metálicos podem ser recuperados para fundição e fabricação de novas peças. As embalagens de vidro podem dar origem a novas embalagens. Os plásticos podem ser recuperados, fundidos e moldados de novo.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Reciclagem do Óleo de Frituras será tema de evento em Foz do Iguaçu


FOZ DO IGUAÇU - A Mercofrig, indústria localizada em Santa Terezinha de Itaipu, com forte atuação no mercado paranaense no segmento de subprodutos de origem animal, através do PROCOF – Programa de Coleta de Óleo de Frituras para efeitos de reciclagem e proteção do meio ambiente, promove no próximo dia 28, na Praça do Mitre, em Foz do Iguaçu, o “1º Pastelaço”.

Realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná, através da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do IAP, o “Pastelaço” é uma ação educacional relativa a destinação final de óleo vegetal usado.

Cerca de 2000 alunos de escolas da rede pública estadual, municipal e particular acompanharão durante todo o dia o processo de uso do óleo de fritura, até a destinação final, com a reciclagem que transforma o óleo em sabão. Os estudantes também percorrerão o trajeto que mostra o efeito do óleo sobre a água dos rios, flora e sob o solo quando destinado de forma irregular.

Eles receberão material didático produzido pela SEMA, que explica desde a origem do óleo vegetal, até as possíveis formas de reciclagem. O material traz também informações sobre o biodiesel, composição e utilidades do óleo, legislação de resíduos sólidos no Brasil, efeito estufa e o ciclo do óleo e a troca por sabão.A ação é parte integrante do Programa “Desperdício Zero”, da SEMA.

O “1º Pastelaço” conta com o apoio também da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu , Prefeitura Municipal de Santa Terezinha de Itaipu, Sanepar, 10 Pastéis, Faculdade UDC, Super Muffato e Hotel Tropical das Cataratas,

O Circuito - Por meio de um circuito que será montado na Praça do Mitre, os visitantes caminharão por diversos stands para ouvir as explicações de 15 monitores. Logo na entrada, um aquário mostrará que o óleo vegetal jogado na água forma uma camada impermeabilizante na superfície, o que impede a passagem de ar e luz e, assim, mata qualquer espécie aquática. Além disso, o óleo acumulado forma uma crosta escura nos canos de esgoto, entupindo-os com o tempo. Depois de utilizado, o óleo deve ser armazenado dentro de garrafas de refrigerante ou em grandes tonéis, no caso dos restaurantes. Depois, pode ser encaminhado para o lixo que não é lixo ou então para empresas privadas especializadas em reciclagem, trabalho desenvolvido em nossa região pela Mercofrig. Nesses locais, o produto receberá tratamento adequado para ser transformado em óleo para motosserra, para asfalto, em desmoldante, fertilizante, adubo, sabão, entre outros. A produção de sabão a partir do óleo de cozinha também pode ser feita em casa. No percurso do Pastelaço, os participantes receberão sacolas oxibiodegradáveis – que se decompõem com mais facilidade -, e cartilhas informativas.

A Mercofrig - A Mercofrig é uma indústria que atua no segmento da cadeia produtiva de produtos de origem animal, produzindo farinha de carne e sebo bovino. Atuando desde 1997 no ramo, com instalações próprias, amplas e com padrão de higiene e qualidade. A empresa é regulamentada pelo Ministério da Agricultura por meio do Serviço de Inspeção Federal sob nº PR-08964.

A empresa já atuou na exportação de sebo bovino, atualmente os produtos são vendidos no mercado interno, a Farinha de Carne é consumida por fábricas de rações no estado do Paraná. O sebo Bovino é enviado às empresas do norte do estado, que beneficiam e revendem a outros estados brasileiros.

Situada em Santa Terezinha de Itaipu a cerca de 20 km do centro de Foz do Iguaçu na Região Trinacional, a Mercofrig coleta os subprodutos de origem animal e vegetal praticamente em toda a região oeste do Paraná. Atualmente a Mercofrig é a única empresa licenciada para fazer a coleta de óleo de fritura visando a reutilização ou reciclagem em toda essa região.


Fonte: Agência Brasileira de Notícias

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Um pouco mais sobre reciclagem

Verter óleos usados em ralos de pias é algo condenável e compromete a qualidade da água.


Muitos estabelecimentos comerciais (restaurantes, bares, pastelarias, hotéis, etc) e residências depositam o óleo usado na cozinha diretamente na rede de esgoto, com conseqüente entupimento da mesma e mau funcionamento das estações de tratamento de água.

Para retirar o óleo e desentupir os encanamentos são empregados produtos químicos tóxicos, com efeitos negativos sobre o ambiente. Além disso, como o óleo é mais leve que a água, ele fica na superfície, criando uma barreira que dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, comprometendo a vida dos seres aquáticos.


Se você não sabe o que fazer com o óleo é porque, provavelmente, ninguém lhe disse!

Portanto aqui vão algumas dicas:


1° - Colocar o óleo utilizado numa garrafa de plástico (PET), fechá-la e colocá-la no lixo orgânico. Assim, no local de triagem, essas garrafas serão abertas e esvaziadas em um local mais adequado.

2° - Ao invés de colocar o óleo em garrafas você também pode dispensá-lo em um jornal aberto e ir enrolando as folhas (de três em três) e colocar o "bolo" no saco de lixo orgânico. Assim o óleo se fixará no papel e será decomposto ao misturar-se na massa do aterro.


Um pouco de história:

2800 a.C. - Um material parecido com sabão foi encontrado em cilindros de barro durante escavações na antiga Babilônia. As inscrições revelam que os habitantes ferviam gordura juntamente com cinzas, mas não mencionam para que o "sabão" era usado.

600 a.C. – Fenícios usavam terra argilosa contendo calcário ou cinzas de madeira (sabão pastoso).

De acordo com uma antiga lenda romana, a palavra saponificação tem a sua origem no Monte Sapo, onde eram realizados sacrifícios de animais. A chuva levava uma mistura de gordura animal derretida, com cinzas e barro para as margens do Rio Tibre. Essa mistura resultava numa borra (sabão). As mulheres descobriram que usando essa borra, as suas roupas ficavam mais limpas. Os romanos passaram a chamar essa mistura de sabão e à reação de obtenção do sabão de saponificação.


segunda-feira, 11 de junho de 2007

Reciclando o óleo usado para produzir cosméticos

Nosso objetivo

O óleo usado na preparação de alimentos é descartado muitas vezes de maneira incorreta, causando sérios danos ao meio ambiente e tornando difícil o tratamento de água. Este projeto tem como finalidade reciclar o óleo que iria para o lixo, reduzindo o problema ambiental, e gerando produtos de elevado valor agregado, como cosméticos. A idéia principal consiste na extração da glicerina de óleos usados, uma vez que todo óleo vegetal é constituído de ésteres de glicerina, para a produção de sabões, óleos corporais, shampoos, entre outros. Dessa forma, resolveremos parte do problema ambiental, além de gerar renda através deste resíduo.