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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

A produção artesanal de sabão...

O processo de elaboração de sabão caseiro era bastante conhecido no nosso meio até algumas décadas atrás, mas com o advento do sabão em pó, com a migração do pessoal da zona rural para as grandes cidades e o ritmo de vida atual, o processo caiu em desuso e esquecimento. Atualmente, é raro encontrar mesmo no meio rural, quem ainda se dedique a fabricar sabão artesanalmente.

Durante centenas de anos os sabões foram usados para processos de limpeza e lavagem, em todo o mundo, sendo conhecidos há mais de 2.500 anos. Os fenícios se banhavam fazendo uso de uma pasta obtida fervendo banha de cabra com cinzas de madeira.

Os antigos romanos apreciavam muito os diferentes e perfumados tipos de sabões em suas termas, mas com a queda do Império Romano ninguém mais ouviu falar de tal produto. O sabão só veio a reaparecer no século IX na cidade de Savona, Itália (eis aí a origem de seu nome), mas era usado apenas pelos nobres. A difusão em larga escala do sabão só veio a ocorrer cerca de dez séculos depois (http://www.mazbra.com.br/historia.htm).

De acordo com POUCHER, (1984), a sua estrutura típica é:


Este composto de longa cadeia, sintetizado a partir de óleos ou gorduras, é facilmente degradado pelas bactérias e tem um tempo de permanência ambiental menor que um dia (WAITE et al.). Assim sendo, a sua ocorrência nos sistemas aquáticos não corresponde a um problema ambiental (DA CUNHA, et al. 2000).

O sabão é produzido através da reação conhecida como saponificação. Esta reação geral de produção do sabão pode utilizar matéria prima de diversas origens. O triglicerídeo, que é o tipo de gordura mais abundante na natureza, é usado como matéria prima na fabricação do sabão, e pode ser proveniente do sebo de origem animal, dos óleos vegetais ou da mistura de ambos. A reação de saponificação ocorre conforme mostrado na reação abaixo:



Basicamente, a reação de saponificação consiste em misturar determinada quantidade de gordura com uma solução de hidróxido de sódio (soda) sob agitação constante e em presença de calor (na maioria das receitas este é um componente essencial).

Atualmente a indústria saboeira responde por aproximadamente 25% da demanda de produtos de limpeza doméstica. Grande parte da produção de sabão é proveniente de pequenas indústrias ou indústrias artesanais dada a facilidade e acessibilidade das técnicas de produção. A produção de sabão em barra de maneira artesanal é um método utilizado por grande parte da indústria saboeira, possuindo uma grande aceitação no mercado. No entanto, a concorrência é bastante alta, com grande variedade de empresas fabricantes deste produto (POUCHER,1984).



Fonte: http://www.ufmg.br/congrext/Saude/Saude180.pdf

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Reciclar é preciso...

Atualmente, a reciclagem de resíduos agrícolas e agro-industriais vem ganhando espaço cada vez maior, não simplesmente porque os resíduos representam “matérias primas” de baixo custo, mas, principalmente, porque os efeitos da degradação ambiental decorrente de atividades industriais e urbanas estão atingindo níveis cada vez mais alarmantes. Vários projetos de reciclagem têm sido bem sucedidos no Brasil e dentre eles destacam-se o aproveitamento de papel, plásticos, metais, óleos lubrificantes automotivos e industriais, soro de leite e bagaço de cana.
Mais recentemente, a implantação de Programas de Qualidade Total tem reduzido o impacto poluidor de várias atividades de natureza agroindustrial. No entanto, muitos casos ainda prevalecem sem qualquer proposta de solução definitiva. Por exemplo, em abatedouros de frangos, os animais que chegam mortos e/ou são condenados pela Inspeção Federal representam em média 4-5%. Estes animais são normalmente incinerados ou mesmo enterrados, um destino inconveniente devido a possibilidade de contaminação de lençóis freáticos com resíduos indesejáveis e/ou microorganismos patogênicos. Por outro lado, a incineração é também um processo poluente e de alto custo que vem, gradativamente, entrando em desuso. Assim, de um modo geral, o aproveitamento integrado de resíduos gerados na indústria alimentícia pode evitar o encaminhamento destes a aterros sanitários, permitindo o estabelecimento de novas alternativas empresariais e minimizando o impacto ambiental do acúmulo destes resíduos.
Dentre os materiais que representam riscos de poluição ambiental e, por isso, merecem atenção especial, figuram os óleos vegetais usados em processos de fritura por imersão.



Fonte: Química Nova - PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEL ALTERNATIVO AO ÓLEO DIESEL ATRAVÉS DA TRANSESTERIFICAÇÃO DE ÓLEO DE SOJA USADO EM FRITURAS

domingo, 14 de outubro de 2007

Onde jogar o óleo das frituras em casa ?

UTILIDADE PUBLICA! Repassem. Informações de um técnico da SABESP, vamos colaborar.

Mesmo que não façamos muitas frituras, quando o fazemos, jogamos o óleo na pia ou por outro ralo, certo? Este é um dos maiores erros que podemos cometer. Por que fazemos isto, perguntam vocês. Porque infelizmente ninguém nos diz como fazer, ou não nos informamos. Sendo assim, o melhor que tem a fazer é colocar os óleos utilizados numa daquelas garrafas de plástico (por exemplo, as garrafas pet de refrigerantes), fechá-las e colocá-las no lixo normal (ou seja, o orgânico). Todo lixo orgânico que colocamos nos sacos vai para um local onde são abertos e triados. Assim, as nossas garrafinhas são abertas e vazadas no local adequado, em vez de irem juntamente com os esgotos para uma ETE - Estação de Tratamento de Esgoto, e ser necessário dispender milhares de reais a mais para o seu tratamento.

UM LITRO DE ÓLEO CONTAMINA CERCA DE 1 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos. De nada adianta criticar os responsáveis pela poluição da Baía da Guanabara (RJ), rio Paraíba (PB), Bacia do Tiete (SP) etc. Se não fizermos a nossa parte será muito difícil. Obs.: Se vc optar por enviar para seus amigos, o meio ambiente ficara muito grato, afinal é para o bem de todos. Só o homem degrada o meio ambiente. Só o homem pode recuperá-lo.


Fonte: Sabesp

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

O que ocorre no óleo vegetal após as frituras...

Um processo químico denominado rancificação de óleos e gorduras




A rancificação pode ocorrer por dois processos: hidrólise (quebra da molécula pela água) e reação com oxigênio do ar. Estas reações em geral conferem ao alimento um gosto ruim e um cheiro desagradável. Na manteiga por exemplo, a presença de ácido butanóico (ou butírico), dá o gosto ruim de manteiga rancificada. O processo de oxidação ocorre na posição alílica, ou seja, no carbono vizinho da dupla ligação). Uma vez formados os radicais livres, eles se propagam rapidamente aumentando o consumo de oxigênio, e começam a ser perceptíveis as alterações organolépticas. Nessa fase há um aumento da concentração dos hidroperóxidos de tal forma que a sua decomposição produz quantidades perceptíveis de seus produtos de decomposição que é acelerada pela presença de ácidos graxos livres que fornecem prótons aos hidroperóxidos propiciando sua rápida decomposição. A reação é catalisada por íons metálicos. No final desta fase ocorre a formação de unidades menores de álcoois, aldeído, cetonas, etc, que conferem o gosto ruim e cheiro aos óleos rancificados, por exemplo, o azeite de oliva por conter bastante insaturações facilmente se oxida.
O processo de oxidação que se dá na posição alílica, pode também ocorrer em fosfolipídeos, que são os lipídeos componentes das membranas celulares. Se o processo de oxidação for intenso, causado por estresse ou outros fatores, pode levar à doenças. A vitamina E, hoje está sendo muito utilizada para minimizar estas oxidações protegendo a membrana celular.


Fonte: http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/docs/apostila_lipideos_marina.doc

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma...


Óleo vegetal usado antes e após o processo químico de remoção das impurezas

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Rede mundial de lanchonetes usa biodiesel do óleo de frituras na Inglaterra

A rede de lanchonetes McDonald's anunciou, dia 2 de julho, que vai converter todos os seus veículos de entrega na Grã-Bretanha para que passem a usar um biodiesel feito com óleo de cozinha reciclado. A conversão dos 155 caminhões da frota estaria completa até o próximo ano. Ao usar o combustível alternativo feito com uma mistura de óleo de cozinha aproveitado de 900 restaurantes da rede e óleo de semente de canola, a empresa disse que estará reduzindo suas emissões de carbono em cerca de 1.650 toneladas por ano.

"Isto seria o equivalente a retirar 2.424 carros da estrada anualmente", afirmou em nota o McDonald's. Inicialmente, a mistura conterá 85% de óleo de cozinha usado nas lanchonetes e 15% de óleo de canola puro. A empresa disse que pretende continuar a trabalhar com os fornecedores para reduzir a quantidade de óleo de canola usado na fabricação do combustível.


Meio ambiente

Há tempos a rede vem sendo alvo de críticas pelo impacto que provoca no meio ambiente. Seu vice-presidente, Matthew Howe, disse que a empresa está "feliz" em poder achar uma "utilidade prática e eficiente", dentro do próprio negócio, para seu grande estoque de óleo de cozinha. "Este é um grande exemplo de como as empresas podem trabalhar juntas para ajudar o meio ambiente", disse Howe.

A rede anunciou que está trabalhando em uma série de outras iniciativas envolvendo reciclagem e embalagens para reduzir suas emissões de carbono. O anúncio feito nesta segunda-feira foi precedido de um esquema piloto que teve início no ano passado. Para os demais países do mundo, entre eles os EUA - sede da empresa - e Brasil, onde também está em operação a cadeia de lanchonetes, ainda não há um prazo previsto para a adoção destas medidas.


As informações são do Correio do Brasil

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Projeto inicia coleta de óleo de fritura usado

Estamos coletando óleo de fritura usado para realização do nosso projeto. Em troca fornecemos produtos de limpeza ecológicos, sendo 2L para cada 8L de óleo.

Os interessados em participar devem entrar em contato conosco:

E-mail: quimicaambiente@gmail.com
Fone: (19) 30334818

domingo, 8 de julho de 2007

Processo de fritura dos alimentos

O que acontece no processo de fritura dos alimentos?

A fritura é uma operação de preparação rápida e confere aos alimentos fritos características únicas de saciedade, aroma, sabor e palatabilidade.


No processo de fritura, o alimento é submerso em óleo quente na presença de ar, e assim, é exposto à oxidação interagindo com uma série de agentes que (ar, água, alta temperatura e componentes dos alimentos que estão sendo fritos) causam degradações em sua estrutura, especialmente quando utilizado por um longo período, gerando compostos responsáveis por odor e sabor desagradáveis, incluindo substâncias que podem causar riscos à saúde do consumidor, tais como irritação do trato gastrointestinal, diarréia, dentre outros.

A água proveniente do próprio alimento, conduz alterações hidrolíticas, o oxigênio que entra em contato com o óleo a partir de sua superfície, desencadeia alterações oxidativas e a temperatura em que o processo ocorre, resulta em alterações térmicas que se enquadram também nas alterações oxidativas.

No processo de fritura contínua, utilizado pelas indústrias, ocorre a hidrólise, que é responsável pela formação de ácidos graxos livres. Já no processo de fritura descontínua, empregada por lanchonetes, restaurantes, pastelarias e no uso caseiro, dentre outros, ocorrem as reações de oxidação, hidrólise e polimerização. As substâncias advindas destas três reações são chamadas de compostos polares totais.

À medida que o óleo alcança o estágio de degradação, as reações de oxidação estão avançadas e há produção de moléculas complexas e compostos voláteis que liberam aroma desagradável. Neste ponto, a fritura produz muita fumaça e consequentemente o alimento tem sua vida de prateleira diminuída, aroma, sabor e aspecto desagradáveis, excesso de óleo absorvido e o centro do alimento, as vezes, não totalmente cozido.


Como reaproveitar corretamente o óleo de frituras?

1. Temperatura máxima para fritura: 180ºC (a temperatura deve ser controlada através de termostato já presente nas fritadeiras de ordem industrial). No caso das fritadeiras de uso doméstico (frigideiras, panelas e tachos) que não possuem termostato para controle, não se deve permitir a elevação da temperatura a ponto de produzir fumaça. Temperaturas excessivamente altas degradam o óleo rapidamente.

2. Dê preferência em fritar por longos períodos, ao invés de utilizar a fritadeira/frigideira/tacho por vários períodos curtos.

3. Caso a fritadeira/frigideira/tacho não esteja sendo utilizada, mas existe a necessidade de mantê-la ligada para um uso iminente, a mesma deve estar parcialmente tampada, assim se evita o contato do óleo quente com o oxigênio, pois o óleo muito quente absorve oxigênio em maior quantidade promovendo sua oxidação.

4. Evite completar o óleo em uso presente na fritadeira/frigideira/tacho com óleo novo. É preferível descartar a sobra de um óleo já utilizado, pois ao completá-lo a degradação do óleo adicionado será muito mais rápida.

5. Em intervalos de uso, o óleo deve ser armazenado em recipientes tampados e protegidos da luz, para evitar o contato com os principais catalisadores de oxidação, oxigênio e luz. Se o intervalo entre usos for longo, além de tampado, o óleo deve ser armazenado em geladeira, para se aumentar a vida de prateleira.

6. O óleo deve ser filtrado a cada término de uso. Durante a fritura dos alimentos, especialmente dos empanados, que tendem a liberar partículas de sua superfície, retire os resíduos visíveis no óleo com o auxílio de utensílio apropriado.

7. O óleo deve ser descartado quando se observar formação de espuma e fumaça durante a fritura, escurecimento intenso da coloração do óleo e do alimento e percepção de odor e sabor não característicos. Cabe lembrar que o aspecto da fumaça é diferente do vapor naturalmente liberado.

8. As fritadeiras/frigideiras/tachos devem possuir os cantos arredondados, ou seja, não apresentar cantos mortos que propiciem o acúmulo de resíduos, pois o óleo polimerizado e depositado nas paredes tende a catalisar certas reações de degradação do óleo.

9. As fritadeiras/frigideiras/tachos devem ser de material resistente e quimicamente inertes, ou seja, que não contaminem os alimentos ou facilitem a oxidação do óleo com a presença de cobre ou ferro. As mesmas devem ser descartadas quando consideradas danificadas (riscadas, amassadas, descascadas).

10. O óleo não deve ser descartado na rede pública de esgoto, as donas de casa podem acondicioná-lo em sacos plásticos ou recipientes e juntá-lo ao lixo orgânico. Já para os comerciantes e fast-foods, por descartarem uma quantidade significativa, sugere-se entrar em contato com empresas, órgãos ou entidades licenciados pelo órgão competente da área ambiental.


Fonte: Anvisa

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Produtos de limpeza ecológicos

Uma boa forma de aproveitar o óleo de frituras é fazendo produtos de limpeza ecológicos, eficientes e de baixo custo.

SABÃO LÍQUIDO PARA LOUÇA

  • 2 litros de água
  • 1 sabão caseiro ralado (veja como fazer aqui no site)
  • 1 colher de óleo de Rícino
  • 1 colher de Açúcar

Ferver todos os ingredientes até dissolver e engarrafar.

DETERGENTE ECOLÓGICO

  • 1 pedaço de sabão de coco neutro
  • 2 limões
  • 4 colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável)

Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em um litro de água. Depois, acrescente cinco litros de água fria. Em seguida, esprema os limões. Por último, despeje o amoníaco e misture bem.Guarde o produto resultante em garrafas e utilize-o no lugar dos similares comerciais. Você obterá seis litros de um detergente que limpa, não polui, cujo valor econômico é incomparavelmente menor do que o do similar industrializado.

DETERGENTE ECOLÓGICO MULTIUSO

  • Água
  • Vinagre
  • Amônia líquida (amoníaco)
  • Bicarbonato de sódio e ácido bórico

Em um litro de água morna (cerca de 45º C), coloque uma colher de sopa de vinagre, uma colher de sopa de amoníaco, uma colher de sopa de bicarbonato de sódio e uma colher de sopa de bórax ou ácido bórico. o Utilize em qualquer tipo de limpeza, em substituição aos multiusos convencionais. o Como qualquer produto de limpeza convencional, mantenha os detergentes ecológicos fora do alcance de crianças e animais domésticos.


Fonte: Planeta na Web

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Organização não-governamental quer projeto de coleta de resíduo em Piracicaba

ELIANA TEIXEIRA

A energia verde é um dos principais temas na pauta mundial de discussões sobre qualidade de vida, recuperação do meio ambiente ou, pelo menos, de tentativas de diminuição da poluição e dos efeitos do aquecimento global. O óleo de cozinha, aquele utilizado para fritura dos alimentos e geralmente descartado pelos consumidores residenciais e industriais, pode ser reaproveitado como biocombustível.

Segundo Marcos Marcelo de Moraes e Matos, presidente da ONG Academia de Gestão Pública (Agespub), uma família com quatro pessoas consome em média um litro de óleo por semana. O consumo em um restaurante de médio porte gira em torno de 10 litros/dia. "Há uma usina em Piracicaba que pode produzir o biocombustível, a partir do momento em que houver entidades que coletem o óleo", enfatiza.

Embora ainda não haja logística para a coleta do óleo, Matos diz que a usina de Piracicaba tem capacidade para produzir 400 litros de biocombustível por dia. O objetivo do projeto, em fase embrionária, é que o óleo resultante de frituras residencial e industrial seja doado a entidades filantrópicas, para que possam vendê-lo à usina produtora de biocombustível, aumentando suas fontes de recursos financeiros. "Essa usina iria produzir o biocombustível de acordo com as normas da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)", enfatiza.

Na produção de biocombustível, explica o presidente da Agespub, 10% do óleo são descartados e 10% resultam em glicerina, utilizada na fabricação de sabonetes. "Mesmo com as perdas, temos 80% em biocombustível", destaca. A intenção da ONG é promover até a segunda quinzena deste mês palestras com entidades civis e filantrópicas para demonstração da importância da coleta do óleo de cozinha e dar início ao projeto.

A Agespub foi fundada em 2006 e tem entre suas metas de trabalho, a fomentação de práticas alternativas para a redução da emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera. O objetivo da ONG é colocar em prática, ainda neste ano, o projeto de transformação do óleo de cozinha em biocombustível. A ONG, destacam Wlamir do Amaral, secretário executivo da Agespub, e Sérgio Camarda, secretário geral, procura incentivar boas ações e divulgar práticas positivas realizadas nas administrações públicas de cidades integrantes da Bacia do Rio Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), promovendo seminários, cursos e capacitação.

Para prestar esse tipo de serviço, a Agespub firmou convênios com a Universidade Metodista de Piracicaba e conta com o apoio de professores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e Escola de Engenharia de Piracicaba. A idéia da usina partiu da observação da realidade do município de Indaiatuba, pertencente à Bacia PCJ. "Em Indaiatuba, a usina utiliza tecnologia da Unicamp", afirmam.

A produção da usina, observam, chega a um mil litros por hora de biocombustível a partir de óleo de cozinha, que iria para o esgoto, caso não houvesse o projeto de aproveitamento. A usina de Indaiatuba é municipal e a prefeitura faz a coleta do óleo em estabelecimentos comerciais.

Toda a produção de biocombustível é utilizada no abastecimento da frota do Serviço de Água e Esgoto de Indaiatuba. "Queremos incentivar outros gestores públicos integrantes da Bacia PCJ a implantar em seus municípios usinas que fabriquem biodiesel a partir do óleo de cozinha", ressaltam. A Agespub caracteriza-se pela promoção de intercâmbio, troca de experiências bem sucedidas de uma cidade para outra, principalmente, no que se refere a projetos ambientais que visem a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP), melhora da qualidade e quantidade da água da Bacia, que possui cerca de 60 municípios.

Além do projeto de aproveitamento de óleo de fritura, a ONG pretende incentivar os municípios da Bacia a desenvolver projetos de recuperação de aterros sanitários. A queima do biogás que é formado por grande parte de metano, afirmam os diretores da ONG, também emite CO2 à atmosfera. "Para evitar esse problema ambiental, é necessário a colocação correta de queimadores com filtros, preparação do solo com encanamentos específicos. O biogás pode ser aproveitado como fonte de recurso", enfatizam.

Mais informações, pelos e-mails: marcosmarcelo@agespub.com.br; contato@agespub.com.br; camarda@agespub.com.br.


Fonte: Caderno Cidades - Gazeta de Piracicaba

segunda-feira, 25 de junho de 2007

O consumo de frituras

Sabe-se que o óleo quente, em ebulição, altera as características químicas e orgânicas no alimento que é mergulhado nele. Na dieta moderna, a concentração calórica de alimentos encharcados em óleo tiram o lugar das hortaliças, frutas e cereais in natura. Enquanto o óleo borbulha na frigideira, ele sofre mudanças químicas que o transformam em bomba dietética.

Os triglicerídios, importantes constituintes de óleos e gorduras, são desmembrados pelo calor em glicerol e ácidos graxos. O glicerol continua sofrendo a ação do calor, provocando a desidratação da molécula. Este processo de perda de água forma uma substância chamada acroleína, que é potencialmente cancerígena. A acroleína destrói as fibras elásticas, e irrita as mucosas gastrintestinal e nasal.

Entre as maiores vítimas da acroleína, estão as artérias. As fibras elásticas, que conferem firmeza, elasticidade e higidez à parede arterial, são destruídas sistematicamente.

O resultado é a degeneração e envelhecimento precoce. Esta questão deveria merecer toda a atenção das pessoas, pois as artérias são o conduto da vida. Elas atuam como segundo coração, impulsionam o sangue por meio da elasticidade que as caracteriza. Porém, a destruição das fibras elásticas diminui, pouco a pouco, esta capacidade.

Quando o funcionamento delas é comprometido, todo o organismo sofre as conseqüências. O fornecimento inadequado de sangue favorece a degeneração orgânica, diminui a vitalidade e reduz o tempo de vida.

Além de danificar as artérias, a acroleína acelera o enrugamento e envelhecimento da pele. Não há dúvida de que, sem fritura, a vida é mais agradável. Pessoas que aspiram conservar a pele jovem por mais tempo devem recusar frituras. O óleo reutilizado, que é aquecido sucessivamente, tem efeito mais danoso sobre o organismo. A formação de acroleína e a decomposição da gordura ocorrem de forma mais acentuada.

Está comprovado que o consumo de gordura, carne vermelha e laticínios tem relação direta com a incidência de câncer de próstata, intestino e mama. Nos Estados Unidos, país conhecido como a "terra da gordura", a cada quatorze minutos o câncer de próstata faz uma vítima. A concentração de gordura dos alimentos acelera o aparecimento de tumores.

Carnes vermelhas, leites e derivados ativam a produção do hormônio testosterona que, em excesso, intensifica o desenvolvimento das células prostáticas, aumentando consideravelmente o risco de câncer.

Entre as mulheres, de cada dez diagnósticos de câncer de mama, nove ocorrem em pessoas com hábitos insalubres. Dieta rica em gordura, excesso de peso e vida sedentária são apontados como as principais causas de enfermidades hormonais femininas.


Fonte: Portal Brasil

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Reciclagem do Óleo de Frituras será tema de evento em Foz do Iguaçu


FOZ DO IGUAÇU - A Mercofrig, indústria localizada em Santa Terezinha de Itaipu, com forte atuação no mercado paranaense no segmento de subprodutos de origem animal, através do PROCOF – Programa de Coleta de Óleo de Frituras para efeitos de reciclagem e proteção do meio ambiente, promove no próximo dia 28, na Praça do Mitre, em Foz do Iguaçu, o “1º Pastelaço”.

Realizado em parceria com o Governo do Estado do Paraná, através da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e do IAP, o “Pastelaço” é uma ação educacional relativa a destinação final de óleo vegetal usado.

Cerca de 2000 alunos de escolas da rede pública estadual, municipal e particular acompanharão durante todo o dia o processo de uso do óleo de fritura, até a destinação final, com a reciclagem que transforma o óleo em sabão. Os estudantes também percorrerão o trajeto que mostra o efeito do óleo sobre a água dos rios, flora e sob o solo quando destinado de forma irregular.

Eles receberão material didático produzido pela SEMA, que explica desde a origem do óleo vegetal, até as possíveis formas de reciclagem. O material traz também informações sobre o biodiesel, composição e utilidades do óleo, legislação de resíduos sólidos no Brasil, efeito estufa e o ciclo do óleo e a troca por sabão.A ação é parte integrante do Programa “Desperdício Zero”, da SEMA.

O “1º Pastelaço” conta com o apoio também da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu , Prefeitura Municipal de Santa Terezinha de Itaipu, Sanepar, 10 Pastéis, Faculdade UDC, Super Muffato e Hotel Tropical das Cataratas,

O Circuito - Por meio de um circuito que será montado na Praça do Mitre, os visitantes caminharão por diversos stands para ouvir as explicações de 15 monitores. Logo na entrada, um aquário mostrará que o óleo vegetal jogado na água forma uma camada impermeabilizante na superfície, o que impede a passagem de ar e luz e, assim, mata qualquer espécie aquática. Além disso, o óleo acumulado forma uma crosta escura nos canos de esgoto, entupindo-os com o tempo. Depois de utilizado, o óleo deve ser armazenado dentro de garrafas de refrigerante ou em grandes tonéis, no caso dos restaurantes. Depois, pode ser encaminhado para o lixo que não é lixo ou então para empresas privadas especializadas em reciclagem, trabalho desenvolvido em nossa região pela Mercofrig. Nesses locais, o produto receberá tratamento adequado para ser transformado em óleo para motosserra, para asfalto, em desmoldante, fertilizante, adubo, sabão, entre outros. A produção de sabão a partir do óleo de cozinha também pode ser feita em casa. No percurso do Pastelaço, os participantes receberão sacolas oxibiodegradáveis – que se decompõem com mais facilidade -, e cartilhas informativas.

A Mercofrig - A Mercofrig é uma indústria que atua no segmento da cadeia produtiva de produtos de origem animal, produzindo farinha de carne e sebo bovino. Atuando desde 1997 no ramo, com instalações próprias, amplas e com padrão de higiene e qualidade. A empresa é regulamentada pelo Ministério da Agricultura por meio do Serviço de Inspeção Federal sob nº PR-08964.

A empresa já atuou na exportação de sebo bovino, atualmente os produtos são vendidos no mercado interno, a Farinha de Carne é consumida por fábricas de rações no estado do Paraná. O sebo Bovino é enviado às empresas do norte do estado, que beneficiam e revendem a outros estados brasileiros.

Situada em Santa Terezinha de Itaipu a cerca de 20 km do centro de Foz do Iguaçu na Região Trinacional, a Mercofrig coleta os subprodutos de origem animal e vegetal praticamente em toda a região oeste do Paraná. Atualmente a Mercofrig é a única empresa licenciada para fazer a coleta de óleo de fritura visando a reutilização ou reciclagem em toda essa região.


Fonte: Agência Brasileira de Notícias

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Um pouco mais sobre reciclagem

Verter óleos usados em ralos de pias é algo condenável e compromete a qualidade da água.


Muitos estabelecimentos comerciais (restaurantes, bares, pastelarias, hotéis, etc) e residências depositam o óleo usado na cozinha diretamente na rede de esgoto, com conseqüente entupimento da mesma e mau funcionamento das estações de tratamento de água.

Para retirar o óleo e desentupir os encanamentos são empregados produtos químicos tóxicos, com efeitos negativos sobre o ambiente. Além disso, como o óleo é mais leve que a água, ele fica na superfície, criando uma barreira que dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, comprometendo a vida dos seres aquáticos.


Se você não sabe o que fazer com o óleo é porque, provavelmente, ninguém lhe disse!

Portanto aqui vão algumas dicas:


1° - Colocar o óleo utilizado numa garrafa de plástico (PET), fechá-la e colocá-la no lixo orgânico. Assim, no local de triagem, essas garrafas serão abertas e esvaziadas em um local mais adequado.

2° - Ao invés de colocar o óleo em garrafas você também pode dispensá-lo em um jornal aberto e ir enrolando as folhas (de três em três) e colocar o "bolo" no saco de lixo orgânico. Assim o óleo se fixará no papel e será decomposto ao misturar-se na massa do aterro.


Um pouco de história:

2800 a.C. - Um material parecido com sabão foi encontrado em cilindros de barro durante escavações na antiga Babilônia. As inscrições revelam que os habitantes ferviam gordura juntamente com cinzas, mas não mencionam para que o "sabão" era usado.

600 a.C. – Fenícios usavam terra argilosa contendo calcário ou cinzas de madeira (sabão pastoso).

De acordo com uma antiga lenda romana, a palavra saponificação tem a sua origem no Monte Sapo, onde eram realizados sacrifícios de animais. A chuva levava uma mistura de gordura animal derretida, com cinzas e barro para as margens do Rio Tibre. Essa mistura resultava numa borra (sabão). As mulheres descobriram que usando essa borra, as suas roupas ficavam mais limpas. Os romanos passaram a chamar essa mistura de sabão e à reação de obtenção do sabão de saponificação.


quinta-feira, 14 de junho de 2007

Classificações do óleo de soja


Entende-se por óleo de soja, o produto obtido por prensagem mecânica e/ou extração por solvente, dos grãos de soja (Gluycine max. L Merril), isento de misturas de outros óleos, gorduras ou outras matérias estranhas ao produto, e que tenha as seguintes características de identidade e composição em ácidos graxos.

O óleo de soja, segundo o seu grau de elaboração, é classificado em 3 classes:


  • Bruto ou Cru: É o óleo tal qual foi extraído do grão.

  • Degomado ou Purificado: É o óleo que após sua extração, teve extraídos os fosfolipídeos.

  • Refinado: É o óleo que após sua extração e degomagem, foi neutralizado, clarificado e desodorizado.

Fonte: Engetecno Online

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Quantas vezes pode-se usar o óleo para frituras?

Sabe-se que o óleo de frituras, além de poluir o meio ambiente quando descartado incorretamente, também prejudica a nossa saúde se usado muitas vezes, pois libera toxinas. Abaixo seguem algumas dicas de como utilizá-lo de maneira adequada.



Regras para uma boa fritura:

1. Utilizar apenas óleos e outras gorduras que resistam bem a altas temperaturas, sem se degradarem. Exemplos disso são os óleos ricos em gorduras monoinsaturadas e saturadas: azeite, óleo de amendoim e banha. Os óleos ricos em gorduras poliinsaturadas (óleo de milho, girassol, soja, etc.) são contra indicados para fritar, já que não suportam altas temperaturas, degradando-se rapidamente.

2. O volume de gordura utilizado deve ser pelo menos três vezes o do alimento.

3. Aquecer bem o óleo a 160º-180ºC, e introduzir o alimento apenas quando o óleo estiver na temperatura certa (caso contrário, ao introduzir o alimento num óleo pouco quente, a temperatura vai baixar e não se forma a crosta à superfície do alimento; desta forma vai obter um alimento praticamente “cozido” em gordura e muito mais calórico, pois ocorre grande absorção de gordura para o interior).

4. Para não ultrapassar a temperatura certa (180ºC, no máximo 200ºC), preferir uma frigideira equipada com um bom termostato. Caso não seja possível, considere que o óleo começa a estar na temperatura certa, quando se formam “bolhinhas” e aparece uma ondulação crescente.

5. Não utilizar um óleo que, depois de quente, comece a libertar cheiro intenso e fumaça escura.

6. Sempre que possível, secar bem o alimento antes de o introduzir no óleo quente, para evitar que a água à superfície deste, faça baixar muito a temperatura do óleo.

7. Colocar pouca quantidade de alimento de cada vez, mais uma vez, para não diminuir a temperatura ótima do óleo.

8. Quando retirar o alimento, deixar escorrer bem o óleo na escumadeira e colocá-lo sobre papel de cozinha absorvente (ou simples guardanapos de papel), para eliminar maior quantidade de gordura.

9. Depois de arrefecer, filtrar cuidadosamente o óleo utilizado, para serem removidos resíduos sólidos formados.

10. Conservar a gordura filtrada num recipiente fechado e opaco à luz (ou afastado desta), para evitar a sua oxidação.

11. Renovar completamente a gordura depois de esta se apresentar escura, não a utilizando mais do que 8-10 vezes (este número depende da quantidade e tipo de produto frito, e pode ser muito inferior ao indicado).

12. Nunca juntar nova gordura à outra que já foi aquecida.

Fonte:
Nut. Florbela Mendes
Lisboa - Portugal
Site: http://www.florbelamendes.net/

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Reciclando o óleo usado para produzir cosméticos

Nosso objetivo

O óleo usado na preparação de alimentos é descartado muitas vezes de maneira incorreta, causando sérios danos ao meio ambiente e tornando difícil o tratamento de água. Este projeto tem como finalidade reciclar o óleo que iria para o lixo, reduzindo o problema ambiental, e gerando produtos de elevado valor agregado, como cosméticos. A idéia principal consiste na extração da glicerina de óleos usados, uma vez que todo óleo vegetal é constituído de ésteres de glicerina, para a produção de sabões, óleos corporais, shampoos, entre outros. Dessa forma, resolveremos parte do problema ambiental, além de gerar renda através deste resíduo.


domingo, 10 de junho de 2007

Óleos e gorduras


Diferença entre óleos e gorduras

Óleos e gorduras são definidos como substâncias insolúveis (não se misturam) em água, de origem vegetal ou animal constituídas de triglicerídeos, que são formados da condensação entre glicerol e ácidos graxos. Segundo a resolução nº 20/77 do CNNPA (Conselho Nacional de Normas e Padrões para Alimentos) a diferença entre óleos e gorduras, é o estado físico (sólido ou liquido) em que se encontram abaixo da temperatura de 20ºC. Quando o estado é sólido em uma temperatura de até 20ºC é classificado como gordura.

As gorduras encontram-se no estado sólido pela constituição química dos ácidos graxos formadores dos triglicerídeos que são saturados, isto é, não apresentam duplas ligações, resultando em estruturas lineares aumentando a superfície de contato entre as moléculas favorecendo uma maior interação intermolecular, denominada força de “van der Waals”, aumentando o ponto de fusão que é a temperatura da passagem do estado sólido para o líquido.

As cadeias de ácidos graxos representam 95% da composição dos triglicerídeos, e além de serem determinantes na classificação entre óleos e gorduras, são responsáveis pela diversificação entre os óleos vegetais. Os ácidos graxos diferem basicamente um do outro pelo comprimento da cadeia constituída por átomos de carbono e hidrogênio, pelo número e posição das duplas ligações e são classificados de acordo com estes parâmetros.


Óleos virgens e residuais

A soja representa hoje a maior parte do volume de óleos vegetais produzidos no Brasil devido ao processamento da farinha com alto valor agregado destinada para alimentação e para a exportação.

O óleo de algodão, assim como a soja, é um subproduto, e está em segundo lugar na produção nacional devido ao consumo da fibra pela indústria têxtil. As demais oleaginosas representam um percentual de 1% do volume total de óleos produzidos. Hoje no Brasil, parte do óleo vegetal residual do consumo humano é destinado a fabricação de sabões, entretanto, a maior parte é descartado na rede de esgotos, um crime ambiental inadmissível. A pequena solubilidade dos óleos vegetais na água constitui um fator negativo no que se refere à sua degradação em unidades de tratamento de despejos por processos biológicos e, quando presentes em mananciais utilizados para abastecimento público, causam problemas no tratamento da água. A presença deste material, além de acarretar problemas de origem estética, diminui a área de contato entre a superfície da água e o ar atmosférico impedindo a transferência do oxigênio da atmosfera para a água, e também os óleos e graxas em seu processo de decomposição, reduzem o oxigênio dissolvido elevando a DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), causando alteração no ecossistema aquático.

A DBO é normalmente considerada como a quantidade de oxigênio consumido durante um determinado período de tempo, numa temperatura de incubação específica. Um baixo teor de oxigênio dissolvido nas águas é fatal para a vida que é comprometida diretamente quando jogamos um óleo vegetal na pia da cozinha.


Fonte: LADETEL - USP Ribeirão Preto
Foto: Getty Images

sábado, 9 de junho de 2007

Sobre o óleo vegetal

O óleo vegetal é uma gordura extraída de plantas formada por triglicerídios. Apesar de, em princípio, outras partes da planta poderem ser utilizadas na extração de óleo, na prática este é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes. Os óleos vegetais são utilizados como óleo de cozinha, na pintura, como lubrificantes, cosméticos, farmacêuticos, na iluminação, combustíveis (biodiesel ou puro) e para usos industriais. Alguns tipos de óleos, tais como o óleo de colza (canola), algodão ou ricíno são impróprios para consumo humano sem o devido processamento prévio.

Como todas as gorduras, os óleos vegetais são ésteres de glicerina e uma mistura de ácidos gordos, e são insolúveis em água, mas solúveis em solventes orgânicos.

Muitas pessoas ainda não sabem como descartar corretamente o óleo sujo (ou óleo de fritura). O mais comum é o produto ser despejado no ralo da pia da cozinha, porém, essa atitude é altamente poluidora, podendo causar prejuízos irreversíveis ao meio ambiente.

A maioria das pessoas desconhecem, mas, cada litro de óleo despejado no esgoto tem potencial para poluir cerca de um milhão de litros de água, o que equivale a quantidade que uma pessoa consome ao longo de quatorze anos de vida.

Entre as conseqüências dessa atitude está:
  • a impermeabilização do solo, que contribui com o aumento de enchentes e alagamentos;
  • a criação de uma fina camada sobre a superfície da água, o que impede a oxigenação e a entrada de luz, além de prejudicar a reprodução dos seres aquáticos;
  • a produção de mau-cheiro decorrente de decomposição;
  • o entupimento das tubulações.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Porque reciclar o óleo?


O óleo usado no preparo de alimentos é descartado muitas vezes de maneira incorreta, causando sérios danos ao meio ambiente e dificultando o tratamento de água. Nosso projeto tem como finalidade “reciclar” o óleo que iria para o lixo, resolvendo o problema ambiental, e gerando produtos de elevado valor agregado, como cosméticos.

Neste diário de bordo você poderá acompanhar nossas pesquisas, resultados e experiências sobre tudo o que está sendo feito. Sugestões e comentários serão bem vindos, é só participar.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Reutilizando o óleo vegetal

Saiba mais - A água e o óleo não se misturam - o óleo é mais leve e fica na superfície da água impedindo que os raios solares penetrem no ambiente aquático. Assim as plantas não produzem oxigênio e a água apodrece matando as plantas e os peixes.

Todo o óleo de cozinha que vai para os nossos rios pode comprometer no futuro o nosso abastecimento de água. O planeta Terra tem 65% de água, mas somente 0,3% está disponível para o uso humano e dos animais.

Você pode ajudar

A partir de hoje você pode colocar o óleo em vasilhames (vidros ou garrafas PET) e quando estiver cheio você deverá colocá-lo junto com o lixo normal para ser levado ate o aterro sanitário. Isso não resolve, mas alivia o problema.

Esse óleo de cozinha serve como matéria-prima para a confecção de sabão e sabonete caseiros.