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terça-feira, 12 de junho de 2007

A importância da glicerina

Sabonetes Artesanais

A glicerina é um umectante. Uma molécula de glicerina é criada para cada três moléculas de sabão. Os fabricantes de sabonetes comerciais retiram a glicerina do sabonete e a revendem para a indústria de cosméticos e farmacêuticas. No Sabonete Artesanal é naturalmente formada e permanece no sabonete. O Sabonete Artesanal é naturalmente mais macio, quando tocado suavemente você deverá sentir a sua delicadeza. Pode-se perceber que quando ele é fresco, o sabonete absorve a umidade do ar em pequenas gotas que deixam a sua superfície úmida.




Os sabonetes comercialmente vendidos são na verdade detergentes sintéticos. Em comparação, o Sabonete Artesanal é a forma pura e verdadeira do sabonete.
Fazer sabonete é uma arte, o sabonete artesanal é macio, rico, envolvente e calmante. Sua espuma é densa e penetrante, ela deixa uma película emoliente na pele tornando-a macia e sensual. Os sabonetes artesanais não contêm detergentes sintéticos nem os conservantes encontrados nos sabonetes comerciais. O uso dessas cargas tem como objetivo prolongar seu prazo de conservação nas prateleiras das lojas. Dos sabonetes comerciais é retirada a glicerina natural, proveniente do próprio processo de fabricação de sabões, roubando do consumidor todos os seus benefícios.
A glicerina é um derivado de componentes graxos que elimina a agressividade causada à pele presente nos sabonetes comuns. Usado desde a cosmética antiga, permanecendo até hoje, como elemento de uso obrigatório nas formulações que proporcionam profunda ação hidratante.


Fonte: Ministério da Ciência e Tecnologia

terça-feira, 29 de maio de 2007

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Mercado do Glicerol

O Glicerol é produzido por via química ou fermentativa. Tem uma centena de usos, principalmente na indústria química. Os processos de produção são de baixa complexidade tecnológica.

A produção por síntese microbiana predominou até que a síntese química, de subproduto do propileno, avançou em 1950. Agora, com o declínio na produção de polipropileno, as fermentações voltaram a ocupar espaço no mercado. O mercado de volumes e preços oscilou muito na última década.

Entre 1995-2003, os preços oscilaram entre US$ 1.08/lb e US$ 0.60/lb, com tendência, nos últimos anos, para US$ 1.00/lb.

As aplicações principais hoje são:

• Síntese de resinas, ésteres 18%
• Aplicações farmacêuticas 7%
• Uso em cosméticos 40%
• Uso alimentício 24%
• Outros 11%

A demanda cresce mais nos mercados de uso pessoal e higiene dental, e alimentos, onde o produto tem maior pureza e valor. Corresponde a 64% do total. Em alimentos, a demanda de glicerina e derivados cresce em 4% ao ano.

Depois de fortes oscilações na década de 90, desde 2000 o mercado para glicerina volta a crescer. Uma grande fonte agora na Europa e nos Estados Unidos é a glicerina proveniente do biodiesel.

Drogas

O glicerol é atualmente um dos ingredientes mais utilizados na indústria farmacêutica na composição de cápsulas, supositórios, anestésicos, xaropes e emolientes para cremes e pomadas, antibióticos e anti-sépticos.

Cosméticos

Por ser não-tóxico, não-irritante, sem cheiro e sabor, o glicerol tem sido aplicado como emoliente e umectante em pastas de dente, cremes de pele, loções pós-barba, desodorantes, batons e maquiagens.

Tabaco

O glicerol tem sido empregado no processamento de tabaco a fim de tornar as fibras do fumo mais resistentes e evitar quebras. É empregado na composição dos filtros de cigarros e como veículo de aromas.

Têxteis

Amaciar e aumentar a flexibilidade das fibras têxteis.

Outros

Pode ainda ser empregado como lubrificante de máquinas processadoras de alimentos, fabricação de tintas e resinas, fabricação de dinamite etc.

Alimentos e bebidas

O glicerol pode ser usado como umectante e para conservar bebidas e alimentos tais como refrigerantes, balas, bolos, pastas de queijo e carne, ração animal seca. Todas estas aplicações utilizam hoje principalmente sorbitol. É possível que o glicerol venha a tomar parte dos mercados de sorbitol, se os preços caírem nos próximos anos em função de superprodução, com o biodiesel.

Aplicação exclusiva do glicerol: por ser um componente estrutural de lipídeos tem sido utilizado em preparações de molho para salada, coberturas de doces e sobremesas geladas.

Outro mercado muito importante, e exclusivo, que provavelmente vai se desenvolver com a maior oferta de glicerol, é a aplicação deste para a síntese de moléculas de alto valor agregado. Entre estas está o PDO (propanodiol), a partir de fermentação do glicerol, para uso em plásticos. Matéria-Prima do futuro para fermentações de: 1,3 propanodiol e dihidroxiacetona.

Se o glicerol tiver um grande crescimento de oferta com redução de preços em função da produção de biodiesel, e grande parte do mercado de sorbitol for substituído por glicerol nas aplicações de drogas, cosméticos e outros, teríamos uma nova demanda de glicerol estimada em 300 mil t por ano.

Muitas aplicações de sorbitol em alimentos poderão ser substituídas pelo glicerol. Do ponto de vista tecnológico, existem poucas aplicações para as quais a glicerina não entraria no mercado de sorbitol.

A produção de glicerol foi de 800 mil t/ano em 2000; a produção advinda de biodiesel (Europa e EUA) em 2000 já era de 10% do total; em 2002, estimava-se em 200 mil t por ano.

sábado, 19 de maio de 2007

Falando um pouco sobre a glicerina

A glicerina (ou glicerol) é um subproduto da fabricação do sabão. Por esse motivo, toda fábrica de sabão também vende glicerina. Ela é adicionada aos cremes de beleza e sabonetes, pois é um bom umectante, isto é, mantém a umidade da pele. Em produtos alimentícios ela também é adicionada com a finalidade de manter a umidade do produto e aparece no rótulo com o código "umectante U.I".


Os umectantes, como por exemplo a glicerina, interagem com a superfície do material que se deseja umectar (pele, cabelo, produto alimentício) e também com a água. A interação com a água ocorre por meio de pontes de hidrogênio (representadas pelos pontilhados na imagem acima).

Outra utilidade da glicerina é na fabricação do explosivo conhecido como nitroglicerina.

Extraído do site:

NAEQ - Textos Interativos - Sabão... uma molécula de dupla "personalidade"???

Para saber mais...

Water on the web

QMCWeb - Bolhas de Sabão

QMCWeb - Micelas e Surfactantes: uma aula virtual

QMCWeb - Lipídios - as biomoléculas hidrofóbicas

Ciência em Casa - Experimentos sobre Tensão Superficial

Temas relacionados
Ponte de Hidrogênio, força intermolecular intrigante

terça-feira, 15 de maio de 2007

Obtenção da glicerina

Os sabões são produzidos a partir de óleos e gorduras através de reações de saponificação, gerando também a glicerina.

Estes são os primeiros tensoativos conhecidos, que, em contato com a água, hidrolisam-se dando origem a tensoativos aniônicos e o íon potássio ou sódio que dão caráter alcalino muito marcado – pH 9,5 a 10,5.

O sabão é obtido fazendo-se reagir ácidos graxos com óleos, numa reação chamada saponificação. Os ácidos graxos normalmente usados são o oléico, o esteárico e o palmítico encontrados sob a forma de ésteres de glicerina (oleatos, estearatos e palmitatos) nas substâncias gordurosas.


reação de saponificação


A saponificação é feita à quente. Nela a soda ou potassa atacam os referidos ésteres, deslocando a glicerina e formando, com os radicais ácidos assim liberados, sais sódicos ou potássicos. Após a saponificação que colocou em contato, em condições precisas (à temperatura de 100 ºC), matérias graxas e o álcali, segue-se a separação da parte saponificada (éster de ácido graxo e álcali), que flocula sobre a glicerina, e que depois é lavada várias vezes para retirar as impurezas residuais. Os sabões produzidos com soda são chamados de duros, e os produzidos com potassa, moles.

Embora a maior parte dos detergentes seja destinada à limpeza com água, existem alguns produzidos para limpeza com outros solventes, como no caso dos óleos para motores, onde a água não pode ser usada. Nesse caso, o sódio e o potássio são substituídos por metais, como o chumbo ou o cálcio.

Os sabões e os detergentes possuem as mais diversas aplicações, que vão desde a limpeza doméstica até industrial. Sua tecnologia, pouco desenvolvida até 1934, evolui bastante a partir dessa época, tornando sua produção altamente industrializada.

A glicerina é normalmente usada na preparação de diversos produtos tais como remédios, produtos de uso pessoal, comida, bebida, tabaco, resinas alquídicas, poliol – poliéter, celofane e explosivos, todavia o seu uso é condicionado ao seu grau de pureza, que deve estar usualmente acima de 95%. Além disso, a glicerina bruta é cotada a R$ 1,40/kg, a bidestilada por R$ 3,65/kg enquanto que a glicerina farmacêutica (≥99,5%) é vendida a valores acima de R$ 564,00/kg.

A glicerina bruta vegetal apresenta cerca de 30% de impureza, o que evidencia a necessidade de purificá-la, a fim de viabilizar seu emprego no setor industrial. As principais impurezas presentes na glicerina oriunda de saponificação são catalisador, álcool e ácidos graxos. Estas impurezas dependem da natureza da oleaginosa e do tipo de catálise empregada na preparação do sabão. Esta análise é feita através da avaliação das diferenças de qualidade da glicerina em função da matriz de oleaginosa utilizada.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

De coadjuvante a protagonista

Glicerina bruta obtida na produção de biodiesel pode ter muitas aplicações

No processo de produção de biodiesel, a obtenção de um litro do combustível tem como contrapartida a formação de aproximadamente 100 ml de glicerina bruta. Esse coproduto até então subestimado no mercado brasileiro pode ter aplicações importantes, como mostram trabalhos realizados no Centro de Pesquisa em Química Aplicada (Cepesq) do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 2008, quando for obrigatória a mistura de 2% do combustível ecológico ao óleo diesel convencional, estima-se que o volume de glicerina produzido em escala nacional será da ordem de 100 milhões de litros.

Estudos feitos no Cepesq indicam que essa glicerina poderá ser empregada na fabricação de um compósito (material constituído pela mistura de duas ou mais substâncias) de grande interesse para as indústrias de embalagens e de construção civil, que buscam meios mais baratos e de boa qualidade para o acondicionamento de produtos ou para a edificação de moradias populares.



A mistura de glicerina bruta com amido e fibras vegetais leva à formação de painéis muito semelhantes a compensados. As placas podem ser utilizadas também na fabricação de peças de artesanato, gerando trabalho e renda para populações carentes. “O processo é duplamente ecológico, pois dá fim nobre a um subproduto poluente e também a fibras vegetais, que podem, dependendo da forma de descarte, comprometer a qualidade do meio ambiente”, lembra o químico Luiz Pereira Ramos, coordenador dos trabalhos da equipe.

A plena aplicação dos painéis ainda depende de testes de campo para verificar a resistência do material à água e definir as espécies de plantas que fornecem as fibras mais resistentes. “Mas os experimentos realizados até agora em laboratório confirmam a viabilidade de uso real do produto”, garante Ramos. Essa última e crucial etapa, diz o químico, requer parcerias com a iniciativa privada que certamente irão redirecionar o futuro das pesquisas.

Vale destacar a diferença entre glicerina bruta e purificada. A forma obtida no processo de produção de biodiesel vem misturada a água, ácidos graxos e sabões. Só depois de purificada é que a substância pode ser utilizada na área de química fina e no setor alimentício. Mas a tecnologia exigida para extração das impurezas tem custo elevado e é dominada por apenas algumas empresas brasileiras.

“O elevado custo de purificação restringe o uso da glicerina bruta”, diz Ramos. Por isso é essencial, segundo o pesquisador, buscar meios de aproveitar o material na forma como ele é gerado no processo de produção do biodiesel. Além de seu emprego na elaboração de compósitos, a glicerina ‘contaminada’ pode entrar também na produção de energia pela combustão e na produção de biogás e fertilizantes. Outra vertente da pesquisa em curso no Cepesq é o uso da glicerina como plastificante de filmes biodegradáveis. Mas essa alternativa requer inevitavelmente a sua purificação.

Gabriela Diniz
CH On-line / PR

fotos: Luiz P. Ramos - Cepesq/UFPR