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domingo, 13 de setembro de 2009

Biodiesel de Algas


Com o aumento do interesse em biodiesel como uma alternativa ao petróleo, muitos vem olhando para a possibilidade de produçao de cultura de oleaginosas como uma soluçao. Existem dois problemas com essa abordagem: (1) cultivar mais oleaginosas iria redirecionar as culturas alimentares para abastecer o mercado em expansao; (2) oleaginosas tradicionais nao sao as maiores produtoras de óleo. Microalgas tem o maior potencial de produçao de energia quando se compara com culturas de clima temperado (podendo chegar a 40 vezes mais óleo).

Algas contem carboidratos, gorduras e proteínas. Algumas microalgas contém mais de 60% de gordura. Uma vez que essa gordura é colhida,– 70% desse óleo pode ser obtido por prensagem - o restante pode ser usado como alimentaçao animal ou processada para produçao de etanol.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

BIÓLEO será implantado em Caieiras: Projeto visa transformar óleo de cozinha usado em biodiesel

Cada litro de óleo descartado de forma inadequada pode contaminar até 20 mil litros de água. Quando jogado na pia, o óleo de cozinha usado entope a rede de esgoto, contamina a água, o solo e as estações de tratamento.

O prefeito de Caieiras, Hamamoto, fará o lançamento oficial do Programa Bióleo Duplamente Sustentável na cidade, dia 03 de setembro, às 19 horas, no Centro Cultural da Cidade – CECIN.

Trata-se de um programa desenvolvido pelo Instituto PNBE, com apoio da Prefeitura de Caieiras e patrocínio da Essencis Soluções Ambientais. O objetivo é promover a coleta de óleo residual de cozinha, de forma a promover a inclusão social, e gerar renda para instituições e pessoas que venham trabalhar na cadeia de coleta.

O Programa Bióleo, tem como proposta viabilizar a adoção do óleo de fritura usado (saturado) como insumo para toda a produção necessária de biodiesel na escala B3.

É um programa baseado na logística reversa, de forma a assegurar que o óleo de fritura usado, coletado pelos diversos projetos sociais sejam transportados e armazenados em volumes compatíveis com as necessidades do Programa Brasileiro de Biodiesel.

O prefeito Hamamoto acredita que muito mais do que contribuir com a preservação ambiental o projeto visa provocar a conscientização da população sobre o tema e ainda possibilita a geração de renda e emprego.


Programa duplamente sustentável

  • Viabiliza a substituição (ainda que parcial) do diesel mineral pelo biodiesel, reduzindo os níveis de poluição decorrentes da queima daquele combustível

  •  Atenua o impacto ambiental do óleo residual que ainda é despejado indiscriminadamente, segundo estudos da Sabesp um litro de óleo de fritura usado contamina 20 mil litros de água.


Fonte: Jornal A Semana

domingo, 23 de agosto de 2009

Equipamento vai transformar óleo de cozinha em combustível em SC


Fonte: G1

Um equipamento cedido pela Prefeitura de Palhoça à sede da Associação dos Maricultores da cidade irá transformar, por dia, mil litros de óleo de cozinha em combustível. De acordo com a prefeitura, a máquina deve chegar ao município ainda neste semestre e a associação fará o trabalho de coleta do óleo de cozinha nas casas da cidade.

O biodiesel produzido pela máquina, comprada da empresa Biotechnos Projetos Autossustentáveis, localizada em Santa Rosa (RS), deverá ser utilizado para abastecer a frota de ônibus da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e o transporte escolar de Palhoça. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB) quer conscientizar a população, a começar pelas escolas da rede pública municipal.

Ainda para estimular a consciência ambiental da população e dar um fim para os aterros sanitários, a Prefeitura de Palhoça pretende instalar uma usina industrial de reciclagem, onde parte de todo o lixo produzido será reaproveitado. A usina deve ser instalada em 12 meses, segundo a prefeitura.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Rede mundial de lanchonetes usa biodiesel do óleo de frituras na Inglaterra

A rede de lanchonetes McDonald's anunciou, dia 2 de julho, que vai converter todos os seus veículos de entrega na Grã-Bretanha para que passem a usar um biodiesel feito com óleo de cozinha reciclado. A conversão dos 155 caminhões da frota estaria completa até o próximo ano. Ao usar o combustível alternativo feito com uma mistura de óleo de cozinha aproveitado de 900 restaurantes da rede e óleo de semente de canola, a empresa disse que estará reduzindo suas emissões de carbono em cerca de 1.650 toneladas por ano.

"Isto seria o equivalente a retirar 2.424 carros da estrada anualmente", afirmou em nota o McDonald's. Inicialmente, a mistura conterá 85% de óleo de cozinha usado nas lanchonetes e 15% de óleo de canola puro. A empresa disse que pretende continuar a trabalhar com os fornecedores para reduzir a quantidade de óleo de canola usado na fabricação do combustível.


Meio ambiente

Há tempos a rede vem sendo alvo de críticas pelo impacto que provoca no meio ambiente. Seu vice-presidente, Matthew Howe, disse que a empresa está "feliz" em poder achar uma "utilidade prática e eficiente", dentro do próprio negócio, para seu grande estoque de óleo de cozinha. "Este é um grande exemplo de como as empresas podem trabalhar juntas para ajudar o meio ambiente", disse Howe.

A rede anunciou que está trabalhando em uma série de outras iniciativas envolvendo reciclagem e embalagens para reduzir suas emissões de carbono. O anúncio feito nesta segunda-feira foi precedido de um esquema piloto que teve início no ano passado. Para os demais países do mundo, entre eles os EUA - sede da empresa - e Brasil, onde também está em operação a cadeia de lanchonetes, ainda não há um prazo previsto para a adoção destas medidas.


As informações são do Correio do Brasil

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Organização não-governamental quer projeto de coleta de resíduo em Piracicaba

ELIANA TEIXEIRA

A energia verde é um dos principais temas na pauta mundial de discussões sobre qualidade de vida, recuperação do meio ambiente ou, pelo menos, de tentativas de diminuição da poluição e dos efeitos do aquecimento global. O óleo de cozinha, aquele utilizado para fritura dos alimentos e geralmente descartado pelos consumidores residenciais e industriais, pode ser reaproveitado como biocombustível.

Segundo Marcos Marcelo de Moraes e Matos, presidente da ONG Academia de Gestão Pública (Agespub), uma família com quatro pessoas consome em média um litro de óleo por semana. O consumo em um restaurante de médio porte gira em torno de 10 litros/dia. "Há uma usina em Piracicaba que pode produzir o biocombustível, a partir do momento em que houver entidades que coletem o óleo", enfatiza.

Embora ainda não haja logística para a coleta do óleo, Matos diz que a usina de Piracicaba tem capacidade para produzir 400 litros de biocombustível por dia. O objetivo do projeto, em fase embrionária, é que o óleo resultante de frituras residencial e industrial seja doado a entidades filantrópicas, para que possam vendê-lo à usina produtora de biocombustível, aumentando suas fontes de recursos financeiros. "Essa usina iria produzir o biocombustível de acordo com as normas da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)", enfatiza.

Na produção de biocombustível, explica o presidente da Agespub, 10% do óleo são descartados e 10% resultam em glicerina, utilizada na fabricação de sabonetes. "Mesmo com as perdas, temos 80% em biocombustível", destaca. A intenção da ONG é promover até a segunda quinzena deste mês palestras com entidades civis e filantrópicas para demonstração da importância da coleta do óleo de cozinha e dar início ao projeto.

A Agespub foi fundada em 2006 e tem entre suas metas de trabalho, a fomentação de práticas alternativas para a redução da emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera. O objetivo da ONG é colocar em prática, ainda neste ano, o projeto de transformação do óleo de cozinha em biocombustível. A ONG, destacam Wlamir do Amaral, secretário executivo da Agespub, e Sérgio Camarda, secretário geral, procura incentivar boas ações e divulgar práticas positivas realizadas nas administrações públicas de cidades integrantes da Bacia do Rio Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), promovendo seminários, cursos e capacitação.

Para prestar esse tipo de serviço, a Agespub firmou convênios com a Universidade Metodista de Piracicaba e conta com o apoio de professores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz e Escola de Engenharia de Piracicaba. A idéia da usina partiu da observação da realidade do município de Indaiatuba, pertencente à Bacia PCJ. "Em Indaiatuba, a usina utiliza tecnologia da Unicamp", afirmam.

A produção da usina, observam, chega a um mil litros por hora de biocombustível a partir de óleo de cozinha, que iria para o esgoto, caso não houvesse o projeto de aproveitamento. A usina de Indaiatuba é municipal e a prefeitura faz a coleta do óleo em estabelecimentos comerciais.

Toda a produção de biocombustível é utilizada no abastecimento da frota do Serviço de Água e Esgoto de Indaiatuba. "Queremos incentivar outros gestores públicos integrantes da Bacia PCJ a implantar em seus municípios usinas que fabriquem biodiesel a partir do óleo de cozinha", ressaltam. A Agespub caracteriza-se pela promoção de intercâmbio, troca de experiências bem sucedidas de uma cidade para outra, principalmente, no que se refere a projetos ambientais que visem a recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APP), melhora da qualidade e quantidade da água da Bacia, que possui cerca de 60 municípios.

Além do projeto de aproveitamento de óleo de fritura, a ONG pretende incentivar os municípios da Bacia a desenvolver projetos de recuperação de aterros sanitários. A queima do biogás que é formado por grande parte de metano, afirmam os diretores da ONG, também emite CO2 à atmosfera. "Para evitar esse problema ambiental, é necessário a colocação correta de queimadores com filtros, preparação do solo com encanamentos específicos. O biogás pode ser aproveitado como fonte de recurso", enfatizam.

Mais informações, pelos e-mails: marcosmarcelo@agespub.com.br; contato@agespub.com.br; camarda@agespub.com.br.


Fonte: Caderno Cidades - Gazeta de Piracicaba

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Carro movido a óleo de fritura - já é possível

Pastéis, bolinhos, batatinha... Frituras de dar água na boca em novíssima versão. Tudo na vida dá um pouquinho de trabalho. É como o óleo de fritura, que segundo os médicos, é um veneno no nosso organismo e fonte poluidora no meio ambiente, mas quando guardado e bem tratado, é um santo remédio para o planeta.

Para contar essa história direitinho, é preciso apresentar o citricultor Paulo Lenhardt. Desde sempre um devoto do meio ambiente, ele nasceu e se criou na cidade gaúcha de Montenegro. Paulo cresceu como todo garoto, apaixonado por carros, e levou vantagem, porque o pai era mecânico.

Ainda adolescente, montou sua primeira máquina, com restos. E, para rodar, experimentou de tudo um pouco – de gás de cozinha a carvão e querosene. Três décadas depois, Paulo está a um passo de sair do anonimato. E tudo por conta do carro que ele usa para trabalhar.

É um carro praticamente normal, mas tem cheirinho de pastel... "Em função disso, a gente colocou, carinhosamente, o apelido de ‘pasteleira’ na caminhonete. O pessoal já conhece e sabe por onde eu passei, porque fica o cheirinho de pastel no ar", conta Paulo.O cheirinho no ar não é de uma caminhonete que faz entregas. O aroma sai direto do motor do carro, que é movido a óleo de cozinha – aquele que sobra das frituras e é jogado fora.

"Se for jogado no esgoto, no ralo ou num lugar onde caia chuva, vai ser levado para o rio. E um litro de óleo na água equivale, mais ou menos, a um milhão de litros de água contaminada", alerta Paulo.

O motor faz pelo menos dez quilômetros com um litro de óleo de fritura. E já são 95 mil quilômetros rodados! Portanto, mais de 10 bilhões de litros de água dos rios escaparam da poluição, só com a ajuda da "pasteleira" de Paulo. "É muito legal", comemora.

Demora uns 20 dias na linha de produção para reciclar o que era lixo. Começa com duas semanas de repouso, para decantar os resíduos. Mais uma, misturado com água, para separar o sal. Por fim, uma fervura, para evaporar essa água. E, depois de abastecer, só mais um detalhe: a própria água quente do motor é usada para esquentar o óleo a quase 90ºC. Assim, ele fica mais fininho, mais parecido com o diesel original.

"Na verdade, a gente tem que adaptar o que já está aí. O motor a diesel nasceu a óleo de amendoim. Foi a indústria do petróleo que adaptou ele para o óleo diesel. A gente quer fazer o inverso", diz Paulo.

E sob o comando de Paulo, o motor já queima as gordurinhas de 15 restaurantes da cidade. Com esses fornecedores fixos, Paulo garante combustível para outra caminhonete e mais dois tratores.

"É a minha pequena contribuição para reverter esse processo de demolição do planeta", diz Paulo.

E o filho, o estudante Frederico Lenhardt, já virou discípulo do mestre nesta empreitada. "O cara tem que pegar e fazer, buscar soluções, não ficar só esperando. Todo mundo fala em aquecimento global, mas pouca gente se coça para fazer alguma coisa", conclui.

MAIS INFORMAÇÕES:


Paulo Roberto Lenhardt – agricultor e autor do projeto do carro movido a óleo de cozinha usado

E-mail: morrodacutia@morrodacutia.org

segunda-feira, 14 de maio de 2007

De coadjuvante a protagonista

Glicerina bruta obtida na produção de biodiesel pode ter muitas aplicações

No processo de produção de biodiesel, a obtenção de um litro do combustível tem como contrapartida a formação de aproximadamente 100 ml de glicerina bruta. Esse coproduto até então subestimado no mercado brasileiro pode ter aplicações importantes, como mostram trabalhos realizados no Centro de Pesquisa em Química Aplicada (Cepesq) do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 2008, quando for obrigatória a mistura de 2% do combustível ecológico ao óleo diesel convencional, estima-se que o volume de glicerina produzido em escala nacional será da ordem de 100 milhões de litros.

Estudos feitos no Cepesq indicam que essa glicerina poderá ser empregada na fabricação de um compósito (material constituído pela mistura de duas ou mais substâncias) de grande interesse para as indústrias de embalagens e de construção civil, que buscam meios mais baratos e de boa qualidade para o acondicionamento de produtos ou para a edificação de moradias populares.



A mistura de glicerina bruta com amido e fibras vegetais leva à formação de painéis muito semelhantes a compensados. As placas podem ser utilizadas também na fabricação de peças de artesanato, gerando trabalho e renda para populações carentes. “O processo é duplamente ecológico, pois dá fim nobre a um subproduto poluente e também a fibras vegetais, que podem, dependendo da forma de descarte, comprometer a qualidade do meio ambiente”, lembra o químico Luiz Pereira Ramos, coordenador dos trabalhos da equipe.

A plena aplicação dos painéis ainda depende de testes de campo para verificar a resistência do material à água e definir as espécies de plantas que fornecem as fibras mais resistentes. “Mas os experimentos realizados até agora em laboratório confirmam a viabilidade de uso real do produto”, garante Ramos. Essa última e crucial etapa, diz o químico, requer parcerias com a iniciativa privada que certamente irão redirecionar o futuro das pesquisas.

Vale destacar a diferença entre glicerina bruta e purificada. A forma obtida no processo de produção de biodiesel vem misturada a água, ácidos graxos e sabões. Só depois de purificada é que a substância pode ser utilizada na área de química fina e no setor alimentício. Mas a tecnologia exigida para extração das impurezas tem custo elevado e é dominada por apenas algumas empresas brasileiras.

“O elevado custo de purificação restringe o uso da glicerina bruta”, diz Ramos. Por isso é essencial, segundo o pesquisador, buscar meios de aproveitar o material na forma como ele é gerado no processo de produção do biodiesel. Além de seu emprego na elaboração de compósitos, a glicerina ‘contaminada’ pode entrar também na produção de energia pela combustão e na produção de biogás e fertilizantes. Outra vertente da pesquisa em curso no Cepesq é o uso da glicerina como plastificante de filmes biodegradáveis. Mas essa alternativa requer inevitavelmente a sua purificação.

Gabriela Diniz
CH On-line / PR

fotos: Luiz P. Ramos - Cepesq/UFPR