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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Blog Action Day 2009




E mais uma vez foi dada a largada para o Blog Action Day. Como sempre, blogs no mundo inteiro irão debater e discutir em cima de um tema proposto. No ano passado foi a Pobreza e neste ano, as Mudanças Climáticas.
No ano passado, mais de 12500 blogs participaram do evento, gerando mais de 14000 posts, que foram lidos por aproximadamente 13500000 leitores do mundo inteiro.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dia Mundial sem carro não muda muito o trânsito do paulistano

A capital paulista passou a maior parte do Dia Mundial sem Carro, comemorado nesta terça-feira (22), com lentidão no trânsito considerada dentro da média. Apesar disso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou congestionamentos maiores do que os habituais entre 13h e 15h30. As filas ficaram menores do que a média entre 9h e 9h30 desta terça-feira.

Para marcar a data, um grupo realizou uma manifestação na Avenida Paulista, centro empresarial de São Paulo, para pedir um trânsito melhor e mais investimentos em transporte público. "São Paulo precisa e pode ter um trânsito melhor, um transporte público eficiente e de ótima qualidade, muito mais ciclovias e ciclofaixas, um ar mais limpo e respirável e melhor qualidade de vida para todos que aqui vivem e trabalham", diz folheto distribuído pelo grupo na avenida. Vagas de estacionamento foram ocupadas na região com tapetes de grama sintética, colchões e cadeiras de praia.

Táxis movidos a pedaladas chamaram a atenção de quem passava pela Avenida Paulista. O veículo é um triciclo de 21 marchas, com carroceria aberta e capacidade para dois adultos, uma criança e um ciclista. O “ecotáxi”, como é chamado, tem origem alemã, já é utilizado no Rio de Janeiro e está sendo exposto em feiras sobre meio ambiente em São Paulo. A ideia é que ele seja adotado na cidade como alternativa de transporte.

A chuva atrapalhou um pouco, quem sabe no ano que vem né?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Amanhã é o Dia Mundial sem carro



SÃO PAULO - Os organizadores do Dia Mundial Sem Carro, comemorado no dia 22 de setembro, planejam ações nesta terça-feira para levar a sociedade a refletir sobre as soluções para melhorar a qualidade de vida nas cidades. A ideia é que as pessoas utilizem o transporte público ou experimente formas alternativas de mobilidade.

Uma pesquisa sobre mobilidade urbana divulgada pela ONG Movimento Nossa São Paulo, na sexta-feira, mostrou que o paulistano passa, em média, 2h43 todos os dias no trânsito.

Na capital paulista, onde circulam 3,5 milhões de veículos diariamente, as ações começaram com o Desafio Intermodal na última quinta-feira, que comparou os diversos meios de transporte. Neste ano, a bicicleta mostrou-se de novo mais rápida do que carro, moto e até helicóptero.

Também na última quinta-feira, ativistas do Greenpeace, vestidos com roupas similares a dos órgãos fiscalizadores de trânsito, aplicaram “multas” simbólicas em motoristas de oito capitais. 

Para esta terça-feira, a ONG planeja debates e outras atividades. Segundo os organizadores, "mais do que estimular as pessoas a deixar seus carros em casa durante um só dia, a ideia da campanha é marcar a luta por um transporte público de qualidade, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, pela mobilidade urbana".

A programação para esta segunda-feira, terça-feira e quarta-feira pode ser conferida no site da ONG Movimento Nossa São Paulo.

Implantado pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997, o Dia Mundial sem Carro é realizado em diversas cidades do País e do mundo.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ranking de carros irrita produtores de álcool

O ranking de carros poluentes  lançado pelo Ministério do Meio Ambiente irritou os produtores de cana-de-açúcar e álcool do país. De acordo com os índices divulgados no site do Ibama, carros movidos a álcool ou do tipo flex (bicombustíveis) podem ser tão ou mais poluentes que os movidos a gasolina.

Nesta quarta-feira, a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) divulgou uma nota à imprensa criticando a metodologia aplicada pelo governo, que considerou três gases poluidores (monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio), mas não levou em conta a emissão de CO2, causador do efeito estufa. Na nota, a Unica, que diz ser favorável ao estabelecimento de índices de avaliação de emissões de poluentes, afirma que, "ao invés de produzir dados precisos, que ajudem o consumidor, a divulgação feita pelo Ministério serviu principalmente para confundir".

- Fossem os dados compilados de forma completa, incluindo-se números de gás carbônico (CO2), óxidos de enxofre (SO) e partículas, o ranking produzido pelo Ibama apresentaria resultados muito diferentes, particularmente no tocante a carros utilizando o etanol - disse o presidente da Unica, Marcos Jank, por meio de sua assessoria de imprensa, chamando o ranking de "decepcionante".

A GM, fabricante do carro que obteve a pior nota, o Corsa 1.4, movido a gasolina, (com 4,8 pontos em uma escala de zero a dez), informou nesta quarta, por meio de sua assessoria, que ainda estava analisando os dados para se pronunciar. Ainda dentro dos critérios que não consideraram a emissão de gases de efeito estufa, o carro menos poluente é o Focus 2.0, movido a gasolina, da Ford, com 9,4 pontos. Entre os dez mais poluentes, cinco são a álcool. Entre os dez menos poluentes, oito são a gasolina.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou, por meio de sua assessoria, que apoia a divulgação do ranking. Segundo a entidade, todos os dados já eram públicos.


Fonte: Jornal O Globo

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Álcool polui tanto quanto gasolina, mostra estudo

 

Dados divulgados ontem pelo Ministério do Meio Ambiente mostram que o álcool combustível pode poluir tanto quanto a gasolina. E que os motores com menor potência chegam a poluir mais do que os equipamentos com maior capacidade. O cálculo foi feito com base na Nota Verde, que informa, para veículos fabricados em 2008, as medições da emissão de três gases poluentes - o monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos e óxido de nitrogênio. Em relação ao CO2, um dos principais causadores do efeito estufa, o álcool, por ser renovável, tem suas emissões neutralizadas pela absorção de gases feita pelas folhas da cana-de-açúcar no cultivo da planta.

No ranking de 258 provas sobre poluição e emissão de gases a que as empresas submeteram os veículos, as melhores notas (que variam de 0 a 10) foram dadas a carros que usavam gasolina no momento dos testes. O campeão foi o Ford Focus 2008, motor 2,0 DOHC I-4 SFI, o que jogou por terra o mito de que veículos com motores menos potentes poluem menos. Pelo contrário. Do primeiro ao sétimo lugar entre os menos poluidores, prevaleceram os motores mais potentes, de 1,4 cilindradas a 3,5. De acordo com Márcio Veloso, analista ambiental do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores do Ibama, os motores de menor cilindrada poluem mais porque exigem mais força - e consequentemente maior consumo de combustível - para fazer o carro se movimentar. O álcool, por queimar mais rápido que a gasolina, libera mais gases.

Coube a um Fiat Uno com motor de mil cilindradas o oitavo lugar entre os menos poluentes. Por coincidência, na hora do teste, a montadora usava o álcool como combustível. Quanto à emissão de CO2, um Fiat de mil cilindradas, de oito válvulas, e motor L5, com gasolina, obteve a nota 10, o que representa zero de liberação de gases. O segundo lugar na emissão de CO2 coube também a um Fiat, mas modelo Uno Way, motor 1,0, gasolina. Ele obteve nota 9,9.

A tabela com todas as notas para os veículos fabricados em 2008 pode ser acessada na página do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) - www.ibama.gov.br -, no link Nota verde. Lá, pode-se verificar se o carro é pouco ou mais poluente e se emite mais ou menos gases que contribuem para o aquecimento global. É possível também saber detalhes sobre os poluentes emitidos.

Da poluição veicular, 99% resultam da liberação de monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxido de nitrogênio. "Achamos que divulgar os dados poderia levar proprietários a observar quais os veículos que poluem ou emitem mais ou menos gases", disse o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sociedade e Meio Ambiente

O crescimento desacelerado da população, aliado a um consumo excessivo e a uma economia globalizada, tem trazido grandes preocupações por parte de ambientalistas, sociólogos, ecologistas, dentre outros setores. O planeta está no seu limite de suporte e seu capital natural/humano acaba sofrendo profunda alteração, cujos impactos socioambientais vão desde  fome, miséria, desigualdade, violência e desemprego à reações adversas da natureza que por sua vez vêm castigando varias regiões a nível global.

Tais fatores foram desencadeados por uma desordem econômica e social, devido a um modelo predatório que continua ocorrendo de forma heterogênea, tornando difícil qualifica-los.

Entretanto, a falta de percepção por parte da humanidade, que por sua vez cria e recria seu espaço as custas da apropriação da natureza, impede de visualizar a complexa relação homem x meio ambiente.

Tendo em vista que muitas cidades já se encontram com sua capacidade de suporte  superado, configurando um quadro de degradação transnacional, é de se imaginar que precisaríamos de um planeta 30 % maior para acomodar o modelo social vigente.

O capital natural da terra vem sendo ameaçado a cada dia devido aos avanços de fronteira econômica, expansão agrícola, assentamentos humanos desordenados, desmatamentos e especulações imobiliárias que, por falta de projeto de prevenção, acabam remediando os danos depois de fragmenta-los. E o custo para inverter o problema é tão alto que fica impossível reconstruir os ecossistemas agredidos.

Nessa abordagem, o modo como nos inserimos no ambiente resulta em um conjunto de relações sociais que, por sua vez, constrói um tipo específico de relacionamento com a dimensão natural. Relação essa, que se encontra em total descompasso em virtude do padrão societário atual. Mas, o que fazer diante da complexidade que essa relação se encontra?

O exercício da cidadania participativa poderia ser o caminho para uma sociedade sustentável, pois, a maioria da população jamais participou de uma ação social que vise a promoção de uma melhor qualidade de vida, de uma ação que busque uma relação mais transparente entre a sociedade e o poder instituído.

O que temos é uma sociedade que continua querendo dominar a natureza, ao invés de interagir com ela, apresentando uma ação predatória e potencialmente ameaçadora da vida na terra. Tem-se, ainda, a falta de projetos que questione as desigualdades sociais e os princípios de uma justiça ambiental que são  temas importantes da busca pela sustentabilidade.

A natureza passa a ser objeto mercadológico engendrado num processo de privatização do uso do meio ambiente comum, especificamente do ar e da água, o qual a humanidade depende. E é o custo econômico e social desse comércio que torna preocupante, já que passa a ser inadequado no auxílio ao desenvolvimento.

A sociedade em que  vivemos pode e deve ser planejada com padrões de menor porte e com produção descentralizada em bases sólidas, em termos tecnológicos, disponíveis democraticamente e gerados a partir das necessidades da coletividade. Porém, muitos estudiosos na área questionam sobre o tempo disponível que se tem para uma sensibilização e conscientização da população à nível global. As catástrofes já ocorrem em escalas cada vez maiores. A própria meteorologia se tornou um tanto quanto imprevisível e o homem, vitima de si mesmo, continua insistindo em usar intensivamente - e de forma errônea - os recursos naturais.

Por outro lado, não é preciso ser tão pessimista quanto ao assunto em questão. Tem-se caminhado - e muito! - em busca de soluções, mas, é preciso estar atento a banalização feita em muitos discursos à cerca dos termos meio ambiente, desenvolvimento sustentável, ecoturismo e etecétera. Existe uma grande diferença entre fazer declarações politicamente corretas e se comportar de forma não condizente com a declaração.

Portanto, na qualidade de membros do planeta terra é preciso, urgentemente, perceber que a sustentabilidade deve existir tanto nos ecossistemas quanto na sociedade humana, bem como nas formas sociais de apropriação e uso desses recursos do ambiente.


Reciclagem.Net – http://www.reciclagem.net

Andréa Karla Pereira
Cientista Social
Pós graduanda em Gestão Ambiental
Pesquisadora em Responsabilidade Social Corporativa

domingo, 13 de setembro de 2009

Biodiesel de Algas


Com o aumento do interesse em biodiesel como uma alternativa ao petróleo, muitos vem olhando para a possibilidade de produçao de cultura de oleaginosas como uma soluçao. Existem dois problemas com essa abordagem: (1) cultivar mais oleaginosas iria redirecionar as culturas alimentares para abastecer o mercado em expansao; (2) oleaginosas tradicionais nao sao as maiores produtoras de óleo. Microalgas tem o maior potencial de produçao de energia quando se compara com culturas de clima temperado (podendo chegar a 40 vezes mais óleo).

Algas contem carboidratos, gorduras e proteínas. Algumas microalgas contém mais de 60% de gordura. Uma vez que essa gordura é colhida,– 70% desse óleo pode ser obtido por prensagem - o restante pode ser usado como alimentaçao animal ou processada para produçao de etanol.

sábado, 12 de setembro de 2009

Contribua para reduzir a poluição

Como contribuir para evitar a poluição dos rios


1. Não jogue lixo nas águas dos rios.
2. Não canalize esgoto diretamente para os rios.
3. Não desperdice água, em casa ou em qualquer outro lugar.
4. Observe se alguma indústria está poluindo algum rio e avise as autoridades sobre a ocorrência.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Os créditos de carbono

O que são?

Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. As agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem no País e a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. A empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei, tem que comprar certificados das empresas mais bem sucedidas. O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa estabeleça seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais. Estes certificados podem ser comercializados através das Bolsas de Valores e de Mercadorias, como o exemplo do Clean Air de 1970, e os contratos na bolsa estadunidense. (Emission Trading - Joint Implementation)

Há várias empresas especializadas no desenvolvimento de projetos que reduzem o nível de gás carbônico na atmosfera e na negociação de certificados de emissão do gás espalhadas pelo mundo se preparando para vender cotas dos países subdesenvolvidos e países em desenvolvimento, que em geral emitem menos poluentes, para os que poluem mais. Enfim, preparam-se para negociar contratos de compra e venda de certificados que conferem aos países desenvolvidos o direito de poluir.


Fonte: Ambiente Brasil

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Amido substitui petróleo na produção de embalagens biodegradáveis

 
Criar produtos capazes de substituir os tradicionais plásticos fabricados à base de petróleo é o desafio de vários pesquisadores, que estão trabalhando em seus laboratórios para obter material semelhante, tendo como matriz de transformação os biopolímeros, que são encontrados em seres vivos, como plantas e microorganismos.

Neste processo ganha destaque a utilização do amido/fécula de mandioca como fonte fornecedora de polímero, que são compostos químicos de elevada massa molecular, formado por unidades estruturais menores denominadas de monômeros. O principal membro de sua família é o plástico. Mas, também fazem parte da constituição do corpo humano, integrando a composição do código genético: o DNA.

Algumas pesquisas já demonstram resultados positivos, como a criação de três tipos de embalagens pela engenheira agrônoma, Marney Pascoli Cereda, Pesquisadora do Centro de Tecnologias para o Agronegócio (CeTeAgro/UCDB), de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Os resultados dos estudos podem ser definidos em três diferentes grupos: o dos materiais expandidos, similares ao isopor, que também podem absorver aromas e sabores, sendo comestíveis, e utilizados nos setores de embalagem e acondicionamento de alimentos; os produtos prensados, que além do amido são constituídos por grande quantidade de fibras, atribuindo resistência a choques, podendo ser utilizados como tubetes para mudas, cantoneiras para proteção de pallets e de caixas, e como lixeiras para lixo seletivo; e, os filmes de amido, que podem ser comestíveis ou espessos, na forma de impermeabilizantes.

Os filmes de amido podem ser usados como embalagens ou proteção de alimentos, e ainda na forma de sacos para doses únicas de detergentes, utilizados na lavagem de roupas, sendo colocados diretamente na máquina de lavar, sumindo com o processo de lavagem, que libera o produto.

Para a Pesquisadora, a grande vantagem do biopolímero na indústria é a obtenção de produtos finais biodegradáveis, sendo viável produzir materiais de todos os tipos, a partir da fécula/amido, uma vez que, para a transformação dos biopolímeros em produtos acabados, as indústrias poderão utilizar as mesmas máquinas utilizadas para a fabricação de plásticos de polietileno, sendo necessárias, apenas, algumas alterações nos processos. “Não se requer grandes investimentos e se tem a vantagem de se ter uma opção para a produção de materiais que não agridem o meio ambiente”, destaca Marney.

No entanto, economicamente, esta produção apresenta alguns fatores negativos, como a baixa resistência à umidade, o que torna elevado o custo para a utilização destes materiais. “Por ser um produto biodegradável ele sofre com a ação da água, pois, em contato com o líquido, o material pode se deformar ou degradar. Para o uso sem problemas dessas embalagens é preciso a realização de um processo de impermeabilização, o que eleva o custo da produção”, explica a Pesquisadora.

Ela ressalta que há grande demanda por produtos ambientalmente corretos, e que a substituição dos materiais provenientes do petróleo por itens fabricados a partir do amido ocorrerá quando aquele tiver seu preço aumentado. “O processo produtivo se equilibrará, como conseqüência do aumento do preço do petróleo, pois, a demanda de mercado é muito grande.


Fonte: ABAM - Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Calcule o quanto você emite de gás carbônico

 
 
Você sabe quanto emite de Carbono com seu consumo? Calcule agora e reduza a sua pegada. Seja um consumidor responsável com o meio ambiente. Acesse este site para entrar no simulador: http://www.climaeconsumo.org.br/calculadora.html


sábado, 29 de agosto de 2009

Vento pode suprir as necessidades do mundo, diz estudo


Informações do Yahoo Notícias:

Segundo estudo publicado na Revista científica "Proceedings of the National Academy of Science (PNAS)", a energia Eólica (onde se utiliza a força dos ventos) pode suprir as necessidades energéticas do mundo. Se os cálculos estiverem certos, só no Brasil os aerogradores terrestres produziriam, no mínimo, cerca de 14 vezes a eletricidade consumida no país. No caso dos aerogeradores marítimos, a proporção seria de 3 vezes as necessidades brasileiras. E nos EUA, seria possível produzir até 16 vezes o consumo atual de eletricidade no país.

Apesar dos números otimistas, Ênio Bueno, especialista em energia Eólica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pondera que o estudo leva em conta apenas o potencial de aproveitamento da energia eólica para geração de energia; mas é importante ponderar também a viabilidade técnica em cada local, bem como a viabilidade fincanceira, pois essas barreiras reduzem, e muito, a previsão dos pesquisadores.

Um estudo dos técnicos do INPE em Janeiro mostra que os ventos brasileiros podem atender mais de 60% da demanda de energia de forma competitiva, e com o barateamento progressivo da tecnologia para tal, este percentual deve aumentar. Atualmente, menos de 1% da energia do país é gerada pelo vento.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Usina refina 45 mil litros de óleo a cada 30 dias

Empresa é única no interior paulista com licenças para funcionamento

Reinaldo Chaves
Da Agência BOM DIA

No Parque Bauru, em Bauru, SP, funciona há cinco anos a Famóleo, usina de refino de 45 mil litros de óleo de cozinha a cada 30 dias – e única no Interior de São Paulo com licenças de funcionamento da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A empresa é parceira da Comvida e atua coletando óleo em casas, condomínios, empresas, presídios, escolas, entre outros. O óleo é comprado pela Famóleo e também doado por parceiros.

Garrafas
Um dos responsáveis pelo refino, Danilo Faria de Moraes, explica que o óleo coletado é armazenado primeiro em três tanques com capacidade para três mil litros. Depois com o vapor de uma caldeira o óleo é fervido por cerca de três horas. “Isso é feito para desprender a água contida no óleo de fritura. Cada litro tem uma média de 300 ml de água que vem dos alimentos”, explica.

A água liberada é usada para a higienização dos tambores e garrafas PET que são destinados para as parceiras do projeto que acondicionam o óleo.


Para entender melhor
Informações: (14) 3234-7314. Site: www.ambientelimpo.org

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Estatísticas de reciclagem

O lixo é uma fonte de riquezas. As indústrias de reciclagem produzem papéis, folhas de alumínio, lâminas de borracha, fibras e energia elétrica, gerada com a combustão.

No Brasil, a cada ano são desperdiçados R$ 4,6 bilhões porque não se recicla tudo o que poderia.

O Brasil é considerado um grande "reciclador" de alumínio, mas ainda reaproveita pouco os vidros, o plástico, as latas de ferro e os pneus que consome.

A cidade de São Paulo produz mais de 12.000 toneladas de lixo por dia, com este lixo, em uma semana dá para encher um estádio para 80.000 pessoas.

Se toda água do planeta coubesse em um litro, a água doce corresponderia a uma colher de chá.

Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado. Por outro lado, cerca de 60% do papel ondulado é reciclado no Brasil.

Um litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água.

Menos de 50% de produção nacional de papel ondulado ou papelão é reciclado atualmente, o que corresponde a cerca de 720 mil toneladas de papel ondulado. O restante é jogado fora ou inutilizado.
Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.

Perfil do lixo produzido nas grandes cidades brasileiras:

39%: papel e papelão

16%: metais ferrosos

15%: vidro

8%: rejeito

7%: plástico filme

2%: embalagens longa vida

1%: alumínio



Comparativo da reciclagem




Fonte: Ambiente Brasil

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Mas o que é reciclagem?


A reciclagem é o termo genericamente utilizado para designar o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são o papel, o vidro, o metal e o plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita tratamento final, como aterramento, ou incineração.

O conceito de reciclagem serve apenas para os metais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características. O conceito de reciclagem é diferente do de reaproveitameto ou reutilização.

O reaproveitamento ou reutilização consiste em transformar um determinado material já beficiado em outro. Um exemplo claro da diferença entre os dois conceitos, é o reaproveitamento do papel. O papel chamado de reciclado não é nada parecido com aquele que foi beneficiado pela primeira vez. Este novo papel tem cor diferente, textura diferente e gramatura diferente. Isto acontece devido a não possibilidade de retornar o material utilizado ao seu estado original e sim transformalo em uma massa que ao final do processo resulta em um novo material de características diferentes.

Outro exemplo é o vidro. Mesmo que seja "derretido", nunca irá ser feito um outro com as mesmas características tais como cor e dureza, pois na primeira vez em que foi feito, utilizou-se de uma mistura formulada a partir da areia.

Já uma lata de aluminio, por exemplo, pode ser derretida de voltar ao estado em que estava antes de ser beneficiada e ser transformada em lata, podendo novamente vortar a ser uma lata com as mesmas características.

A palavra reciclagem difundiu-se nos mídia a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de lixo e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).

Como disposto acima sobre a diferença entre os conceitos de reciclagem e reaproveitamento,em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.

Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.


Vantagens da reciclagem

Os resultados da reciclagem são expressivos tanto no campo ambiental, como nos campos econômico e social.

No meio-ambiente a reciclagem pode reduzir a acumulação progressiva de lixo a produção de novos materiais, como por exemplo o papel, que exigiria o corte de mais árvores; as emissões de gases como metano e gás carbônico; as agressões ao solo, ar e água; entre outros tantos fatores negativos.

No aspecto econômico a reciclagem contribui para a utilização mais racional dos recursos naturais e a reposição daqueles recursos que são passíveis de re-aproveitamento.

No âmbito social, a reciclagem não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, através das melhorias ambientais, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres.

No Brasil existem os carroceiros ou catadores de papel, que vivem da venda de sucatas, papéis, latas de alumínio e outros materiais recicláveis deitados para o lixo. Também trabalham na colecta ou na classificação de materiais para a reciclagem. Como é um serviço penoso, pesado e sujo, não tem grande poder atrativo para as fatias mais qualificadas da população.

Assim, para muitas das pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento.

O manuseio de lixo deve ser feito de maneira cuidadosa, para evitar a exposição a agentes causadores de doenças.

No Brasil, a cidade que mais recicla seu lixo é Curitiba: atualmente, 20% de todo o lixo produzido - cerca de 450 toneladas por dia - são reciclados na capital paranaense.



Fonte: Wikipédia

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A responsabilidade social

Responsabilidade social diz respeito ao cumprimento dos deveres e obrigações dos indivíduos e empresas para com a sociedade em geral.

Existem várias outras definições para o termo responsabilidade. Podemos citar, entre elas, as seguintes:

Alguns sociólogos entendem como sendo responsabilidade social a forma de retribuir a alguém, por algo alcançado ou permitido, modificando hábitos e costumes ou perfil do sujeito ou local que recebe o impacto.

Podemos citar um exemplo: A implantação de uma fábrica em uma determinada localidade, cujo espaço era utilizado pelos moradores como pasto para seus animais, ocasionando perda desse acesso, exigindo a criação de novas forma de alcançar o que estava posto e estabelecendo um novo cenário para o local.

Como compensar aos nativos e a natureza por essa "invasão"? Aplica-se no caso atos contínuos que possam de uma forma adequada compatibilizar a perda dos antigos moradores com meios compensatórios de forma a evitar o máximo mudanças bruscas.

Observe-se que há outras interpretações.

Um outro exemplo:

Uma empresa que patrocina um time de futebol ou volei que supostamente tem condições de se manter sozinho é responsabilidade social?

Sim, desde que a relevancia do fato de determinada empresa efetuar tal patrocínio tenha relevancia social e seja de amplo espectro de aplicação. Tornando mais fácil ao acesso da educação, esporte, cultura, entre outros a comunidade local envolvida.

Responsabilidade social corporativa

É o conjunto amplo de ações que beneficiam a sociedade e as corporações que são tomadas pelas empresas, levando em consideração a economia, educação, meio-ambiente, saúde, transporte, moradia, atividade locais e governo, essas ações otimizam ou criam programas sociais,trazendo benefício mútuo entre a empresa e a comunidade, melhorando a qualidade de vida dos funcionários, quanto da sua atuação da empresa e da própria população.

Responsabilidade Social Empresarial

É a forma de gestão ética e transparente que tem a organização com suas partes interessadas, de modo a minimizar seus impactos negativos no meio ambiente e na comunidade. Ser ético e transparente quer dizer conhecer e considerar suas partes interessadas objetivando um canal de diálogo.


Fonte: Wikipédia

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A importância da reciclagem


A quantidade lixo produzida diariamente por um ser humano é de aproximadamente 5 kg. Somando-se toda produção mundial, os números são assustadores.
Uma garrafa plástica ou de vidro pode levar 1 milhão de anos para decompor-se e reintegrar-se ao meio ambiente. Uma lata de alumínio, de 80 a 100 anos. A cada tonelada de papel produzida, 12 árvores são abatidas. Porém, todo esse material pode ser reaproveitado, transformando-se em novos produtos ou matéria-prima, sem perder suas propriedades.

Por que não reciclar, então?

Separando todo lixo produzido em residências, estaremos evitando a poluição e impedindo que a sucata se misture aos restos de alimentos, facilitando assim seu reaproveitamento pelas indústrias. Depois de separado, o lixo deve ser colocado nos containers especiais ou encaminhado à coleta seletiva que o encaminhará as Usinas de Reciclagem. Os detritos despejados em terrenos baldios acabam prejudicando o meio ambiente e gerando graves problemas para a saúde.
Entre você também nessa luta pela qualidade do nosso futuro.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Catadores recolhem óleo usado e ajudam a despoluir meio ambiente

Uma iniciativa simples pode se mostrar ecologicamente correta e, ao mesmo tempo, gerar renda para quem a executa. Foi com esse pensamento que um grupo de catadores do Rio de Janeiro resolveu criar em 2005 a cooperativa Disque Óleo Vegetal.

Eles começaram recolhendo óleo e gordura de todo tipo, utilizado em frituras por bares, restaurantes e residências e agora já expandiram a coleta para igrejas, colégios e redes de supermercado, como a Rede Economia.

O produto coletado é vendido para empresas de reciclagem de materiais, para fabricação de sabão e biodiesel. Entre essas empresas estão a Fábrica de Sabão Neutral e a empresa Comanche, que atuam em São Paulo e na Bahia, respectivamente.

O idealizador do projeto, Lucinaldo Francisco da Silva, o Caio, informou à Agência Brasil que a cooperativa completa três anos no próximo dia 17 de fevereiro.

O serviço de coleta é 100% gratuito e, em alguns casos, quando a quantidade de óleo supera 300 litros - que é o caso do recolhimento em bares e restaurantes - o doador pode receber R$ 0,30 por litro de óleo recolhido ou trocar por produtos de limpeza. “Quem doa o óleo também é beneficiado”, disse o criador da cooperativa.

Segundo Caio, mesmo nas residências é simples armazenar óleo, em vez de jogá-lo no ralo da pia da cozinha ou no esgoto, por exemplo, o que acaba poluindo os rios e sufocando os peixes, afetando o ecossistema.

“Nas residências, a gente está aconselhando as pessoas a juntar (o óleo ou gordura que seriam jogados fora) em garrafas pet de dois litros. Quanto tiver pelo menos três garrafas, o motoqueiro vai até o local e recolhe”, disse Caio. A cooperativa recolhe uma média de 150 mil a 170 mil litros por mês.

O gerente do Disque Óleo Vegetal revelou que o projeto nasceu “pensando" na melhoria do planeta. "É uma pequena contribuição que a gente está dando, mas que não deixa de ser importante". Outra forma de contribuição, segundo Caio, é promover a geração de renda. "já que os catadores que trabalham dentro do galpão, fazendo a reciclagem do óleo, estão obtendo renda através dessa coleta”.

Caio informou que, dependendo da quantidade de óleo recolhido, a renda média por catador pode superar os R$ 700,00. “Até R$ 2 mil dá para se chegar, dependendo do quanto ele se empenhe e traga de óleo”, explicou. Cerca de 50 catadores participam da cooperativa Disque Óleo Vegetal.

A cooperativa de catadores participa também do projeto social Missões na Bola, na comunidade Trevo das Missões, situada no município de Duque das Caxias, na Baixada Fluminense. “Cerca de 70 a 80 crianças da comunidade são beneficiadas pela coleta do óleo para a prática do esporte”, através da compra de material esportivo.


Fonte: Agência Brasil

domingo, 20 de janeiro de 2008

Ajude o meio ambiente com cosméticos verdes

Além de reciclar o lixo e plantar árvores, há uma nova maneira de se engajar na campanha por um mundo melhor: adote cosméticos verdes, fabricados por empresas engajadas em ações ecologicamente corretas

Por Sandra Hirata
Revista Claudia


OS ORGÂNICOS

Esses cosméticos baniram os agrotóxicos do cultivo de seus componentes e eliminaram da fórmula ingredientes derivados de petróleo e substâncias sintéticas, como corantes, fragrâncias e conservantes. "A idéia é preservar tanto o planeta quanto a saúde dos consumidores", diz Maurício Pupo, especialista em cosmetologia, de São Paulo.

Uma pesquisa recente feita pelo National Institute of Occupational Safety and Health, nos Estados Unidos, detectou que há mais de 800 substâncias químicas tóxicas sendo usadas na formulação de cosméticos, especialmente na forma de conservantes e detergentes. "Essaconstatação é levada a sério lá fora. Desde 2005, houve um aumento de 40% na venda de produtos de beleza orgânicos na França e de 20% na Itália", garante a engenheira química Sônia Corazza, de São Paulo.

Por aqui, são poucas as marcas (Reserva Folio, Florestas e Magia dos Aromas) que já conseguiram criar produtos totalmente orgânicos, com selos de certificação concedidos pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e pela Ecocert, entidades que regulamentam esse mercado no Brasil.

Algumas empresas optaram por incluir um ou outro ingrediente orgânico em suas linhas, além, é claro, de eliminar as substâncias nocivas. O sabonete líquido da Phytophilo, por exemplo, tem açaí e aloe vera orgânicos devidamente certificados.

OS SUSTENTÁVEIS

São feitos com matéria-prima vegetal cuja extração obedece a rigorosos critérios que impedem seu esgotamento na natureza e promovem o desenvolvimento das comunidades que participam do plantio e da colheita.

É o que acontece com os ativos originários da Amazônia, como a andiroba, usada em cremes hidratantes. "Educamos as comunidades ribeirinhas para colher apenas o fruto que cai do pé depois da época das chuvas. Dessa forma, a árvore permanece intacta", explica Daniel Sabará, diretor-geral da Beraca, empresa que coordena 460 comunidades na região e fornece matéria-prima para vários fabricantes da área de beleza.

Pioneira no desenvolvimento de produtos verdes no Brasil, a Natura defende a bandeira de que cosmético sustentável deve gerar emprego e melhorar a qualidade de vida dos pequenos agricultores envolvidos no extrativismo. "Inauguramos uma fábrica em Benevides (PA), de onde saem a massa e os óleos vegetais usados na fabricação dos sabonetes da linha Ekos. Quem faz a colheita de maneira planejada é a comunidade local", conta Paulo Lalli, vice-presidente de operações e logística da empresa.

Outro exemplo bem-sucedido de sustentabilidade é o óleo de castanha-do-pará extraído pelos índios caiapós, da Terra Indígena do Baú, em Altamira (PA).

Em parceria com a ONG Amigos da Terra, os índios conseguiram um importante selo verde, o Forest Stewardship Council (FSC), certificado que garante que a matéria-prima extraída preserva o ambiente e promove o desenvolvimento econômico sem agredir a cultura local. O óleo é o ingrediente principal da linha de produtos capilares da Nunaat, criada exclusivamente para ser exportada para França e Portugal.

OS RECICLÁVEIS

Entram nessa classificação cosméticos cujas empresas se preocupam em reduzir e reciclar as embalagens de seus produtos, diminuindo o impacto ambiental.

É o caso da linha Nativa Spa, do Boticário, que dispensou as caixas de papel que acondicionam os frascos - apenas o sabonete é vendido dentro de uma caixinha.

Na proposta de reutilização, a Natura é campeã de iniciativa. Cerca de 140 produtos, inclusive os da linha de maquiagem, possuem refil. Assim, utilizam, em média, 50% a menos de recursos naturais do que as embalagens convencionais.

A empresa também emprega pet (plástico) reciclado nos recipientes dos óleos corporais da linha Ekos. O material é recolhido pelo projeto Rede Cata-Bahia, cooperativa que ajuda os catadores e aumenta a vida útil de aterros sanitários.

Outra iniciativa interessante é o uso de frascos oxibiodegradáveis nos hidratantes Econatural, da La Façon. "Em contato com a luz e o calor, a embalagem se autodegrada dois anos após a data de fabricação", garante Miriam Kulmann, diretora da marca.

OS PRÓ-BICHOS

São os cosméticos fabricados por empresas que não fazem testes em animais, como a Avon e a Ecologie. Algumas já foram reconhecidas por isso: em maio deste ano, a linha Amazônia Preciosa, da Surya Henna, recebeu o selo da Vegan Action, organização internacional que combate os maus-tratos aos animais, o consumo de produtos de origem animal e qualquer ação agressiva à fauna.

"Entre os experimentos cruéis que rejeitamos firmemente está o Draize Eye Test, no qual coelhos 'emprestam' seus olhos para avaliar substâncias potencialmente irritantes", afirma Juliana Mainen, coordenadora de meio ambiente da Surya Henna, em São Paulo. "É uma prática infundada, pois pode-se fazer o mesmo em células de córneas mantidas in vitro."

Em 2003, indignada com testes como esse, a entidade ambiental Projeto Esperança Animal (PEA) divulgou uma lista das empresas que testam e das que não testam seus produtos em animais.

"Fica no nosso site e é atualizada constantemente. Todas as empresas citadas são contatadas e recebemos respostas surpreendentes",
diz Ana Gabriela de Toledo, vice-presidente do PEA. "Muitas se orgulhavam de nunca ter adotado a prática, outras dizem que não conseguem abrir mão dos testes. É bom lembrar que a Anvisa apenas exige que os produtos sejam seguros. Quem escolhe a forma de testá-los são as empresas. Acredito que, se deixarmos de comprar produtos que maltratam os animais, essas empresas vão encontrar alternativas menos cruéis rapidamente."

Conheça alguns produtos que se encaixam na categoria "verde" no site www.claudia.com.br

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Reciclagem de óleo de cozinha avança

Campeão de reciclagem de alumínio e aproveitador de vidro, plástico e papel, o Brasil começa a reciclar também óleo de cozinha. Da receita para transformá-lo em sabão à reutilização como matéria-prima para o biodiesel, a prática ajuda a preservar rios e mananciais. Isso porque uma gota de óleo contamina um litro d´água.

"O processo é tão simples quanto reciclar vidro e alumínio", diz o professor de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP) Jorge Tenório. Segundo ele, a indústria já se preocupa com o descarte de óleos lubrificantes por causa de resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e de exigências para exportações ou para a obtenção de selos de qualidade como o ISO 14000.

Em São Paulo, uma lei estadual, apesar de pouco conhecida, prevê a reciclagem. A Sabesp, desde agosto, começou projeto-piloto com uma organização não-governamental para recolher o óleo na região central. "Até agora, 300 condomínios aderiram ao projeto", diz o gerente da unidade de negócios da Sabesp, Carlos Aberto Aparecido. Ele explica que o acúmulo do óleo é o grande vilão das obstruções nas redes e ramais domiciliares. Proposto pela Sociedade de Amigos e Moradores de Cerqueira César, o material é recolhido pela ONG Trevo. A missão dos técnicos da Sabesp foi distribuir panfletos e orientar a população sobre a iniciativa.


Sabão e biodiesel

Outra ONG pioneira no reaproveitamento de óleo é a Triângulo, de Santo André. "Em 2004, começamos na raça", diz o diretor Fabrício França. Com patrocínio da Petrobrás, a Triângulo recolhe óleo de 60 mil residências na Grande São Paulo e usa como matéria-prima na produção de sabão em projeto socioeducacional que reverte em renda para jovens carentes. "Deve ter muita ONG começando, a gente orientou várias de diversos lugares do País. Teve gente até de Rondônia visitando o instituto", conta França.

Já o projeto do departamento de Química da USP de Ribeirão Preto que transforma óleo em biodiesel saiu dos limites nacionais e foi premiado. De acordo com o coordenador do programa, professor Miguel Dabdaoub, o projeto "Biodiesel em casa e nas escolas" foi escolhido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

(As informações são do jornal O Estado de S.Paulo)